O resultado das últimas eleições, em 2014, revelou que o Brasil vive uma grande crise de identidade. Daquelas que não sabemos o que queremos e, principalmente, para onde vamos. Um Brasil, literalmente, dividido, por dois candidatos e não por duas propostas de governo, ideologias ou princípios.
Como nos campos de futebol, em seus dias de torcida animalesca. Dois times, como Corinthians e Palmeiras, em dia de clássico, valendo o campeonato. Os ricos contra os pobres, os pretos contra o brancos, o Sudeste contra o Nordeste, os médicos contra os pacientes.
Em outros países de democracia sólida o resultado das eleições, seria no mínimo, respeitado por aqueles que não tiveram sucesso. Mas no Brasil, assim não será. O lado perdedor, desde o dia dos resultados, já preparou o discurso e começou a campanha. 'Dilma não terminará o governo, porque nós não permitiremos'.
Aqui não faço julgamentos, nem mesmo defesa da presidente Dilma. Se culpada for, que seja punida, inclusive com a perda do mandato. Mas o que preocupa é o discurso pró-impeachment que se instala, única e exclusivamente, por não se admitir o resultado das recentes eleições.
Fico com a seguinte sensação: se não ganha o candidato que queremos, impeachment nele! Partimos, desta forma, para um Brasil que afronta a democracia que tanto defende e diz ter. Parte do país, chega a desrespeitar os votos de cinquenta milhões de pessoas. Votos, que em sua maioria, são de pessoas menos favorecidas. O que reafirma o espírito de desigualdade e propõe um país sem iguais direitos para todos. Faz com que o voto seja diferente entre aqueles que tem dinheiro e aqueles que não tem.
O fazer política ganhou outros significados, é o legítimo toma lá dá cá. Políticos de partidos aliados se revoltam, não por causa das políticas públicas que estão sendo instaladas, mas por que ficaram sem dinheiro para fazer suas manobras estaduais ou perderam cargos e benefícios. A oposição não faz oposição apresentando ideias contrárias ou projetos melhores. Faz oposição para criticar, aparecer na mídia criticando e fazer com que o governo não dê certo. Afinal, é preciso criar munição para a próxima batalha, aqui entende-se próxima eleição.
Os casos de corrupção na maior estatal brasileira são absurdos. mas é importante lembrar que o caso Petrobrás é apenas uma amostra do que acontece pelo Brasil. Não podemos ser ingênuos e acreditar que o que a Polícia Federal nos revela é exclusividade da Petrobrás. Certamente, há casos parecidos em todos os órgãos públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais. E por que não desconfiar, inclusive, do setor privado. Acredite! No Brasil é assim! Muitos criticam o governo, levantam a bandeira de ladrões, mas usam a impressora do trabalho para imprimir o dever de casa do filho.
Também é curioso o tratamento da mídia neste caso, os veículos de imprensa se dizem imparciais, mas desde as eleições escolheram seu lado. E agora, não é diferente, decidiram dar destaque ao caso, como se tudo fosse culpa de uma só. Escolheram uma linha editorial de crítica, de esvaziamento moral, de afundamento da crise, com um discurso pró catástrofe, apocalipse.
É preciso cautela, digo e repito, o que mais preocupa é o desrespeito a um resultado de eleições democráticas. O Brasil escolheu e elegeu uma candidata. É preciso provas para condenar, conclusões precipitadas por um modismo barato e hipócrita não podem permitir a perda de uma democracia que tanto lutamos para conquistar.
Cautela, cautela, cautela!
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Liberdade, ameaças, terrorismo... O que esperar no futuro?
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| Infográfico: AFP |
Enfim, os ataques terroristas de Paris, terminaram como teriam que terminar, com os extremistas mortos. Afinal, se não fossem mortos pela polícia, tirariam a própria vida. Já que decidiram, com aqueles atos, colocar um ponto final em suas histórias.
É preciso aproveitar fatos como estes para tirar algum aprendizado e porquê não, fazer uma reflexão. A França já disse que irá melhorar seus programas antiterrorismo, reforçar sua segurança, etc. Mas a lição exata, talvez , não seja essa. Precisamos refletir sobre essa tal de 'liberdade de expressão', tão explorada e defendida por todos. No Brasil, por exemplo, tenho algumas sensações.
Liberdade de expressão, aqui pelos lados das terras descobertas por Cabral muitas vezes está ligada a uma certa libertinagem no uso das palavras. É permitido caluniar, acusar, defender e muitas vezes propagar sentimentos homofóbicos, xenofóbicos e até preconceituosos. E o pior, qualquer indagação, ou tentativa de persuasão, é vista como cerceamento desta 'liberdade'.
Repito... é preciso refletir sobre o real significado da liberdade de expressão, saber valorizá-la. Defendê-la sempre, mas saber que liberdade de expressão não significa falar o que quiser. Com urgência é preciso definir o que, de fato, é liberdade de expressão.
Sei que é complicado, e talvez muitos podem não concordar. E é importante, lembrar, que em momento algum quero justificar os atos terroristas. Ao contrário, são bárbaros, merecedores de punições severas. Apenas, trago para nosso 'quintal' uma reflexão. Com o avanço das redes sociais e da propagação das múltiplas opiniões, ficou mais fácil sentir que falta bom senso, ética, respeito. E a precariedade, de todos estes sentimentos, ocasionada, principalmente, por um país que pulou etapas para dar educação a seus cidadãos, pode sim, ser confundida com liberdade de expressão.
