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Os embargos da indecência

Dirceu acompanha em SP as sessões do STF pela televisão (Foto: Marlene Bergamo - FolhaPress)
O Brasil saiu às ruas por R$ 0,20. Porque não sair às ruas para que condenados cumpram suas penas? Essa é a pergunta que fica para todos nós esta semana, quando juízes, da mais alta corte do nosso país, disseram em bom tom, que não estão preocupados com a opinião pública.

Dizer não aos embargos infringentes não se trata de algo certo ou errado, deste vergonhoso processo penal chamado mensalão. Trata-se de um dever moral do STF com o povo brasileiro.

JÁ VAI TARDE! Gilmar Mendes deixa a presidência do STF

Pindamonhangaba /SP

Nesta sexta-feira, 23 de abril, o ministro Gilmar Mendes deixa a Presidência do STF. A FENAJ, os Sindicatos de Jornalistas e o GT Coordenação Nacional da Campanha em Defesa da Profissão programam manifestações de protesto com o lema “Já vai tarde!” e convocam a categoria a participar de mais um dia nacional em defesa da profissão e do Jornalismo.

Toma seu rumo! Vaza! Cai fora, Gilmar Mendes!

Pindamonhangaba /SP

O ministro Cézar Peluzo foi eleito o novo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele vai suceder o ministro Gilmar Mendes que está concluindo seu mandato. Peluso fica no cargo até 2012 e também vai presidir o Conselho Nacional de Justiça.




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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Censura: Estadão deve recorrer após a publicação de acórdão

Pindamonhangaba /SP

Após o pedido de liminar movido pelo jornal O Estado de S.Paulo não ter sido acatado pelo Supremo Tribunal Federal, o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, que cuida do caso, pretende aguardar a publicação do acórdão para recorrer da decisão, o que deve levar em torno de 30 dias. Há cinco meses o jornal está proibido de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica, que investiga Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

"Sapatada no Gilmar", jornalistas do Paraná fazem protesto contra o presidente do STF

Pindamonhangaba /SP

"O ministro Gilmar Mendes não merece mais o respeito de nós jornalistas, por isso, a ação dos colegas do PR não é fora de propósito. Eu apóio esta campanha!" 

A luta em defesa do diploma mobiliza jornalistas e segmentos da sociedade em todo o Brasil. Segunda-feira (16) foi lançado o Fórum Paulista em Defesa do Diploma. Na terça-feira (17), jornalistas paranaenses fizeram um 'aquecimento' para a 'sapatada no Gilmar', que pretendem levar às ruas. No Rio, uma manifestação na Cinelândia marcou o Dia Nacional de Luta em Defesa do Diploma. E em Salvador foi lançado o 'selo azul'.

Para marcar os cinco meses da decisão do STF sobre o diploma, na terça-feira (17), profissionais se concentraram na sede do Sindicato dos Jornalistas do Paraná e “treinaram a mira” lançando sapatos em direção a um banner com a foto do presidente do Supremo, Gilmar Mendes. A atividade antecedeu as negociações da campanha salarial da categoria, onde o patronato quer tirar da Convenção Coletiva de Trabalho uma cláusula que obriga as empresas a contratarem jornalistas diplomados.

O Sindicato pretende levar a manifestação “Sapatada no Gilmar Dantas” às ruas de Curitiba nos próximos dias. A idéia é que os jornalistas compareçam com um par de sapatos usados, para jogar no banner, repetindo o gesto do jornalista iraquiano Muntazar Al-Zaydi que, numa coletiva, arremessou um sapato contra o ex-presidente dos EUA, George Bush. Os sapatos arrecadados serão repassados a uma instituição de caridade.

O lançamento do Fórum Paulista em Defesa do Diploma, na segunda-feira (16), na Associação Paulista de Imprensa, contou com a participação do presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, que relatou as ações que estão sendo desenvolvidas juntamente com a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma para que o Congresso Nacional reinstitua a obrigatoriedade da formação em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão. No evento, além da composição da coordenação do Fórum, ficou definido novo encontro para o dia 26 de novembro, quando os grupos de trabalho constituídos discutirão o plano de ação para a ampliação desta luta em São Paulo.

