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A televisão, definitivamente, mudou


O primeiro beijo gay, exibido pela TV Globo, entre dois homens, nesta ultima sexta-feira (31/01/14), e a novela de Walcyr Carrasco, 'Amor à Vida', não são fatos que chegam a representar o início de uma nova era da televisão brasileira. Ao contrário, foi apenas mais uma novela. Recheada de problemas, 'Amor à Vida' conseguiu cumprir seu papel: entreter a sociedade de massa. E só!

Mas o beijo gay, tão prometido e esperado, é o gancho que esperava para dizer que a televisão brasileira, definitivamente, mudou. E não mudou de ontem para hoje, tem mudado com o tempo. É curioso ver que há pouco menos de dez anos os aparelhos de TV eram enormes, sem muita tecnologia. Hoje, o 3D e suas promessas realistas os transformaram em verdadeiras janelas do mundo. Afinal, através da televisão, conseguimos acessar a internet, jogar com os amigos do outro lado do planeta, e até assistir um filme ou uma novela.

Essa tal tecnologia foi além e mudou a forma como os profissionais passaram a fazer televisão, houve ao longo destes últimos anos uma transformação que se apresenta de forma mais significativa em relação ao conteúdo.

O que se via há anos, não se vê mais. O jornalismo não mais o mesmo, porque existe a internet, as novelas não são mais as mesmas, porque a sociedade brasileira mudou, passou a ter acesso a outras culturas, globalizou-se. Sentiu outras necessidades, transformou-se. A televisão e seus realizadores sempre precisaram fazer de suas produções um espelho da sociedade. Se hoje dois homens e duas mulheres podem construir família sem preconceitos, a televisão não pode se negar a refletir na tela essa evolução. Por isso o beijo entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) não podem ser dimensionados como marcos e sim como mais uma prova de que a televisão, de fato, tenta se aproximar da sociedade, a partir de inúmeras necessidades e interesses.

Mas ao mesmo tempo, é preciso encarar: é o fim de um tabu. É hora de virar a página e incorporar o novo costume. Nos anos 70, divórcio causava escândalo. Nos 80, a independência feminina assustou. Tudo foi absorvido pela sociedade. A aceitação do amor entre Félix e Niko é a prova de que evoluímos. E assim deve-se continuar.

Também poderíamos citar os índices de audiência. Não é de hoje que não são mais os mesmos. Mas desta vez a explicação é fácil. O avanço das classes sociais e o acesso a computadores, tablets, e às operadores de TV a cabo mudaram os hábitos, abriu-se um cardápio a clientes cansados, por anos, de comer o mesmo. Agora os pedidos e as escolhas são outras.

Por fim, a última cena. Fotografia incrível. O resgate de um amor entre pai e filho. Um final feliz, talvez me arriscaria a dizer que essa cena salvou a novela, salvou o último capítulo. Um verdadeiro exemplo de 'Amor à Vida'.

Informação é tudo!

Essa nova campanha da Globo News é show! Recomendo dar uma olhada no vídeo.

 

Avenida Brasil: uma ficção que mexeu com a nossa realidade

Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro, terminou, mas é impossível deixar de fazer alguns comentários sobre esta novela que 'parou' o país nas últimas semanas, ou até mesmo nos últimos 179 dias em que o folhetim marcou presença no horário nobre da Rede Globo.

O primeiro destaque surge com a confirmação do poder de influência e de mobilização que a televisão continua tendo no Brasil. Os índices de audiência não são os mesmos de anos atrás, mas a exemplo de Avenida Brasil, a televisão aberta ainda continua sendo o grande veículo de massa. As redes sociais, a internet e os dispositivos móveis tem construído um cenário alternativo para a comunicação, mas o interessante é que de certo modo todas as novas alternativas acabam levando o espectador pra frente da TV. Os novos meios de comunicação acabam não se sustentando e vendo-se obrigados a interagir com a televisão.