Que possamos ter um futuro de mais liberdade, mais bom senso, mais respeito, menos ameaças e nenhum terrorismo.
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"Seja bem vinda ao meu reino, pequena princesa"
A frase título deste post é cercada de ironia e não poderia ser diferente, diante dos atuais fatos. Antes de algumas considerações, gostaria de convidá-los para assistir a um vídeo e para ver uma imagem.
A decisão de Marina Silva (PSB) em apoiar o candidato Aécio Neves (PSDB) e ainda participar da campanha do tucano no segundo turno destas eleições de 2014 é o mais perfeito exemplo da política brasileira - o pior dos mundos - Que todos são farinha do mesmo saco. A propósito, há quem diga que estes partidos que, hoje, disputam as eleições presidenciais, não são os piores da política brasileira, e sim, o que temos de melhor.
É de se lamentar tamanho contrassenso. Há exceções políticas, mas são raras. Na disputa pelo poder, Marina deixou a mensagem de que vale tudo. Peço licença, para os que pensam de forma diferente, mas quem um dia representou 'mudança' e o 'futuro' mostrou-se incapaz, definitivamente, de um dia querer governar um país como o Brasil.
Ser político não é aliar-se por conveniência. Ser político é mostrar-se com caráter e valores. É uma pena que Marina já derrubou os alicerces de um muro que tentou construir.
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| Marina Silva declara apoio á Aécio Neves no segundo turno |
É de se lamentar tamanho contrassenso. Há exceções políticas, mas são raras. Na disputa pelo poder, Marina deixou a mensagem de que vale tudo. Peço licença, para os que pensam de forma diferente, mas quem um dia representou 'mudança' e o 'futuro' mostrou-se incapaz, definitivamente, de um dia querer governar um país como o Brasil.
Ser político não é aliar-se por conveniência. Ser político é mostrar-se com caráter e valores. É uma pena que Marina já derrubou os alicerces de um muro que tentou construir.
“Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos que fizeram bem ao Brasil e construíram a plataforma sobre a qual nos erguemos nas últimas décadas. Votem no Aécio”, disse Marina Silva, em ato com Aécio Neves, em 17/10/14.
Sinceramente, lamento!
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Uma mesma opinião: dois pesos, duas medidas - o efeito chicote dos compartilhamentos.
A velocidade com que as informações se espalham tem causado uma série de situações que merecem a nossa reflexão. Acredito que o mais prudente seja aguardar os efeitos dos fatos, para que depois possamos analisar. Certamente, quando emitimos uma opinião, a cerca de um fato que provoca comoção nacional ou social, ela carregará consigo um pouco de parcialidade, proporcionada pela emoção de momento.
Recentemente a hashtag #somostodosmacados inundou nossas redes sociais com demonstrações contrárias a atos de racismo. Assim que a campanha foi iniciada pelo jogador Neymar muitos foram na 'onda' e imediatamente reproduziram a hashtag. Mas momentos depois descobriu-se que a atitude do jogador Neymar era fruto de uma campanha publicitária. Ou seja, seus seguidores e todos os que imediatamente compartilharam aquela proposta, foram, de certa forma, 'usados'.
Mas a culpa é de quem entrou na campanha de forma imediatista ou do jogador que aproveitou a oportunidade para ficar um pouco mais rico? Talvez essa resposta esteja na necessidade que temos de aparecer, de fazer parte do grupo. Estamos vivendo um efeito chicote do compartilhamento desenfreado da informação. Antes de participar de uma campanha, defender um ideal, emitir uma opinião, é preciso analisar seus valores, suas idiossincrasias pessoais.
Eu não sou macaco, porque acredito que evoluímos. Somos muito mais que macacos. O mais interessante é que nem mesmo o jogador Daniel Alves, alvo do ato de racismo concordou com a hashtag, publicando em seu perfil horas depois #somostodoshumanos. Aqui também é possível avaliar o poder de um líder de opinião, e o quanto podemos ser manipulados. Ou ainda, o quanto nos deixamos manipular. Mesmo acreditando que, com o acesso a informação, essa realidade seja diferente.
Mas vamos ao título deste post: este efeito chicote do compartilhamento desenfreado e esse poder dos líderes de opinião, quando juntos, podem provocar verdadeiras tempestades. Há quase dois meses a jornalista do SBT, Rachel Shererazade, emitiu uma opinião no mínimo polêmica. e foi alvo de inúmeras críticas. Alguns acreditam até que Rachel foi vítima de censura.
O fato: 'vingadores' do RJ amarraram um adolescente nu, que cometia assaltos na região central da capital fluminense, a um poste com uma coleira no pescoço. A jornalista, no telejornal SBT Brasil, disse que por causa da sensação de insegurança era possível entender a ação destes 'vingadores'. Vamos relembrar!
Não quero e nem é a minha proposta analisar se Rachel está certa ou errada. Até acredito que ela poderia ter dito tudo o que disse, mas de uma outra forma. Agora que ela foi alvo de críticas e situações um pouco exacerbadas, isso foi. Arrisco-me até a dizer que foi 'bode espiatório' de algo que um dia descobriremos. Mas aquele efeito do compartilhamento pode ser observado quando profissionais de imprensa compartilharam a opinião polêmica com textos, muitas vezes, anti-éticos. Se as palavras fossem ditas e os textos fossem escritos tempos depois, certamente, não seriam tão agressivos.