Também para lembrar o Dia Nacional de Luta em Defesa do Diploma, jornalistas do Rio de Janeiro participaram de uma manifestação em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, no início da tarde desta terça-feira (17). A manifestação foi marcada pela distribuição e leitura de um panfleto explicativo sobre a luta dos jornalistas brasileiros pelo restabelecimento do diploma.

A campanha baiana pela volta da exigência do diploma para a atividade do jornalismo ganhou, no dia 12, duas marcas, recebidas em primeira mão pelo Bahia Notícias. O “Selo Azul”, que será concedido às empresas que contratam profissionais graduados, e a bandeira oficial do movimento. Nova manifestação está programada para o dia 24, às 9h, em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia, em Salvador.
 
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Filho de Sarney pede a STF que mantenha censura ao Estadão

Pindamonhangaba /SP

Eduardo Ferrão, advogado de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, entrou com petição junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que a justiça mantenha a censura ao jornal O Estado de S.Paulo, que proíbe o veículo de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal.

POST 450 - Quando os interesses interferem nas necessidades [por Fabricio Oliveira]


Há quase um mês tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, a PEC 386/09 que estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Conhecida popularmente como PEC dos jornalistas o documento vem sendo defendido por uns e negado por outros. Discussões acaloradas vem marcando as constantes reuniões da CCJC (Comissão de Constituição Justiça e Cidadania) todas as quartas-feiras.

Opiniões contrárias a PEC não podem ser descartadas, afinal vivemos em uma democracia e não concordar com algo é um direito legítimo deste regime de governo. Por tudo o que acontece na capital federal envolvendo este movimento surge-nos questões que merecem análises e reflexões.

Políticos são eleitos, teoricamente, para defender os interesses de um povo. E não para impor seus pensamentos ou buscar alternativas que possam privilegiar amigos ou parceiros. Todos devem estar atentos a opinião de quem os deu a oportunidade representativa. No caso da PEC dos jornalistas é clara a opinião dos brasileiros. Todas as pesquisas indicam a necessidade do diploma para o exercício da profissão. “É um abusrdo jornalista sem diploma!”, revelam os números.

A pergunta que fica é: por que ainda existem deputados que são contrários a um desejo do eleitorado? O diploma é uma necessidade, já os interesses de empresas podem interferir em uma possível decisão favorável a categoria. Estas empresas que tanto apóiam o veto a PEC contam com a ajuda de parlamentares, quando na verdade estes deveriam ouvir a vontade do povo. Políticos assim podem ser tudo, menos políticos de verdade.

Talvez alguns sejam detentores de órgãos de comunicação ou ainda sejam ligados a grupos midiáticos. Regulamtar a profissão e exigir-se o diploma é o mesmo que obrigar instituições a pagar pisos salariais, além dos impostos diversos. Quem não nos apóia desmerece nossa Constituição.

Durante última sessão da CCJC, em 04 de novembro de 2009, o deputado José Carlos Aleluia (DEM/BA) deu uma declaração no mínimo fora de lugar. Para ele, não se pode mudar a interpretação que o Supremo dá à Constituição. "Vou impedir que a proposta progrida. Ou que progrida lentamente. Vou colocar pedras no caminho na frente dessa bobagem legislativa", afirmou.

Quem faz a leis neste país? Um ministro que chama jornalistas de cozinheiros ou pessoas eleitas de forma democrática? Sinceramente, não entendi esta declaração do nobre deputado. “Talvez esteja perdido, já que nem ao menos sabe seu papel dentro desta casa de leis”. Os valores estão se invertendo, quem deveria apenas cumprir com as leis, esta tentando fazê-las de forma aquivocada.