O ONS (Operador Nacional do Sistema), que coordena a operação de energia no país, declarou que estava preocupado com um possível apagão após o último capítulo da novela Avenida Brasil. Em geral, os capítulos finais provocam um efeito que os especialistas chamam de rampa de carga, que é o aumento súbito do consumo de energia elétrica. Quando a novela termina, as pessoas retomam as atividades: abrem a geladeira, vão tomar banho, acendem a luz. Em janeiro do ano passado, por exemplo, a novela Passione elevou em quase 5% o consumo de energia no minuto seguinte ao fim do capítulo. 

Se em um primeiro momento o poder de influência da televisão passa pelas teses do discurso acadêmico, agora ele se comprova diante desta necessidade do governo de ter que se preparar para os instantes finais de um último capítulo de novela.

Outro ponto que merece reflexão é o crossmedia que foi construído em torno da novela. A Rede Globo sabe como ninguém falar em seus programas de sua própria programação, mas o mais interessante é ver quase todas as emissoras dedicaram horas de sua programação para falar de um produto da concorrência. Reforçando para seus telespectadores o convite para que assistissem, na Globo, o último capítulo da novela. Vale ressaltar que isso não aconteceu nas principais concorrentes: Record e SBT. Este efeito Globo nas outras emissoras também pode ter contribuído para esta mobilização que tomou conta das principais rodas de bate papo do Brasil.

Muitos brasileiros se identificaram com os personagens e isso, certamente, ajudou a novela a fazer sucesso. Parabéns ao autor que soube usar o método identificação para prender o telespectador em sua obra. A partir do momento em nos reconhecemos na televisão, queremos falar como os personagens, usar as mesmas roupas, ou até mesmo torcer por aquilo que achamos justo e certo. Doses de influência que recebemos toda noite e que vão tomando conta de nossas vidas e mexendo com a nossa realidade.

Quando a palavra FIM toma conta da tela e perguntas ficam sem respostas - Qual foi o fim de Santiago?, o menino Picolé não foi adotado por Nina e Jorginho?, qual o fim de Ágata? e a irmã de Nina, voltou para a Argentina? o que aconteceu com Bethânia? - temos a certeza que, de fato, estávamos diante da ficção. Afinal, histórias não deixam de existir, como cenas não gravadas de um capítulo de novela.

Acredito que estamos carentes de bons temas e de bons produtos na televisão, por isso vamos na onda e acabamos nos contaminando. Avenida Brasil foi uma boa novela e seus autores e atores merecem nossas homenagens, afinal mostraram ao mundo o quanto somos bons, também na arte de interpretar. 

Mais um dos escândalos brasileiros - As delegacias!

Pindamonhangaba /SP



A reportagem exibida pelo Fantástico na noite deste dia 30 é mais uma vez a prova de que está tudo errado. Os políticos quando falam de segurança pública, falam na contratação de mais policiais, na realização de concursos. Quando na verdade o que precisamos é investir na infra-estrutura e nos servidores que hoje trabalham na precariedade.

Como querer recuperar bandidos os colocando dentro de jaulas? Existe muito descaso neste país. Por sermos de dimensões continentais talvez seja preciso mudar a política de governo. Se continuarmos com estes modelos centralizadores, jamais teremos governantes precoupados com a qualidade dos serviços públicos oferecidos pelos recantes deste Brasil. Resultado: um Brasil cada vez mais marginalizado e despreocupado com as consequências resultantes do presente.

Polícia irá investigar se tiros contra helicóptero da Globo foram intencionais

Pindamonhangaba /SP
Não tenho dúvidas disso. Quando vi a notícia logo lembrei das imagens capturadas pelo Globocop durante a invasão dos policiais no Complexo do Alemão. Aquela correria de bandidos os colocou como fracos, longe do título de poderosos. Tenham certeza que para eles aquelas imagens foram piores do que tiros no peito. Já calaram Tim Lopes e agora tentaram calar mais três profissionais, uma ameaça a liberdade de imprensa.

O delegado titular da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) do Rio de Janeiro, Pedro Medina, afirmou que irá investigar se os tiros que atingiram o Globocop, helicóptero da TV Globo, foram intencionais.