O curioso é que, recentemente, a jornalista do jornal Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, descreveu em sua coluna um fato semelhante, e disse: "E é assim, pelo cansaço, que as pessoas vão desistindo de fazer a coisa certa. E algumas passam a fazer a coisa totalmente errada. Daí surgem enlouquecidos que amarram um jovem ladrão num poste, espancam cruelmente outro e são capazes de cercar, jogar no chão, dar pauladas e passar com um bicicleta em cima da cabeça de uma moça indefesa, mãe de dois filhos".
Qual a diferença, na essência, entre o que Rachel disse e a Eliane escreveu? Guardadas as devidas proporções, respeitando todas as opiniões contrárias, mas vejo que uma mesma opinião tem dois pesos e duas medidas. Uma, provavelmente, foi alvo de um fenômeno que ainda merece ser desbravado pelos estudiosos. Outra, conseguiu passar ilesa às críticas mais pesadas. Mas se procurarmos, muitos jornalistas já disseram o que estas duas compartilharam. Não que concorde, mas é preciso ter cuidado para que chuvas não se transformem em tempestades com vítimas fatais.
Recentemente a hashtag #somostodosmacados inundou nossas redes sociais com demonstrações contrárias a atos de racismo. Assim que a campanha foi iniciada pelo jogador Neymar muitos foram na 'onda' e imediatamente reproduziram a hashtag. Mas momentos depois descobriu-se que a atitude do jogador Neymar era fruto de uma campanha publicitária. Ou seja, seus seguidores e todos os que imediatamente compartilharam aquela proposta, foram, de certa forma, 'usados'.
Mas a culpa é de quem entrou na campanha de forma imediatista ou do jogador que aproveitou a oportunidade para ficar um pouco mais rico? Talvez essa resposta esteja na necessidade que temos de aparecer, de fazer parte do grupo. Estamos vivendo um efeito chicote do compartilhamento desenfreado da informação. Antes de participar de uma campanha, defender um ideal, emitir uma opinião, é preciso analisar seus valores, suas idiossincrasias pessoais.
Eu não sou macaco, porque acredito que evoluímos. Somos muito mais que macacos. O mais interessante é que nem mesmo o jogador Daniel Alves, alvo do ato de racismo concordou com a hashtag, publicando em seu perfil horas depois #somostodoshumanos. Aqui também é possível avaliar o poder de um líder de opinião, e o quanto podemos ser manipulados. Ou ainda, o quanto nos deixamos manipular. Mesmo acreditando que, com o acesso a informação, essa realidade seja diferente.
Mas vamos ao título deste post: este efeito chicote do compartilhamento desenfreado e esse poder dos líderes de opinião, quando juntos, podem provocar verdadeiras tempestades. Há quase dois meses a jornalista do SBT, Rachel Shererazade, emitiu uma opinião no mínimo polêmica. e foi alvo de inúmeras críticas. Alguns acreditam até que Rachel foi vítima de censura.
O fato: 'vingadores' do RJ amarraram um adolescente nu, que cometia assaltos na região central da capital fluminense, a um poste com uma coleira no pescoço. A jornalista, no telejornal SBT Brasil, disse que por causa da sensação de insegurança era possível entender a ação destes 'vingadores'. Vamos relembrar!
Não quero e nem é a minha proposta analisar se Rachel está certa ou errada. Até acredito que ela poderia ter dito tudo o que disse, mas de uma outra forma. Agora que ela foi alvo de críticas e situações um pouco exacerbadas, isso foi. Arrisco-me até a dizer que foi 'bode espiatório' de algo que um dia descobriremos. Mas aquele efeito do compartilhamento pode ser observado quando profissionais de imprensa compartilharam a opinião polêmica com textos, muitas vezes, anti-éticos. Se as palavras fossem ditas e os textos fossem escritos tempos depois, certamente, não seriam tão agressivos.
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| Para ler no site da Folha, clique aqui: http://goo.gl/lJy9be |
Qual a diferença, na essência, entre o que Rachel disse e a Eliane escreveu? Guardadas as devidas proporções, respeitando todas as opiniões contrárias, mas vejo que uma mesma opinião tem dois pesos e duas medidas. Uma, provavelmente, foi alvo de um fenômeno que ainda merece ser desbravado pelos estudiosos. Outra, conseguiu passar ilesa às críticas mais pesadas. Mas se procurarmos, muitos jornalistas já disseram o que estas duas compartilharam. Não que concorde, mas é preciso ter cuidado para que chuvas não se transformem em tempestades com vítimas fatais.
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Há 50 anos, o Golpe Militar que transformou o Brasil
O Brasil vive um novo século, marcado pela democracia e pela democratização dos direitos. Defendemos com todas as forças a liberdade plena de expressão e agora podemos escolher nossos representantes, que em tese, estão no poder para defender nossos direitos.
Mas se engana quem pensa que sempre foi assim. Quem tem mais de 30 anos sabe que a história não é bem essa. De 1964 a 1985 o Brasil viveu uma ditadura, resultado do Golpe Militar de 64, que em 2014, completa 50 anos.
O Golpe Militar de 1964 designa um conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964, que culminaram, no dia 01 de abril, com um golpe de estado que encerrou o governo do presidente João Goulart, também conhecido como Jango.
Jango havia sido democraticamente eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – na mesma eleição que conduziu Jânio da Silva Quadros do Partido Trabalhista Nacional (PTN) à presidência, apoiado pela União Democrática Nacional (UDN).
