Mostrando postagens com marcador Matérias especiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Matérias especiais. Mostrar todas as postagens

Um dos amores mais contagiantes e verdadeiros, o amor de mãe


A realidade e o cotidiano das famílias brasileiras mudaram, e muito, nestes últimos dez anos. Inúmeras são as causas que desenharam este novo cenário, entre as mais citadas pelos especialistas está a forte influência da globalização. Que proporcionou um intercâmbio de influências capaz de construir, por exemplo, novos modelos de família. Algumas chefiadas por mulheres que defendem sua independência ‘a ferro e fogo’, outras por um casal de homens, ou ainda por um casal de mulheres que decidiram viver juntos e assim dividir deveres e direitos. Tios, tias, avós, amigos. Enfim, os modelos pré estabelecidos por uma sociedade burocrática caíram por terra e aos poucos começa-se a valorizar uma das essências mais importantes para o desenvolvimento e a compreensão da vida: o amor.

Em tempos de dia das mães, como deixar de lado este que é um dos sentimentos mais belos, o amor. E por que não colocar em destaque um dos amores mais contagiantes e verdadeiros, o amor de mãe. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que das 49,97 milhões de famílias que vivem no Brasil, 37% são chefiadas por mulheres. O que revela força e garra destas que lutam, principalmente por seus filhos. Mas no Brasil ainda existem realidades que precisam ser colocadas em evidência.

Se procurarmos no dicionário os significados da palavra amor encontraremos algo muito próximo a doação, fraternidade, sacrifício, afeição, apego, ternura. E quando a estas sensações adicionamos MÃE tudo se torna mais forte.

É claro que estendemos nossa homenagem a todas as mulheres que lutam diariamente para dar o melhor a seus filhos. Mas por que não celebrar este amor de mãe que muitas vezes recebemos de quem não é literalmente nossas mães. Se o mundo mudou e novas famílias estão sendo construídas, como nos esquecermos de pais que hoje são mães, de avós que são mães, de filhos que tem duas mães, ou ainda de filhos que tem dois pais, que são duas mães.

O AMOR DE MÃE não existe apenas quando mulheres geram crianças, o AMOR DE MÃE existe quando se decide doar-se ao outro, quando decide-se formar cidadãos, quando laços as vezes não explicados nesta existência são construídos por sentimentos, muitas vezes também não entendidos por nossa consciência.

O AMOR DE MÃE transcende explicações ou definições dos livros. Basta sentir, receber, viver um AMOR DE MÃE. Se você tem a oportunidade de ser ‘filho’, agradeça, faça suas reverências. Faça deste domingo uma data especial para celebrar o amor.

Resultado de um Brasil chamado BUROCRACIA!

Matéria, de minha autoria, publicada pelo Jornal Notíci@S na edição desta sexta-feira, 01/08/14. 
Originalmente aqui. Para ampliar e salvar, clique na imagem.


Chocolate, sua história e curiosidades

Cada brasileiro consome 2,8 kg de chocolates por ano; Mercado prevê a fabricação de 80 milhões de ovos em 2014 

Este é um dos fins de semana mais esperados por alguns. Este é o fim de semana deles... dos ovos de páscoa e das delícias feitas com o chocolate. Mas enganam-se quem pensa que ele sempre fabricado desta forma e consumidor por todos nós. Entre histórias e curiosidades, gostaríamos de convidá-los para conhecer um pouco mais do chocolate.

Os primeiros vestígios da descoberta do chocolate são de 1.500 a.C. e vêm da civilização Olmeca que habitava o México na época. O cacau foi aproveitado posteriormente pelos Maias e Aztecas em forma de bebida, considerada sagrada. Nas cerimônias religiosas, o cacau torrado era servido com especiarias e mel.

Os primeiros pés de cacau apareceram há milhões de anos na floresta amazônica, entre dois grandes rios situados ao norte da América do Sul: o Orenoco – que nasce nas Guianas e se estende por boa parte do território venezuelano – e o gigantesco Amazonas, cuja bacia abrange vários países, além do Brasil: Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador, Guiana e Peru. Depois, correntes migratórias nativas levaram a planta para a América Central, onde se desenvolveu a civilização maia e, mais adiante, até o México, onde habitaram os astecas.