"Ainda não dá para dizer qual foi a intenção dos bandidos. Eles podem ter atirado no helicóptero para chamar a atenção da polícia, mas não se sabe ao certo", disse em entrevista ao Jornal do Brasil.

O Globocop foi atingido por três tiros na manhã de segunda-feira (24/1) enquanto se preparava para captar imagens de uma operação policial no Morro de São Carlos, zona norte do Rio. As balas atingiram o assoalho, a região central e a cauda da aeronave.

O helicóptero foi obrigado a fazer um pouso forçado, mas a repórter Karina Borges e o operador de sistemas Roberto Mello Reis saíram ilesos.

No mesmo dia, o prédio da prefeitura também foi atingido, mas o delegado negou que o coordenador da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, Marcus Maia, não acredita que os tiros contra a administração municipal tenham sido intencionais.

Fonte: Comunique-se

Artigo da semana! TV GLOBO: A prova viva de que televisão mudou

Pindamonhangaba /SP 
Recentemente a Rede Globo de Televisão completou 45 anos. Em meio a tantas comemorações os atuais números de audiência são evidenciados como um dos piores resultados de sua história.

A venda de televisores no Brasil é estatística em curva crescente e o acesso às novidades é incentivado pelo bom momento econômico do país. Apesar desta realidade os números 'da maior e melhor emissora de TV', a Rede Globo, despencam. Para entender este desequilíbrio talvez fosse importante aceitar que a televisão mudou, que os hábitos são outros e que a concorrência existe.

Globo tira do ar campanha considerada pró-Serra

Pindamonhangaba /SP

A Rede Globo decidiu retirar do ar uma campanha de comemoração aos 45 anos da emissora, depois que vários internautas afirmaram que o jingle teria uma mensagem subliminar pró-Serra. O vídeo também ganhou críticas de Marcelo Branco, coordenador da campanha de Dilma nas mídias sociais.

TV Globo vai abrir escola técnica de mídia eletrônica

Pindamonhangaba /SP
Sou a favor de todo e qualquer tipo de fomento a educação profissional. Quanto mais escolas tivermos, melhor serão nossos profissionais. Mas a dúvida que surge é a seguinte: a Rede Globo não gosta de permitir o novo, seu padrão é mais do que apenas um padrão, é lei dentro das organizações. Não tenho dúvida de que é uma boa 'sacada', afinal estará preparando profissionais exatamente para o que quiser e precisar. Agora, este estímulo também será perpetuador de uma regra não muito conscistente dentro de algumas cabeças pensantes. Potanto, tenho a sensação de que tentar o novo e o diferente será o grande desafio do futuro.
As Organizações Globo assinaram um convênio com o Governo de São Paulo para a implantação de uma escola técnica (Etec) voltada para a mídia eletrônica. O convênio foi assinado nesta sexta-feira (19/03), por Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, e José Serra (PSDB), governador do estado.

Entre G1 e R7, surge o ROUBA 7

Pindamonhangaba /SP

O grupo de comunicação liderado pelo bispo Edir Macedo lançou no último domingo o portal R7. Não há como negar que o novo investimento é mais uma cópia descarada do G1, canal de notícias do Globo.com. Para se ter uma idéia foram gastos cerca de R$100 milhões na implatação do R7, ao todo são 300 funcionários, sendo 150 só de jornalistas.

Daniel Castro que foi atacado durante a programação da TV Record deixou a Folha de S. Paulo e agora escreve no portal do Bispo. Alguns acham que os altos índices de acesso devem cair nos próximos dias, já que a qualidade editorial e a credibilidade não chegam aos pés do G1. Outros não gostam da cópia e não a veem como brincadeira. Surge na internet um novo site, o ROUBA 7, que faz comparações irônicas. Em meio a esta guerra a certeza é uma só, quem faz da verdade seu lema, sempre conquistará reconhecimento, sucesso e credibilidade.