O golpe estabeleceu um regime alinhado politicamente aos Estados Unidos e acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Todos os cinco presidentes militares que se sucederam desde então se declararam herdeiros e continuadores da Revolução de 1964. O regime militar durou até 1985, quando Tancredo Neves foi eleito, indiretamente, o primeiro presidente civil desde 1964.
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Uma reflexão rápida do dia a dia!
Hum..., pausa para uma reflexão rápida! Afim?
Todos os dias lutamos para oferecer a clientes e amigos uma cultura de comunicação. Nosso principal objetivo é fazer com que as pessoas entendam o quanto uma comunicação profissional pode fazer a diferença. Recentemente tenho observado ações que me decepcionam. E mais, causam-me constrangimento.
Antigos clientes tem pego imagens no Google, com créditos em forma de marca d´'água, para divulgar promoções no Facebook. Assessorias de imprensa têm divulgado e enviado imagens sem condições de impressão, ou ainda, com o logo de empresas patrocinadoras. Estes são apenas dois exemplos, dos muitos que poderia citar. Desentendimentos de quem quer ser o que na verdade não é. Ou melhor, de quem quer fazer o que na verdade não sabe.
A vida continua, faço estes registros como uma forma de desabafo, mas ao mesmo como um alerta. Espero que estes que nos representam ou estes que trabalham em busca do sucesso consigam colocar em prática pelo menos o profissionalismo.
Como diria alguém que conheço: 'Oremos'!
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A televisão, definitivamente, mudou
O primeiro beijo gay, exibido pela TV Globo, entre dois homens, nesta ultima sexta-feira (31/01/14), e a novela de Walcyr Carrasco, 'Amor à Vida', não são fatos que chegam a representar o início de uma nova era da televisão brasileira. Ao contrário, foi apenas mais uma novela. Recheada de problemas, 'Amor à Vida' conseguiu cumprir seu papel: entreter a sociedade de massa. E só!
Mas o beijo gay, tão prometido e esperado, é o gancho que esperava para dizer que a televisão brasileira, definitivamente, mudou. E não mudou de ontem para hoje, tem mudado com o tempo. É curioso ver que há pouco menos de dez anos os aparelhos de TV eram enormes, sem muita tecnologia. Hoje, o 3D e suas promessas realistas os transformaram em verdadeiras janelas do mundo. Afinal, através da televisão, conseguimos acessar a internet, jogar com os amigos do outro lado do planeta, e até assistir um filme ou uma novela.
Essa tal tecnologia foi além e mudou a forma como os profissionais passaram a fazer televisão, houve ao longo destes últimos anos uma transformação que se apresenta de forma mais significativa em relação ao conteúdo.
O que se via há anos, não se vê mais. O jornalismo não mais o mesmo, porque existe a internet, as novelas não são mais as mesmas, porque a sociedade brasileira mudou, passou a ter acesso a outras culturas, globalizou-se. Sentiu outras necessidades, transformou-se. A televisão e seus realizadores sempre precisaram fazer de suas produções um espelho da sociedade. Se hoje dois homens e duas mulheres podem construir família sem preconceitos, a televisão não pode se negar a refletir na tela essa evolução. Por isso o beijo entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) não podem ser dimensionados como marcos e sim como mais uma prova de que a televisão, de fato, tenta se aproximar da sociedade, a partir de inúmeras necessidades e interesses.
Mas ao mesmo tempo, é preciso encarar: é o fim de um tabu. É hora de virar a página e incorporar o novo costume. Nos anos 70, divórcio causava escândalo. Nos 80, a independência feminina assustou. Tudo foi absorvido pela sociedade. A aceitação do amor entre Félix e Niko é a prova de que evoluímos. E assim deve-se continuar.
Também poderíamos citar os índices de audiência. Não é de hoje que não são mais os mesmos. Mas desta vez a explicação é fácil. O avanço das classes sociais e o acesso a computadores, tablets, e às operadores de TV a cabo mudaram os hábitos, abriu-se um cardápio a clientes cansados, por anos, de comer o mesmo. Agora os pedidos e as escolhas são outras.
Por fim, a última cena. Fotografia incrível. O resgate de um amor entre pai e filho. Um final feliz, talvez me arriscaria a dizer que essa cena salvou a novela, salvou o último capítulo. Um verdadeiro exemplo de 'Amor à Vida'.
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Crônica: 'Ser criança'
Neste próximo dia 12 de outubro o Brasil se une para celebrar duas importantes datas. Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, recebe homenagens e as crianças ficam felizes com os presentes.
Não há dúvidas de que a infância é uma das melhores fases da vida. Passamos por ela sem compromissos, felizes, sem perceber os problemas enfrentados por nossos pais. Às vezes não muito ligados aos estudos. Caindo, levantando, aprendendo a dar os primeiros passos, batendo de frente com os ‘amiguinhos’ e com as primeiras opiniões contrárias. Como é bom lembrar-se da primeira vez andando de bicicleta sem rodinhas, por exemplo. Você, caro leitor, já parou para pensar quais foram os momentos da sua infância que mais marcaram sua vida?
Não há dúvidas de que a infância é uma das melhores fases da vida. Passamos por ela sem compromissos, felizes, sem perceber os problemas enfrentados por nossos pais. Às vezes não muito ligados aos estudos. Caindo, levantando, aprendendo a dar os primeiros passos, batendo de frente com os ‘amiguinhos’ e com as primeiras opiniões contrárias. Como é bom lembrar-se da primeira vez andando de bicicleta sem rodinhas, por exemplo. Você, caro leitor, já parou para pensar quais foram os momentos da sua infância que mais marcaram sua vida?