Há 50 anos, o Golpe Militar que transformou o Brasil


O Brasil vive um novo século, marcado pela democracia e pela democratização dos direitos. Defendemos com todas as forças a liberdade plena de expressão e agora podemos escolher nossos representantes, que em tese, estão no poder para defender nossos direitos.

Mas se engana quem pensa que sempre foi assim. Quem tem mais de 30 anos sabe que a história não é bem essa. De 1964 a 1985 o Brasil viveu uma ditadura, resultado do Golpe Militar de 64, que em 2014, completa 50 anos.

O Golpe Militar de 1964 designa um conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964, que culminaram, no dia 01 de abril, com um golpe de estado que encerrou o governo do presidente João Goulart, também conhecido como Jango.

Jango havia sido democraticamente eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – na mesma eleição que conduziu Jânio da Silva Quadros do Partido Trabalhista Nacional (PTN) à presidência, apoiado pela União Democrática Nacional (UDN).

O golpe estabeleceu um regime alinhado politicamente aos Estados Unidos e acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Todos os cinco presidentes militares que se sucederam desde então se declararam herdeiros e continuadores da Revolução de 1964. O regime militar durou até 1985, quando Tancredo Neves foi eleito, indiretamente, o primeiro presidente civil desde 1964.

Tragédia no RJ - como explicar?

Pindamonhangaba /SP

Massacre em Realengo/RJ choca o Brasil; Só bullying não é capaz de explicar a tragédia, diz médico

Era quinta-feira. 07 de abril, e o mundo mais uma vez se volta para a cidade do Rio de Janeiro. Desta vez um homem de 23 anos invade uma escola e atira sem qualquer pudor contra crianças inocentes. Resultado: 12 crianças morrem e 190 milhões de brasileiros ficam indignados com a tragédia. Um verdadeiro massacre sem precedentes no Brasil.

Mais como explicar o comportamento de Wellington Menezes de Oliveira, será que algo justificaria um crime tão cruel? Será impossível encontrar respostas, afinal nunca poderemos entrar na mente do assassino para saber de seus reais motivos. Há indícios de que quando criança Wellington sofreu bullying na escola Tasso da Silveira, por isso teria escolhido o local para fazer o massacre.

“É claro que a gente não pode associar que toda vítima de bullying se tornará uma pessoa agressiva. Mas o relato na literatura mostra que muitos alvos de bullying procuram se vingar e culpam a instituição de ensino. Estão investigando isso no Rio também. Outra questão importante é a da doença psiquiátrica. O que causa isso? Basicamente, dois fatores principais: um componente genético e imutável associado a desencadeadores ambientais. O ambiente é o que puxa o gatilho. O bullying pode ser um gatilho importante para uma doença psiquiátrica”, explica o psiquiatra infantil, Gustavo Teixeira, que dá aulas à professores no Brasil e no exterior.

Matéria Especial - "Lixo: para muitos um problema, para a APAE uma solução


Pindamonhangaba e Guaratinguetá tem exemplos que merecem destaque; projetos são responsáveis por desenvolver habilidades e gerar recursos
Texto e fotos: Fabricio Oliveira, Letícia Nunes e Ana Lúcia Andrade

O lixo, atualmente, é um dos assuntos mais discutidos e discutíveis da nossa sociedade. Tema de fóruns e congressos por todo o mundo, modificou as formas de pensarmos nossa economia, política, cultura e meio ambiente. Antes do século XXI objetos pouco valorizados e restos de alimentos, em sua maioria, eram descartados sem reutilização ou reciclagem. Hoje, as necessidades constroem uma outra realidade.

De acordo com dados da UFV (Universidade Federal de Viçosa), mais de 50% do que é descartado pela população brasileira tem condições de ser reutilizado. Ou seja, ações de conscientização ambiental poderiam reduzir pela metade os grandes lixões.

Com o crescimento desordenado das cidades, o nascer de novas indústrias poluidoras e os recentes adventos tecnológicos, surgiram os problemas.

Matéria especial

Entre a cruz e os tempos
por Fabricio Oliveira

A Igreja Católica vem conquistando a manchete dos principais veículos de comunicação do país. Recentes e polêmicas declarações tem movimentado a opinião de católicos e não-católicos. Dogmas pré-estabelecidos ainda no Império Romano nos fazem refletir a respeito do papel desta importante instituição religiosa em nossos novos tempos.