Se a curiosidade aparecer visite o www.rouba7.com

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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

JN 40 ANOS

Pindamonhangaba /SP

O nosso querido Jornal Nacional completa 40 anos no próximo dia 01 de setembro. Por este motivo resolvi fazer uma série de homenagens ao mais importante telejornal do país. Para começar gostaria de parabenizar Fátima Bernardes, grande jornalista e editora executiva do noticiário.

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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Artigo publicado pelo Observatório da Imprensa

Pindamonhangaba /SP

Depois de algum tempo sem escrever textos de opinião, foi publicado nesta terça-fera mais um artigo, de minha autoria, no site Observatório da Imprensa. Trata-se do: 'Jonalismo da Globo - erros e desafios de quem quer inovar'. Para ler o texto basta clicar na imagem.

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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

JORNALISMO TV GLOBO: Os erros e desafios de quem pretende inovar

Texto: Fabricio Oliveira

A TV Globo comemora em setembro próximo uma importante marca. O Jornal Nacional, o mais importante noticiário da emissora, completa 40 anos de existência. Durante quatro décadas o JN teve a oportunidade de levar a milhões de brasileiros registros da nossa história, que contribuiram para a construção da sociedade atual.

O JN nasceu ao lado do regime limitar, rendeu-se à ditadura ao preferir mostrar receitas, esteve no nascer da nova democracia e cronometrou os processos evolutivos do Brasil ao longo dos anos 90.

Em 2009 a 'Central Globo de Jornalismo' uniu-se ao esporte tornando-se 'Direção Geral de Esporte e Jornalismo', novo órgão que a partir de agora coordena os trabalhos jornalísticos da TV Globo.

Datas comemorativas servem para festejar e refletir, época de fazer análises do que passou e prospectar o futuro. Ao longo dos anos o jornalismo da TV Globo seguiu um certo padrão de qualidade. Não há como negar que os telejornais eram perfeitos, os textos muito bem escritos, as reportagens muito bem elaboradas e dinamicamente editadas. O formato 'quadrado' dos telejornais traziam credibilidade à emissora, mas ao mesmo tempo afastavam o público da realidade contada. Os âncoras nunca conversaram com o telespectador. Sempre mostraram-se extremamente formais.

Mas parece-me que estes bons tempos terminaram. Hoje a direção tem por missão mudar a linguagem do jornalismo. O JN, por exemplo, começou 2009 com inúmeras entrevistas ao vivo, o que provocou sucessivos erros na apresentação. Mais uma prova de que a informalidade nunca foi uma característica do antigo 'padrão de qualidade'.

A pergunta que fica é: até que ponto buscar uma nova linguagem, tornar-se informal, pode beneficiar um jornalismo acostumado com uma estrutura editorial fundamentada às suas ideologias há tantos anos? É válido errar, errar e errar, para daqui há alguns anos quem sabe acertar?

A TV Globo nunca quis mudar, até porque está satisfeita com a posição de líder de audiência e líder de opinião. Adaptar-se às novas tecnologias talvez pudessem ser o grande desafio. O problema é que outras emissoras de televisão resolveram investir, fazer diferente, conversar com o telespectador.

Todos nós gostamos de experimentar o novo. Os números mostram que o telespectador está mudando e trocando de canal. O que fez acender um sinal de alerta na sala de Carlos Henrique Schroder.

Perdida como cego em tiroteiro a ordem é contra-atacar e, infelizmente, da pior forma possível. As denúncias contra o dono e fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, são provas disso. Usar este projeto de novo jornalismo como arma de uma guerra que desrespeita o telespectador, que vai além de acusações do Ministério Público, de dízimos ou financiamentos do BNDES, é a pior das estratégias. Também não sei até quando o popular será a bola da vez, mas agindo assim a TV Globo dificilmente reconquistará a audiência perdida.