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A justiça de poucos
Confesso que assisti pouca televisão neste último feriado prolongado, mas no final do dia ao abrir alguns sites, uma notícia surpreendeu: uma liminar da justiça tinha cancelado o ‘tão esperado amistoso’ da seleção brasileira de futebol contra o time da Inglaterra, no novo estádio do Maracanã, dias antes da Copa das Confederações.
O motivo? De acordo com a juíza, responsável pela liminar, laudos dos bombeiros e de engenheiros não teriam sido entregues e desta forma o estádio, reformado por bilhões, não poderia ser usado pelo governo do Estado do Rio para eventos esportivos, pois o mesmo não seria seguro.
Os responsáveis pelo jogo, entre eles o governo do RJ e a FIFA (empresa privada que se acha dona do mundo) informaram minutos depois da decisão, que iriam recorrer. Jornais de países europeus aproveitaram a situação e não perderam a chance de dizer poucas e boas do Brasil, do nosso jeitinho irresponsável de fazer as coisas.
Horas depois a notícia era outra, uma segunda juíza derrubou a primeira liminar e os organizadores do evento lardearam a decisão. Agora a pergunta que fica é: porque quando pessoas entram na justiça por uma vaga nos hospitais as decisões não são tão rápidas? Essa é apenas uma, de várias perguntas que poderíamos fazer.
O fato e a decisão transformam-se em mais uma exemplo de que no Brasil a justiça é de poucos. Nossa justiça e nossos juízes deveriam aproveitar seus plantões para agilizar processos e não para defender interesses escusos de poucos.
E ainda dizem que a renda do jogo será a maior da história do futebol brasileiro, só que se esqueceu de dizer que os ingressos foram vendidos a preço de ouro e que o povo mesmo não será a grande torcida. Enfim, um jogo para poucos, um futebol para poucos e uma justiça de poucos. Brasil!
O motivo? De acordo com a juíza, responsável pela liminar, laudos dos bombeiros e de engenheiros não teriam sido entregues e desta forma o estádio, reformado por bilhões, não poderia ser usado pelo governo do Estado do Rio para eventos esportivos, pois o mesmo não seria seguro.
Os responsáveis pelo jogo, entre eles o governo do RJ e a FIFA (empresa privada que se acha dona do mundo) informaram minutos depois da decisão, que iriam recorrer. Jornais de países europeus aproveitaram a situação e não perderam a chance de dizer poucas e boas do Brasil, do nosso jeitinho irresponsável de fazer as coisas.
Horas depois a notícia era outra, uma segunda juíza derrubou a primeira liminar e os organizadores do evento lardearam a decisão. Agora a pergunta que fica é: porque quando pessoas entram na justiça por uma vaga nos hospitais as decisões não são tão rápidas? Essa é apenas uma, de várias perguntas que poderíamos fazer.
O fato e a decisão transformam-se em mais uma exemplo de que no Brasil a justiça é de poucos. Nossa justiça e nossos juízes deveriam aproveitar seus plantões para agilizar processos e não para defender interesses escusos de poucos.
E ainda dizem que a renda do jogo será a maior da história do futebol brasileiro, só que se esqueceu de dizer que os ingressos foram vendidos a preço de ouro e que o povo mesmo não será a grande torcida. Enfim, um jogo para poucos, um futebol para poucos e uma justiça de poucos. Brasil!
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Rio 2016
As prioridades brasileiras!
Estamos bem próximos de um dos grandes eventos internacionais que o Brasil recebe nestes próximos anos: a Copa das Confederações. Logo depois, em julho, temos a Jornada Mundial da Juventude. Em 2014, a Copa do Mundo e em 2016, as Olimpíadas.
Não estamos medindo esforços para que os estádios fiquem prontos e o Brasil faça bonito para os estrangeiros. As obras que antes custariam alguns bilhões, já passam do dobro do valor orçado. O mais curioso que é bem próximo destes estádios, brasileiros passam horas esperando por uma consulta, outros vivem em comunidades em condições precárias.
A Copa das Confederações dura 15 dias e o sofrimento do brasileiro não tem data para acabar. Será que nossos governantes olham o povo como prioridade? Se fizermos uma pesquisa com a população e perguntarmos o que eles preferem, a resposta será estádios, ao invés de hospitais, escolas, transporte?
Antes a desculpa era que estes eventos traziam obras de infra-estrutura, mas como houveram atrasos, o mais importante é deixar o que será usado pelos visitantes pronto e tudo o que seria construido para o povo fica como promessa, quem sabe, das próximas eleições.
É um abusrdo deixar de dar prioridade aos problemas dos brasileiros para fazer política com empresas privadas e que visam o lucro. Diante deste cenário, a certeza: o Brasil jamais será um país sério. Está chegando a hora de dizer: chega!
Não estamos medindo esforços para que os estádios fiquem prontos e o Brasil faça bonito para os estrangeiros. As obras que antes custariam alguns bilhões, já passam do dobro do valor orçado. O mais curioso que é bem próximo destes estádios, brasileiros passam horas esperando por uma consulta, outros vivem em comunidades em condições precárias.
A Copa das Confederações dura 15 dias e o sofrimento do brasileiro não tem data para acabar. Será que nossos governantes olham o povo como prioridade? Se fizermos uma pesquisa com a população e perguntarmos o que eles preferem, a resposta será estádios, ao invés de hospitais, escolas, transporte?
