Pindamonhangaba /SP
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Em tempos de faculdade lembro-me de uma de nossas camisetas. Nela estava escrita a seguinte frase: 'nós registramos a história'. Mais tarde ao ler livros e artigos para fazer o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) me deparei com a constatação. Boa parte das histórias que contam a evolução do mundo podem ser encontradas em páginas antigas de jornais.
Desde o começo deste ano inúmeros fatos nos colocam diante desta oportunidade. Nós jornalistas em meio a notícias que tornam-se registros da história do mundo. Lembranças que poderão ser contadas e ensinadas nas escolas, arquivos que irão ilustrar novos registros do processo evolutivo da humanidade.
As chuvas no Rio de Janeiro, os protestos no Egito, a queda de Hosni Mubarak e a atual crise no oriente médio com a Libia. Em menos de três meses completos um terremoto e um tsunami devastador no Japão. Parece-me que 2011 promete.
Um país rico e preparado. Refém de um medo, de uma natureza que não avisa a hora que vai acordar. O terremoto de 8.9 e por consequência o tsunami são fatos imprevisíveis. Como já sabemos estes abalos no Japão são frequentes e até mesmo normais. O país esta no círculo de fogo do pacífico, localizado no encontro de placas tectônicas.
Cursos e construções rigorosamente examinadas pelo governo tentam previnir estragos maiores. Mas o que aconteceu foi algo fora de controle. Resta-nos torcer para que os prejuízos não sejam tão massivos e o Japão consiga se reerguer o mais rápido possível. Afinal, a ilha é uma das maiores economias do mundo e a curto e longo prazo sentiremos os efeitos no Brasil.
A sensação é que a intensidade das coisas tem aumentado. Aquecimento global? Estudiosos negam a relação terremoto no Japão com aquecimento global. Portanto aqui fica um mistério, para o qual ainda não temos respostas. Para alguns religiosos, o fim de uma era e o começo de novos temos. Vamos aguardar.
Como profisisonal de comunicação o registro da tragédia natural por imagens, impressionou. Em poucas horas o mundo via um número tão grande de imagens do terremoto e do tsunami que chamou a nossa a atenção. Não me lembro de outro fato registrado com tanta intensidade por nós profisisonais da comunicação. Vale lembrar que o tsunami da Tailândia em dezembro de 2004 só foi visto pelo mundo dias depois.
Os números da tragédia japonesa se alteram a todo instante e não seria atual repassar os disponíves aqui. Afinal, do outro lado do mundo talvez os que temos acesso podem não mais retratar a realidade. Por este motivo optamos pela reflexão. A seguir você confere alguns links que podem te ajudar a entender o terremoto, assim como saber como e por que ele acontece.
O fato. O forte terremoto de magnitude 8,9, seguido por um tsunami com ondas de até dez metros de altura, atingiu a costa nordeste do do Japão nesta sexta-feira, 11 de março de 2011. Trata-se do pior tremor a atingir o país desde que começaram a ser feitos registros, no final do século 19, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
O tremor foi seguido por ao menos 19 réplicas, algumas delas de magnitude 6,3. Cidades e vilarejos ao longo dos 2.100 quilômetros da costa leste do país foram afetadas por violentos tremores que atingiram até a capital, Tóquio, localizada a 373 quilômetros de distância do epicentro.
O terremoto ocorreu às 14h46 da hora local (2h46 em Brasília) e teve seu epicentro no Oceano Pacífico, a 130 quilômetros da península de Ojika, e a uma profundidade de 24,4 quilômetros, de acordo com o USGS.
Texto: Diferenças - Terremoto no Chile foi de 8,8° na escala Richter no Haiti foi de 7°
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Texto: Entenda como funciona a escala Richter
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Vídeo: Entenda o movimento das placas tectônicas
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