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Câmara aprova mudança na distribuição dos royalties do pré-sal

Pindamonhangaba /SP
 O que acho importante deixar claro é que o petróleo encontrado na camada pré-sal não é e nunca será apenas de alguns Estados. Ao contrário, a riqueza encontrada é de todos nós brasileiros. Os lucros devem ser reparttidos por toda a nação, só assim teremos condições de buscar um dia por um país mais justo. Defender a não distribuição dos royalties é o mesmo que levantar uma bandeira a favor da desigualdade social. Acerto da Câmara!
A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira a última pendência do marco regulatório do pré-sal: a emenda referente ao projeto de partilha que modifica a distribuição dos royalties das reservas estratégicas de petróleo. Foram 369 votos a favor, 72 contra e 2 abstenções. Os quatro projetos que formam o arcabouço legal da exploração do pré-sal seguem para apreciação do Senado.

O destaque aprovado nesta quarta-feira, apresentado pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), favorece Estados e municípios não produtores. O governo federal, respaldado pelas bancadas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, tentou evitar que a emenda fosse aprovada na Câmara, mas a pressão a favor da modificação foi intensa.

No país do petróleo o que falta é escola

Pindamonhangaba /SP
por Fabricio Oliveira

Nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é apontado por pesquisas e relatórios como um dos piores do mundo. Tristes informações que resultam na realidade de um Brasil amargo, mergulhado em situações de extrema pobreza e desigualdade. Como explicar tantos problemas sociais e viver em plena expansão econômica, somos um dos maiores produtores de petróleo, temos as festas mais populares, temos o povo mais acolhedor. Mas não temos escolas de qualidade, não formamos nossa geração futura, ao contrário, aceitamos, por exemplo, que nosso governador desvie metade dos investimentos em educação para contribuir com um sistema prisional falido e falacioso. Ter a consciência de que educação é a solução, talvez seja o primeiro passo para o nosso real crescimento.

Os altos índices de pobreza e desigualdade social são fermentados por uma política pública que ressalta discursos a todo instante. Governantes declaram investir milhões no ensino, mas ‘desconhecem’ as fatias desviadas por criminosos. É preciso, definitivamente, mudar tais estruturas de repasse e criar escolas que sejam dignas da beleza de nosso país.

Nossos alunos não podem ficar apenas cinco ou seis horas dentro de uma sala de aula, precisam de bibliotecas, precisam ser estimulados a escrever e principalmente a serem autores de seu próprio destino. Que todos consigam escrever seu livro e nele contar sua importante história de vida, que sintam orgulho de ter estudado numa escola com professores capacitados e de qualidade. Estimular e desmistificar nos jovens o termo ‘pesquisa’ são fundamentalmente requisitos importantes deste plano de fim à pobreza e a desigualdade.

Investir em infra-estrutura de ensino é investir em um ambiente favorável ao raciocínio, é privilegiar o ser humano e sua capacidade de aprendizagem.

Novas tecnologias surgem no mundo todos os dias, mais uma vez é preciso acompanhar tal evolução. Tecnologia da Informação, por exemplo, é uma disciplina que já deveria estar na grade curricular das escolas.

Os valores estão invertidos, os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais sem oportunidades. Nosso governo diz cumprir com seu papel e para manter a boa vida de poucos preocupa-se com políticas globalizadas e capitalistas. As empresas querem contratar, mas não encontram profissionais capacitados. Estes por sua vez buscam alternativas informais e começam a levar uma vida de constante queda. É neste ponto que esta o problema, precisamos proporcionar o auxílio necessário para que famílias brasileiras não passem a residir nestas tristes estatísticas. Na educação creio que esta o ponto inicial desta longa caminhada contra a pobreza e a desigualdade social.

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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com