Antes a desculpa era que estes eventos traziam obras de infra-estrutura, mas como houveram atrasos, o mais importante é deixar o que será usado pelos visitantes pronto e tudo o que seria construido para o povo fica como promessa, quem sabe, das próximas eleições.
É um abusrdo deixar de dar prioridade aos problemas dos brasileiros para fazer política com empresas privadas e que visam o lucro. Diante deste cenário, a certeza: o Brasil jamais será um país sério. Está chegando a hora de dizer: chega!
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BLOG 06 anos, arquivo: Regular e regulamentar, uma necessidade
Este mês o blog completa 6 anos, por isso vamos vasculhar os arquivos e reeditar alguns textos de opinião que aqui foram publicados.
***
Regular e regulamentar, uma necessidade
(publicado em setembro de 2009)
Recentemente, um deputado da Bahia, durante entrevista ao programa Ver TV, da TV Câmara, disse uma frase que merece ser explorada. Na ocasião o programa de debates discutia o sensacionalismo nas redes de televisão e usava como exemplo os programas policiais do nordeste, que fazem do espetáculo sangrento a notícia.
A polêmica frase proferida pelo deputado foi a seguinte: "A mídia tem que ser regulada e regulamentada." Em um primeiro momento, podemos até transformá-la em sinônimo de censura, mas seria uma ignorância por parte de nós, comunicólogos, não darmos o grau reflexivo necessário para entender tal citação.
Na verdade, as palavras do senhor deputado foram apenas estas, bem simples e objetivas – não houve a oportunidade para que explicasse o que seria regular e regulamentar a mídia brasileira. Por concordar com tal afirmação, vou tentar tirar minhas próprias conclusões.
***
Regular e regulamentar, uma necessidade
(publicado em setembro de 2009)
Recentemente, um deputado da Bahia, durante entrevista ao programa Ver TV, da TV Câmara, disse uma frase que merece ser explorada. Na ocasião o programa de debates discutia o sensacionalismo nas redes de televisão e usava como exemplo os programas policiais do nordeste, que fazem do espetáculo sangrento a notícia.
A polêmica frase proferida pelo deputado foi a seguinte: "A mídia tem que ser regulada e regulamentada." Em um primeiro momento, podemos até transformá-la em sinônimo de censura, mas seria uma ignorância por parte de nós, comunicólogos, não darmos o grau reflexivo necessário para entender tal citação.
Na verdade, as palavras do senhor deputado foram apenas estas, bem simples e objetivas – não houve a oportunidade para que explicasse o que seria regular e regulamentar a mídia brasileira. Por concordar com tal afirmação, vou tentar tirar minhas próprias conclusões.
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Blog 06 anos,
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Quando a brincadeira deveria dar espaço ao 'falar sério'
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| Alta no preço da fruta tomate virou motivo de brincadeiras na internet. |
Todos nós sabemos o quanto é importante saber levar a vida com bom humor. Mas o grande problema é que o brasileiro, na maioria das vezes, não sabe o limite entre o bom humor e o falar sério. Gostaria de convidá-los para uma reflexão sobre um dos assuntos mais comentados das últimas semanas. Manchete de jornais e destaque dos programas de humor: o tomate.
O mercado já apresentou uma série de motivos para justificar o aumento que já passa de 150%. Mas o que incomoda é que os consumidores aos invés de fazerem uso do seu poder de compra para diminuir o preço, preferem continuar comprando e fazendo piada sobre o assunto.
Não está na hora de deixar a brincadeira de lado, como se tudo no Brasil fosse piada e partir para o 'falar sério'. Por que não deixar de comprar e fazer com que os produtores sejam obrigados a abaixar os preços? Por que não usar a internet para protestar e promover esta reflexão?
Não acho que devemos levar a vida tão à sério, ao contrário, ter bom humor faz parte. Mas acho que vale a reflexão sobre o tema.
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Opinião
Que políticos são esses?
Quando vamos às urnas de dois em dois anos pensamos estar escolhendo nossos representantes. Aqueles que estarão à frente do poder em defesa dos nossos direitos e com o dever de respeitar o povo e a Constituição. Mas o que se tem visto é que deputados, por exemplo, estão longe deste objetivo. Ou melhor, mostram-se cada vez mais indiferentes com a opinião publica e com os desejos da sociedade.
Como respeitar quem desrespeita a Constituição para socorrer parceiros políticos? Como desrespeitar contratos já assinados com o objetivo de mostrar-se mais eficiente para seus eleitores? Também cabe destacar que estes eleitores merecem estes políticos, afinal os escolheram para o cargo. Ou pelo menos, achamos que os escolheram, até que nos mostrem falhas no processo eleitoral brasileiro.
O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) gera para diversos Estados importante parcelas de receita. Com a redução do imposto em carros, linha branca, etc, os Estados ficaram sem parte desse dinheiro e se endividaram. Como o dinheiro do petróleo deu a todos a oportunidade de abocanhar parte destes recursos, governadores não perderam tempo e deram ordens às seus deputados: “Nós também queremos esse dinheiro, nós precisamos e para isso vale tudo. Até mesmo desrespeitar a Constituição e o povo”. Não precisa ser jurista para descobrir qual será a decisão do Supremo, certo?