As singulares discussões deram-se início com maior intensidade no início deste mês, quando o arcebispo da diocese de Olinda Recife, José Cardoso Sobrinho, excomungou todos os envolvidos em um aborto de uma menina de nove anos [o fato: a criança ficou grávida depois de ter sido estuprada pelo padrasto, segundo os médicos a menina não tinha condições físicas de dar continuidade a gestação].

Especialistas afirmaram na ocasião que a decisão de José Cardoso foi no mínimo precipitada, já que o religioso não teria levado em conta um dos principais valores da Igreja, a misericórdia. Imediatamente à decisão o Vaticano publicou uma resposta. O artigo é assinado pelo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, o arcebispo Salvatore Rino Fisichella. Ele diz, sobre a menina de nove anos: "Antes de pensar em excomunhão, era necessário e urgente salvaguardar sua vida inocente, devolvendo a ela um nível de humanidade, da qual nós, homens da Igreja, deveríamos ser os anunciadores e mestres". O monsenhor Fisichella afirma, ainda, que os médicos merecem respeito profissional e que eles atuaram em defesa da vida da menina.

Dias depois outra declaração polêmica foi propagada pelo menor país do mundo. Um longo artigo publicado pelo L'Osservatore Romano, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, disse que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho. O título era "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe". "O que no século XX fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns (dizem que) o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."

Já o Papa Bento XVI em recente visita à África afirmou que a Aids "é uma tragédia que não pode ser superada com o dinheiro e nem com a distribuição de preservativos, os quais podem aumentar os problemas". A pergunta que fica é: como proibir o uso da camisinha? Conforme relatório anual do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, existem no mundo aproximadamente 33 milhões de pessoas vivendo com HIV/Aids. A África Sub-ariana é a área mais afetada, com aproximadamente dois terços do total mundial (22,5 milhões de pessoas); desse número três quartos são do sexo feminino. A região também concentra 76% das mortes pela doença.

Até podemos concordar que a modernidade tem chegado a pontos extremos. Busca-se em muitos casos uma liberdade que vai de encontro aos princípios morais de uma sociedade civilizada. Mas isso não significa que nossas leis, divinas ou não, devam ser congeladas. É preciso buscar adaptações.

Católico, Carlos Alberto Faustino, se diz confuso com tantas polêmicas. “Penso que a Igreja deve buscar um equilíbrio, afinal o mundo mudou. Novas culturas surgiram e portanto novos hábitos foram incorporados ao nosso cotidiano. Agora entendo também que é difícil abrir mão da palavra. Como desdizer o que Deus nos pregou? Os homens religiosos não podem nos dizer que agora isso pode e isso não pode. É uma forma de questionar as leis divinas. A Igreja está em uma situação extremamente difícil”.

Medidas conservadoras talvez sejam o principal motivo para o avanço de outras religiões. Mesmo assim os cristãos ainda continuam supremos entre os mais diversos povos. Um total de 17,4% da população mundial é católica, contra 19,2% que é muçulmana, indicou monsenhor Vittorio Formenti, responsável do Anuário Pontifício do Vaticano. No entanto, quando se somam todos os cristãos (católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes) a porcentagem alcança 33% da população mundial. A população brasileira é majoritariamente cristã (89%), algo em torno de 155 milhões. O Protestantismo é o segundo maior segmento religioso do Brasil com, aproximadamente, 26,2 milhões de pessoas (15,4% da população), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

Com trabalhos dedicados ao catolicismo há mais de 30 anos, Maria Lúcia Salgado, falou a nossa reportagem sobre este momento da Igreja Católica. “Diariamente vou a missas, trabalho com entidades carentes e participo de grupos de oração na Comunidade Canção Nova, em Aparecida e aqui em Pindamonhangaba. Os padres, ou melhor a Igreja, não pode deixar de se atualizar. Mas isso não significa que os valores e as hierarquias criados por Deus sejam destruídos. Adaptar-se a estes novos tempos significa construir um diálogo entre a instituição e seus fiéis. É preciso divulgar notas esclarecedoras, promover conversas, como as que temos com nossos filhos. Se você precisa falar, alguém tem que estar disposto a te ouvir. Faz-se necessário renovar a catequese, ter um interesse maior pelo rebanho”.
---
Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com