Alguns já apontaram a PEC como um instrumento de pressão em cima do STF. Afinal uma emenda constitucional não pode ser derrubada pelo judiciário, que tem apenas o dever de cumpri-la. Espero que a decisão legislativa não seja interpretada desta forma. A PEC dos jornalista é apenas uma forma de corrigir um erro absurdo do STF e sua turma. Para tentar esclarecer este possível desentendimento o autor da 386/09, deputado Paulo Pimenta (PT/RS) e a presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, deputada Rebecca Garcia (PP/AM) reuniram-se com o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes. Segundo o deputado Paulo Pimenta, a reunião foi positiva. “O ministro Gilmar não entendeu a iniciativa de apresentação da PEC como uma afronta e não considera que esteja havendo colisão entre os poderes judiciário e legislativo”, disse.

O parlamentar relatou à direção da FENAJ, também, que o presidente do STF esclareceu que a decisão da corte restabeleceu a decisão de primeira instância, a não exigência de diploma para o exercício do Jornalismo, mas não invalidou outros conteúdos da regulamentação profissional.

Relator do Recurso Extraordinário RE 511961, o ministro Gilmar Mendes reconheceu a demora na publicação do acórdão com a decisão. Disse que isso se deve ao fato de que o voto de alguns dos ministros que participaram do julgamento, no dia 17 de junho, ainda não foi entregue. Considerou, ainda, que o alcance da decisão sobre questões que ficaram sem resposta, como sua repercussão em concursos públicos e quanto ao sigilo de fonte, poderão ser esclarecidas se o Supremo for questionado.


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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Discutindo o induscutível

Pindamonhangaba /SP

por Fabricio Oliveira

Esta semana o STF ganhou destaque na imprensa não por ter votado ações que pudessem agilizar o judiciário brasileiro, mas porque resolveu fazer uma grande palhaçada: discutir a obrigatoriedade do diploma para os que oficiam a profissão jornalista.

Há 40 anos existe uma lei em nosso país que diz que para ser jornalista é preciso cursar uma faculdade e conquistar um diploma. É certo que a regra foi criada em meio ao regime militar, mas não há o que discutir. É inaceitável perder tempo com este assunto. Diploma tem que ser obrigatório para a profissão e ponto final.

Colegas de porfissão sejamos honrosos. Paremos de ficar escrevendo textos com justificativas repetitivas, como se precisássemos de favores destes que ganham muito para não fazer nada.

É claro, mais uma vez a justiça e seus comandantes mostram-se a favor dos ricos, amantes do capitalismo. A discussão surge para defender poucos, homens marajás que por terem dinheiro no bolso sentem-se no direito de exercer a profissão. Mais vergonhoso ainda é proprietário de jornal, TV, rádio, etc, dar emprego a estes "seres". Juíses! Não discutam o induscutível! Façamos leis para punir foras da lei!

O STF é fraco e medroso, por isso vem adiando a tão esperada audiência. Como agradar a elite e ao mesmo tempo não jogar no lixo 40 anos de universidades pulverizando-se pelo Brasil. Dispensar o diploma do jornalista é o mesmo que assinar uma autorização para rasgarmos a Constituição Federal.

Se quiseres respeito, primeiro respeite-nos. Valorize quatro anos de luta de inúmeros brasileiros que muitas vezes pegaram o ônibus com o dinheiro da pssagem, que perderam momentos com a família para conquistar um registro profissional.

Acompanhando toda esta balburdia pelos sites pude observar algo muito recomendado para este relato. Uma pesquisa com mais de 300 internautas do portal UOL revelava, na ocasião, que 17% dos votantes achavam desnecessário a obrigatoriedade do diploma. Gostaria de dizer a estes 'homens' que o Brasil está esta porcaria por causa da existência deles. Espero que um dia sejam atendidos por um açogueiro, já que a faculdade de medicina é dispensável.

O resultado um dia virá, caso optem pelos ricos estaremos aqui para brigar. Se escolherem por nós, pobres e oprimidos, assunto encerrado. Afinal, não fizeram mais do que a obrigação.
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com