Deslizes estes que refletem na editorialização dos telejornais da emissora com sede no Rio de Janeiro. O 'Bom Dia Brasil' nos traziam perspectivas para o dia, o 'Jornal Hoje' era uma revista leve, o JN relatava os fatos mais importantes e o 'Jornal da Globo' ficava responsável pela análise. Hoje é tudo igual, ainda não tive a curiosidade de fazer um trabalho científico neste sentido, mas percebo que uma mesma reportagem é reprisada em quase todos os noticiários. Imagino que a Globo acredita que todos os públicos transformaram-se em um só, quando na verdade quero ver o 'Bom Dia Brasil' não para assistir o mesmo conteúdo exibido no JG na noite anterior. Sem falar do 'Brasil TV', exibido pelas parabólicas entre as novelas das 18h e 19h, quando um apresentador re-apresenta o Jornal Hoje.

Este texto não tem por objetivo diminuir a importância da Rede Globo ou do seu jornalismo, afinal foi escola para mim e será ainda para muitos. Proponho que possamos fazer uma reflexão sobre um jornalismo que está errando. Sobre um jornalismo que não está sabendo enfrentar os desafios da concorrência. Que hoje preza por quantidade e não mais por qualidade.

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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

GLOBO x RECORD: Emissora de Edir Macedo compra "Muto Além do Cidadão Kane"

Pindamonhangaba /SP

A Record fez uma aquisição interessante: comprou o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" ("Beyond Citizen Kane"). A emissora fechou o negócio nesta semana, mas já havia tentado adquirir os direitos de exibição para TV brasileira nos anos 90. Segundo apurou a Folha Online, o material saiu por menos de US$ 20 mil para a emissora do bispo Edir Macedo.

Eu tive a oportunidade de assistir a este documentário na faculdade, cópia pirata, já que o material foi censurado no Brasil.

Transmitido pela primeira vez em 1993, no Reino Unido, "Muito Além..." mostra o empresário Roberto Marinho (1904-2003) como ícone da concentração da mídia no Brasil --daí a referência a Charles Foster Kane, magnata das comunicações vivido pelo cineasta Orson Welles em "Cidadão Kane" (1941).

Simon Hartog, diretor da obra, morreu em 1992, antes de o trabalho ser exibido. Seu produtor e braço-direito era John Ellis, que se tornou a partir daí o responsável pelo projeto. Ellis deteve, até o começo dessa semana, o direito de exibição do filme em TV aberta no Brasil, agora na mão da Record.

Mesmo legendado de forma capenga, o documentário se transformou num "hit" no país antes da internet ser o que é hoje, ou seja, circulava em VHS. Custou cerca de US$ 260 mil [R$ 445 mil] à extinta empresa Large Door, na qual Hartog e Ellis eram sócios.

A produtora independente fez o longa para o canal britânico Channel 4, responsável por sua transmissão (a BBC nunca teve qualquer ligação com a produção, diferentemente do que a própria Record insiste em divulgar). Curiosidade: uma das maiores audiências do Channel 4 é o "Big Brother", também carro-chefe da Globo.

Um detalhe: você não precisa arrecadar uma graninha dos mais necessitados e pagar U$ 20 mil para assistir o documentário. Veja aqui no blog;








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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Globo detona com Edir Macedo e Record

Pindamonhangaba /SP
Com prazer assiti ao JN e vi Fátima e Willian com uma reportagem de 10 minutos acabando com a reputação e a moral de Edir Macedo, pastor, fundador da Universal e dono da Rede Record de Televisão. Como é possível deixar uma emissora resultado de abusus financeiros continuar no ar? Eles vendem terreno no céu! Tremendo absurdo! Vendo com detalhes umas das melhores reportagens que já acompanhei no JN, percebi um detalhe e gostaria de compatilhar com vocês. Recentemente Gugu assinou com a Record, de presente ganhou um jatinho para percorrer o Brasil e fazer suas matérias assitencialistas. Engraçado... o jatinho de Gugu é do tio Edir, jatinho este que aparece na reportagem do JN e que segundo apura-se foi comprado de forma irregular, ou seja, com dinheiro desviado dos dízimos. A história do PCC com Gugu ainda não foi esclarecida, certo? Ninguém sabe o que de fato aconteceu. Portanto, permitam-me fazer análises, Gugu foi para o lugar certo. Ao lado das _______CENSURADO_________________.



