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Uma imagem histórica

A foto abaixo é histórica. É a última aparição de Bento XVI como Papa. O momento foi registrado em Castelgandolfo, residência de verão do Vaticano. A última vez que um papa renunciou foi há 598 anos. Por este motivo, este registro torna-se importante e fundamental. Como jornalismo se faz registrando a história, aqui segue mais um capítulo desta era.

Foto da agência AFP

Um 'novo papa' ou um 'papa novo' ?

O anúncio da renúncia do Papa Bento 16 durante o carnaval brasileiro chamou a atenção de todos nós. Ganhou até mais destaque no notíciário, do que o própiro evento que movimentava o país. Primeiro porque um Papa pedir para deixar o cargo é algo inimaginável na história recente da igreja.  E segundo, porque os motivos, aparentemente, eram inconsistentes.

Alguns especialistas dizem que a personalidade de Bento 16 não o deixaria morrer na frente dos holofotes. Outros já acreditam que a decisão foi motivada por uma disputa de poder dentro do Vaticano. A decisão de Bento 16 talvez revele um mistério. De que na igreja, no Vaticano, não há apenas 'santos', ao contrário, há disputas pelo poder, pela defesa de dogmas.

Cabe aqui um paralelo, recenetemente o deputado Tiririca declarou que não se candidatará mais a nenhum cargo legislativo ou executivo, pois segundo ele, jamais conseguirá realizar algo que tenha prometido. "No Congresso existem grupos conservadores que não permitem o novo". 

Confesso que nunca foi fácil engolir a figura de Bento 16, mas prefiro encarar a desistência como um ato de coragem. A grande dúvida a partir de agora é que  se essa análise de disputa de poder for a mais real, que futuro a igreja terá?, quando por algumas gerações os católicos continuarão a ter como autoridade máxima, conservadores.

Teremos apenas um 'novo papa', que continuará a seguir com a atual política admisntrativa ou um 'papa novo' com ideias progressistas. Bento 16 deixa de ser papa dia 28 de fevereiro de 2013. A partir desta data arcebiscos de todo o mundo se reúnem para a escolha de um sucessor.

Incialmente durante 9 dias arcebiscos, inclusive aqueles com mais de 80 anos, que não participam do conclave, fazem uma avaliação da atual situação da Igreja. Depois disso o conclave tem início apenas com aqueles que podem disputar a vaga. Esperamos que esse momento de reflexão traga resultados positivos ao futuro da igreja. Que as disputadas de poder sejam minimizadas pelo bem da continuidade da igreja.

Conheço pouco da história da igreja e como todo o processo funciona. Mas uma certeza eu tenho. A igreja precisa mudar, precisa ver o mundo de uma outra forma. Caso contrário, continuará perdendo fiéis. Que venha um novo papa, mas que este seja, de fato, um papa novo.

Papa Bento 16 defende uso da camisinha em casos de prostituição

Pindamonhangaba /SP
Apesar de ser católico já fiz críticas severas a igreja. Penso que é preciso repensar os dógmas, em uma sociedade de constante mutação não cabe ufanismos ou preceitos tradicionais que não evoluam. Esta notícia sem dúvida nos traz esperanças, afinal o papa Bento 16 dá abertura ao diálogo deste tema histórico. Só espero que estas palavras não façam parte de uma estratégia que visa estancar a perda crescente de fiéis.

É preciso entender que no mundo há problemas e que os mesmos devem ser vistos pela igreja. O uso da camisinha, na minha opinião, evita a transmissão de doenças, o aumento da taxa de natalidade, a gravidez na adolescência, etc. Fechar os olhos para esta realidade é o mesmo que não estender a mão a quem precisa.

Num livro de entrevistas que será lançado na terça-feira (23), o papa Bento 16 afirma que o uso de preservativos por prostitutas pode ser aceito para evitar a disseminação do vírus da Aids, marcando assim o primeiro sinal de abertura ao tema na história do Vaticano.

Na série de entrevistas que será publicada na Alemanha, país natal do pontífice de 83 anos, Bento 16 é questionado quando a Igreja Católica não é fundamentalmente contrária ao uso da camisinha.

O que mais esperar da Igreja Católica? - Absurdo, Vaticano diz: "Máquina de lavar fez mais pela mulher do que pílula"

Pindamonhangaba /SP

Alguns podem até achar que estou perseguindo a Igreja Católica, mas ao contrário. Só não gostaria que estes absurdos propagados pelo Vaticano fossem verdade. Com que moral a Igreja vem a público e diz que a máquina de lavar trouxe mais liberdade a mulher do que a pílula? As declarações que emergem-se estes dias são simplesmente absurdas, falas e ditos que me fazem sentir vergonha de ser católico.

Ontem acompanhei pela 'Band News' uma entrevista do promotor de São Paulo Roberto Tardelli que me fez fazer a seguinte reflexão: a menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto corria sérios riscos de morte. Este foi, portanto, o principal motivo para que os médicos e a família decidissem pelo aborto.

O arcebisbo da diocese de Olinda/Recife, por sua vez, declarou que a morte daquela criança gerada pelo estupro, foi um crime gravíssimo, já que a prática interrompeu a continuidade da vida.

Pensemos, se a gravidez continuasse quem poderia morrer era a menina de 9 anos. Ao mesmo tempo em que a Igreja defende a vida daquela criança resultado de um estupro, em um útero ainda não formado, defende a morte. Já que a mãe poderia não resistir a gestação.

De acordo com o promotor podemos tirar as seguintes conclusões: 1º o arcebisbo perdeu uma ótima oportunidade de calar a boca, 2º jamais o estupro é um crime menos importante que o aborto, ao contrário, o estupro é muito mais grave que o aborto, 3º diz o promotor "se olharmos o código penal brasileiro, quem na verdade cometeu um crime foi o arcebisbo ao chamar de assassino o médico que defendeu a vida de uma menina de 9 ano. Ele expôs de forma negligêncial a vida e a família envolvida no caso".

Nesta mesma entrevista o jornalista apresentou uma reportagem sobre o caso que apresento a seguir. Para esta notícia me faltam palavras, leiam, caros leitores, e reflitam.

Máquina de lavar fez mais pela mulher do que pílula, diz Igreja
Fonte: Reuters


Posição do Vaticano está no artigo 'A Máquina de lavar e a liberação das mulheres: ponha detergente e relaxe'

CIDADE DO VATICANO - Feministas do mundo todo, é melhor sentarem-se para ler isso: o jornal do Vaticano diz que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho.

A conclusão consta em um longo artigo publicado na edição do fim de semana do jornal semioficial do Vaticano, o L'Osservatore Romano (capa do jornal na ilustração), por ocasião do Dia Internacional da Mulher. O título era "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe".

"O que no século XX fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns (dizem que) o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."

O texto então conta a história da máquina de lavar, desde um modelo rudimentar de 1767 na Alemanha, até os modernos equipamentos com os quais a mulher pode tomar um capuccino com as amigas enquanto a roupa é batida.
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Mulheres me respondam: O mais importante para vocês foi a conquista de poder colocar sabão em pó na máquina de lavar e depois relaxar?
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com