Um político homofóbico e racista. Este é o deputado Marco Feliciano (PSC), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Outra vergonha do Congresso Brasileiro. Uma vergonha de político, uma vergonha de ser humano, que não respeita o outro, a diferença e a sociedade com declarações da idade da pedra.
Que futuro teremos com políticos e representantes de baixa qualidade? É uma pena estarmos em um país democrático, no século 21, discutindo estas questões. Mas há quem acredite que tudo no Brasil é cultural. Como cultura não é algo que se muda do dia para a noite. O que nos resta é: falar, escrever, discutir e refletir. Fazer a nossa parte, tentando escolher pessoas melhores, capazes de levar nosso país a um caminho mais limpo, digno e honesto.
Como respeitar quem desrespeita a Constituição para socorrer parceiros políticos? Como desrespeitar contratos já assinados com o objetivo de mostrar-se mais eficiente para seus eleitores? Também cabe destacar que estes eleitores merecem estes políticos, afinal os escolheram para o cargo. Ou pelo menos, achamos que os escolheram, até que nos mostrem falhas no processo eleitoral brasileiro.
O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) gera para diversos Estados importante parcelas de receita. Com a redução do imposto em carros, linha branca, etc, os Estados ficaram sem parte desse dinheiro e se endividaram. Como o dinheiro do petróleo deu a todos a oportunidade de abocanhar parte destes recursos, governadores não perderam tempo e deram ordens às seus deputados: “Nós também queremos esse dinheiro, nós precisamos e para isso vale tudo. Até mesmo desrespeitar a Constituição e o povo”. Não precisa ser jurista para descobrir qual será a decisão do Supremo, certo?
Um político homofóbico e racista. Este é o deputado Marco Feliciano (PSC), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Outra vergonha do Congresso Brasileiro. Uma vergonha de político, uma vergonha de ser humano, que não respeita o outro, a diferença e a sociedade com declarações da idade da pedra.
Que futuro teremos com políticos e representantes de baixa qualidade? É uma pena estarmos em um país democrático, no século 21, discutindo estas questões. Mas há quem acredite que tudo no Brasil é cultural. Como cultura não é algo que se muda do dia para a noite. O que nos resta é: falar, escrever, discutir e refletir. Fazer a nossa parte, tentando escolher pessoas melhores, capazes de levar nosso país a um caminho mais limpo, digno e honesto.
O carnaval e o financiamento público
Que o povo brasileiro está acostumado com a política do pão e circo todos nós sabemos. E até reclama quando ela não acontece. Para conquistar os moradores de uma cidade, basta oferecer um show, fazer uma festa agropecuária. Mas em tempos de carnaval, vale uma reflexão. Até que ponto festas populares, que muitas vezes envolvem empresas particulares, devem ser financiadas com o dinheiro público?
O carnaval é a festa mais popular do Brasil. Todos esperam a data para aproveitar os dias de folia. Mas desde o início de janeiro as notícias eram de que as cidades brasileiras e da região do Vale do Paraíba teriam eventos mais modestos em 2013. Prefeitos que assumiram os novos mandatos alegaram não ter dinheiro para bancar os desfiles das escolas de samba ou organizar uma estrutura mais sofisticada, como em anos anteriores, quando além de 'divertir o povo', o carnaval tinha objetivos eleitoreiros.
Os recursos públicos devem ser destinados a este 'bem comum'? As prefeituras devem financiar os desfiles? Ou talvez, as escolas deveriam se organizar durante todo o ano para conseguir dinheiro e colocar o desfile na Avenida. As feijoadas, os bingos, as rifas - todos estes mecanismos de arrecadação perderam espaço para a comodidade de grupos que preferem ver o financiamento dos desfiles como uma obrigação do governo.
O carnaval é a festa mais popular do Brasil. Todos esperam a data para aproveitar os dias de folia. Mas desde o início de janeiro as notícias eram de que as cidades brasileiras e da região do Vale do Paraíba teriam eventos mais modestos em 2013. Prefeitos que assumiram os novos mandatos alegaram não ter dinheiro para bancar os desfiles das escolas de samba ou organizar uma estrutura mais sofisticada, como em anos anteriores, quando além de 'divertir o povo', o carnaval tinha objetivos eleitoreiros.
Os recursos públicos devem ser destinados a este 'bem comum'? As prefeituras devem financiar os desfiles? Ou talvez, as escolas deveriam se organizar durante todo o ano para conseguir dinheiro e colocar o desfile na Avenida. As feijoadas, os bingos, as rifas - todos estes mecanismos de arrecadação perderam espaço para a comodidade de grupos que preferem ver o financiamento dos desfiles como uma obrigação do governo.
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Carnaval 2013,
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Em tempos de Rio+20, uma reflexão: as sacolinhas de supermercado
Em tempos de Rio+20 gostaria de convidá-los para uma reflexão que gira inicialmente em torno das sacolinhas de supermercado. É importante deixar claro que todos nós devemos nos preocupar com o futuro. Se não tomarmos medidas urgentes, certamente, gerações futuras terão problemas para sobreviver em nosso planeta. Por isso, ações como a Rio+20 são fundamentais. A população deve se unir e discutir o que fazer por um mundo melhor.
A crítica das sacolinhas de supermercado começa quando a proibição se traduz no interesse de alguns diante de um problema que tem causado e motivado forte preocupação da sociedade.
