Pindamonhangaba /SP
Semana passada o mundo voltou seus olhos aos Estados Unidos em razão das eleições norte-americanas. Os telejornais brasileiros, por exemplo, colocaram o acontecido como o mais importante desde o início do novo século.
Semana passada o mundo voltou seus olhos aos Estados Unidos em razão das eleições norte-americanas. Os telejornais brasileiros, por exemplo, colocaram o acontecido como o mais importante desde o início do novo século.Um homem negro superou barreiras preconceituosas e se tornou o mais importante presidente do globo. Nas páginas dos jornais talvez tal frase possa ser extremamente bela, mas devemos refletir. Torna-se hipócrita o que os EUA querem colocar em nossos pensamentos. De forma alguma defendemos o preconceito, mas é mentirosa a possibilidade que o americanos defendem ao indicarem o porquê que escolheram Obama.
Barack foi eleito porquê é protecionista e defensor dos ideais americanos, não foi eleito porquê é negro, foi eleito porquê pensa de forma patriota. McCain prometia liberar os tributos ao etanol brasileiro, Obama dificilmente fará.
A mesma história se repetiu no Brasil. Elegemos Lula não porquê ele era metalúrgico, mas sim porquê trazia consigo uma proposta melhor. O presidente brasileiro não escondeu sua torcida pela vitória de Barack Obama nas eleições dos EUA. "Da mesma forma como o Brasil elegeu um metalúrgico e a Bolívia elegeu um índio, seria um avanço cultural a vitória de um negro na maior economia do mundo", disse Lula. Agora, devemos concordar com Lula? Obama será parceiro do Brasil? Não devemos deixar de lado o falso moralismo e nos preocuparmos com o futuro do nosso país? Não devemos fazer como os americanos, defender nossos ideais a todo custo? Lula faz certo ao torcer por aquele que trará dificuldades ao Brasil?
Antes virar estrela na campanha presidencial do Partido Democrata, o senador Obama condenou o acordo de cooperação assinado por Lula e George W. Bush, em março de 2007. O novo presidente norte-americano classificou o acordo como uma “ameaça à nossa segurança energética a longo prazo”, em discurso no Senado. Pediu que o Congresso “monitore cada passo da relação EUA-Brasil na questão”. Acho que Obama não vê com bons olhos aqueles que estão em situação emergente, a caminho do primeiro mundo, participante ativo do G20.
Opinião diferente dá Paulo Visentini, professor e pesquisador do Núcleo de Estratégia e Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Em geral o Brasil tendia a preferir presidentes republicanos, menos protencionistas. Mas hoje somos menos dependentes dos norte-americanos. E o Obama não é um negro ‘de gueto’, e sim um cosmopolita, com uma abertura ao diálogo que os EUA precisam recuperar”.Rafael Duarte Villa, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Relações Internacionais da USP, acredita que o grande diferencial de Obama é que ele pode recuperar o multilateralismo na política externa dos EUA, mas é mais cauteloso quanto ao impacto econômico de uma administração democrata no Brasil. Afinal, diz ele, a América Latina não é prioridade dos EUA no momento. Seja como for só resta fazer uso da célebre frase: O tempo é o senhor da razão!
Vida política. Barack Hussein Obama, nasceu em Honolulu dia 04 de agosto de 1961, foi eleito o 44º presidente de seu país. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. É senador pelo estado de Illinois.
Graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade Columbia em Nova Iorque, para depois cursar Direito na Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da Harvard Law Review.
Obama atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis até que, em 1996, foi eleito ao Senado de Illinois. Entre 1992 e 2004, ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago. Tendo tentado, em 2000, eleger-se, sem sucesso, ao Congresso Americano, anunciou, em janeiro de 2003, sua candidatura ao Senado dos Estados Unidos. Após vitória na eleições primárias, foi escolhido como orador de honra para a Convenção Nacional do Partido Democrata em julho de 2004.
Como membro da minoria democrata no período entre 2005 e 2007, ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais. Neste período, fez viagens oficiais para o leste europeu, o oriente médio e África. Na atual legislatura, contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assistência para militares americanos após o período de serviço.
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com