Detalhe para o jatinho...

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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Será que vai dar certo? Ronaldo vira garoto-propaganda do SBT

Pindamonhangaba /SP

O SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) anunciou oficialmente esta tarde que contratou o jogador Ronaldo Fenômeno para ser garoto propaganda da emissora. A idéia, segundo executivos, é ligar a volta por cima do atleta a retomada do segundo lugar de audiência. Ronaldo deverá participar de dois vídeos institucionais que serão exibidos em todo o território nacional durante 2009, além de propagandas em jornais e revistas. O contrato com o craque dura até dezembro, quando termina o Campeonato Brasileiro.

Vamos esperar para ver. É a primeira vez que vejo um atleta fazendo campanhas institucionais para uma emissora de televisão. É interessante lembrar que de acordo com dados do IBOPE a aparição de Ronaldo na TV Globo resultou em um aumento de 11% nos índices de audiência da emissora dos Marinhos. Será que a propaganda e os elogios ao atleta vão continuar na tela da Globo? Certamente o SBT fará de tudo para ligar sua imagem a Ronaldo, portanto quando aparecer na Globo veremos nas entre-linhas um convite à mudarmos de canal?

Que os pubicitários nos respondam...
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

"Para começar a semana com bom humor"

Pindamonhangaba /SP


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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Uma TV popular ou popularesca

Pindamonhangaba /SP

As grandes emissoras do nosso país preparam para maio uma nova grade de programação. Novos projetos que prometem reconquistar telespectadores que migraram para outras alternativas de entretenimento. Pelo que se fala grandes mudanças serão percebidas no período da tarde, quando uma nova linguagem será apresentada ao público. Linguagem que na verdade nada tem de contemporânea, o que se pretende é resgatar programas populares, talvez popularescos.

Nos anos 2000

No início dos anos 2000 programas policiais e sensacionalistas tornaram-se fenômenos. Como esquecer dos discursos nervosos de Ratinho, das pegadinhas e dos testes de fidelidade de João Kleber, das narrações de perseguições da PM de São Paulo por Datena ou Marcelo Rezende.

No começo os altos índices de audiência puderam ser traduzidos em uma só palavra: sucesso. Mas com o tempo os exageros começaram a ganhar forma e os anunciantes decidiram investir em programas com melhor “qualidade”. Para combater os abusos a Câmara dos Deputados mobilizou, na época, a 'Comissão de Direitos Humanos e Minorias' e criou a campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania (no rankig de 2008 que lista os piores da TV, a partir das denúncias feitas por telespectadores, o Terceiro Tempo, da Band, foi o programa que recebeu o maior número de denúncias, 1.200, seguido do Pânico, da RedeTV!, com 137).

As 'novidades' para 2009

Apresentadores e diretores declaram em entrevistas que a nova programação tem por objetivo criar intimidade com quem a assistirá. No SBT, por exemplo, Ratinho estará de volta muito mais 'venenoso, feroz' [adjetivos usados pela emissora nas chamadas do novo programa].

No entanto, o novo projeto de Carlos Massa é resultado de uma pesquisa que o SBT encomendou a dois importantes institutos de pesquisa: uma ao Ibope, a outra, à Retrato. Ambas apontaram que o público quer “Ratinho como advogado do povo”. Especula-se que o programa terá 80% de jornalismo, com noticiário, helicóptero, unidades móveis, material de agência etc. Segundo fontes, será “popular, porém decente”.

Outra novidade da emissora de Silvio Santos será Cristina Rocha, que promete surpreender o telespectador. O jeito educado de Regina Volpato no camando do Casos de Família dará espaço a discussões acaloradas, a bate bocas recheados de insultos.

A Rede TV! já segue uma linha 'popular' com o programa da jornalista Sônia Abrão, mas promete intensificar a linguagem nas pautas. A Rede Bandeirantes vai dar um novo cenário a Márcia, que também continuará a dar espaço aos problemas familiares.

Já a Rede Record pretende dar um novo programa a Geraldo Luís (apresentador do jornalístico Balanço Geral de SP). Colunistas de TV afirmam que Geraldo ocupará toda a tarde da emissora com reportagens policiais e inusitadas, quadros de humor e participação efetiva do telespectador.

Popular vs popularesco

Esta nova grade de programação que teremos a oportunidade de acompanhar a partir da próxima semana não conseguirá trazer em sua essência o espírito popular que deu início a este processo nos anos 2000. Não teremos de volta “o povo na TV”, veremos uma busca alucinada por índices de audiência, a qualquer preço. Se for preciso dar close em caixão, darão. Se for preciso quebrar mesas, quebrarão. Se for preciso fazer da TV um ringue, farão.

Acredito que o dicionário é o mais sábio dos livros. Já dizia Cecília Meireles que “o dicionário responde a todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras longas, acomodadas na sua semelhança, e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegante decentes, mas obedecendo à lei das letras, cabalística como a dos números... O Dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações. E as suas surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido!”. Por este motivo resolvi recorrer a ele, de acordo com Houaiss popular é o mesmo que aquilo que pertence ao povo, a gente comum, feito pelas pessoas simples (as festas folclóricas por exemplo). Já popularesco é aquele que tenta ter caráter popular, que tenta imitar o que é popular (será que nosso povo realmente gosta de brigas, discussões, sensacionalismo?).
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

A reestreia do JN foi mal

Pindamonhangaba /SP
Na semana em que a Rede Globo estreou uma nova grade para 2009, o seu principal telejornal mostrou-se deficiente quando o assunto refere-se a inovação.

Tudo deu-se início em uma tarde de domingo quando Faustão apresentou uma versão genérica do Oscar. William Bonner e Fátima Bernardes foram os responsáveis por levar a audiência do “Domingão” as novidades do jornalismo. Em resumo outras mídias como o celular e a internet ganharão mais espaço na grade do departamento. O JN, por exemplo, terá uma escalada especial para quem optar por assistir ao jornalístico por um telefone móvel.

O problema é que quando o Jornal Nacional entrou no ar na noite de segunda-feira para sua reestreia anual os problemas começaram a aparecer. Os apresentadores atrapalharam-se com o jogo de câmeras, o improviso no uso das palavras resultou em frases desconexas, os entrevistados ao vivo não tinham tempo para responder.

Problemas que não apareceram apenas em um dia, mas durante toda a semana. Erros que nos fazem pensar a respeito do modelo que é exemplo para todas as emissoras deste país. Erros que nos fazem refletir a respeito de profissionais que talvez não estejam preparados para enfrentar um novo jornalismo. Aquele que conversa com o telespectador, que é mediador entre o governo e seus governados.

Seria um deslise no padrão Globo de qualidade ou seria uma tentativa desastrosa de tentar mudar um modelo engessado, no qual os âncoras, jornalistas, apresentadores leem aquilo que planejaram e reescreveram durante todo o dia. Em nenhum momento discutimos a importância profissional de Bonner e Fátima, ao contrário, reconhecemo-os como grandes escritores da história do jornalismo brasileiro.

Situações justificáveis? Talvez. Mas o Jornal Nacional é para muitos a principal fonte de informação. O que o faz ter responsabilidade.

Em qualquer aula de TV aprendemos que a estrutura regular de um telejornal resume-se em apresentar primeiro os fatos mais importantes do dia, em seguida surgem as matérias sobre cotidiano, esporte, comportamento, etc. É certo também que esta estrutura pode variar, não é regra para nenhuma emissora. Mas para o JN deveria ser. Com a responsabilidade que tem chega a ser inaceitável dar início ao jornal mais importante do Brasil mostrando imagens de um zoológico na África. Principalmente no dia em que Barack Obama abriu um diálogo histórico com Cuba.

Para tudo o que vale é ter bom senso. Portanto esperamos que a equipe do JN pense sobre sua nova fórmula, de modo a corrigir os insistentes deslises da última semana.
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com