Há aproximadamente três ou quatro meses um termo de ajuste de conduta, assinado entre a APAS (Associação Paulista de Supermercados) e o Ministério Público, proibiu a ‘doação’ das famosas sacolinhas nos supermercados do Estado de São Paulo. A medida pode até ter fundamento e validade, quando se justifica pela diminuição de produtos plásticos no ambiente. Mas diante de nossa atual realidade a pergunta que fica é: elas foram proibidas para diminuir com a quantidade de plástico ou para diminuir com as despesas dos supermercados?
Informações dão conta que cada sacolinha custava R$0,04 para os estabelecimentos. Em média uma sacolinha suportava de quatro a cinco produtos. Em um fim de semana famílias consumiam por volta de dez sacolas. Ou seja, R$0,40. Sua compra ficou R$0,40 mais barata? As compras de supermercado não param de subir e ficam cada vez mais caras. Esta perspectiva nos faz pensar: o termo de ajuste de conduta foi para preservar o meio ambiente ou para preservar o bolso de donos de supermercado?
Está errado! Não é assim que se cria consciência ecológica. Todos os produtos que vão dentro das caixas de papelão, pouco higiênicas, são compostos por plástico. Proibir não é o caminho. O consumidor mais uma vez saiu no prejuízo. As compras continuam caras, sem qualquer desconto, e ainda para levar aquilo que compramos temos que pagar por bolsas, caixas, etc.
As sacolinhas biodegradáveis estão sendo vendidas a preço de custo? Uma mesma bolsa biodegradável tem valores diferentes de um supermercado para outro. As sacolinhas ou bolsas biodegradáveis são produtos do supermercado e estão lá para gerar lucro? As sacolinhas são biodegradáveis apenas se elas forem corretamente condicionadas em usinas de compostagem. Mas usinas de compostagem são poucas no Brasil, ainda não foram construídas na maioria dos Estados.
Não seria mais interessante se a APAS e os supermercados de São Paulo se unissem em uma grande campanha de conscientização para criar no consumidor aos poucos o desejo de deixar as sacolinhas e não a revolta por se sentir enganado? Buscar com os produtores e com empresas de pesquisa alternativas para o condicionamento de produtos de forma ecologicamente correta? Alternativas às embalagens plásticas. Ficou mais fácil proibir e obrigar o consumidor a abrir a carteira.
Em tempos de Rio+20 esta crítica não deve entendida como uma declaração de guerra às políticas ambientais, ao contrário. É apenas um exemplo de como as ações deveriam ser colocadas de forma diferente para trazer efeitos em longo prazo. É a percepção e a opinião de quem acredita que obrigar o ser humano a ser ecológico não é tão eficaz como criar no ser humano a consciência de ser ecológico.
Aos poucos os supermercados estão cedendo e voltado as dar as sacolinhas. ‘Aqui perto de casa isso já aconteceu! E perto de você?’ O Rio+20 quer erradicar a pobreza, diminuir a emissão de gases, cuidar dos oceanos, etc. E isso não se faz de um dia para outro. A Conferência da ONU tem propósitos muito mais complexos e seus objetivos são muito relevantes do que esta simples crítica. Espera-se que este exemplo possa provocar o mínimo da reflexão, que todos percebam a importância de se construir um mundo mais sustentável não com ações imediatistas, mas com planejamento. Estamos hoje preparando nosso próprio passado, por isso deveríamos ficar atentos a história que queremos contar.
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Homenagem: a trajetória de sucesso de José Alencar
Pindamonhangaba /SP
Infográfico do G1
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Morre em São Paulo o guerreiro José Alencar
Pindamonhangaba /SP
Este blog não poderia deixar de homenagear o grande político José Alencar. Na tarde desta terça-feira Alencar deixou este mundo, mas entrou para a história e para a memória de todos nós como um homem batalhador, corajoso e cheio de fé. Que descanse em paz.
Veja mais:
>> Morre em São Paulo o ex vice-presidente José Alencar [leia]
>> História: da infância pobre à construção de um império [leia]
>> Nota oficial do presidente em exercício, Michel Temer, sobre a morte de José Alencar [leia]
>> Lula se emociona ao falar do amigo 'Zé Alencar' [leia]
Este blog não poderia deixar de homenagear o grande político José Alencar. Na tarde desta terça-feira Alencar deixou este mundo, mas entrou para a história e para a memória de todos nós como um homem batalhador, corajoso e cheio de fé. Que descanse em paz.
Veja mais:
>> Morre em São Paulo o ex vice-presidente José Alencar [leia]
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>> Lula se emociona ao falar do amigo 'Zé Alencar' [leia]
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Guaratinguetá desrespeita jornalistas com concurso público
Pindamonhangaba /SP
A cidade Guaratinguetá deu uma demonstração de desrespeito aos jornalistas e aos profissionais de comunicação ao lançar seu concurso público no último dia 17 de março. De acordo com o edital disponível no site do 'InstitutoCidades' o cargo de jornalísta é oferecido com um salário de R$ 545,00.
O jornalista precisa ter ensino superior completo e respectivo registro, para receber um salário mínimo por mês será necessário trabalhar 44h semanais. É importante lembrar que segundo a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) o piso salarial para o cargo de jornalista em jornais ou revistas de SP gira em torno dos R$1.900,00. Tendo em vista que para o cargo de assessor o piso é maior, o valor pago pela Prefeitura de Guaratinguetá é no mínimo ridículo.
Um verdadeiro abusrdo. Onde estão os sindicatos e as associações para punirem este poder executivo infeliz? Jornalista pode não ser grande coisa, e isso o STF já nos disse com o fim da obrigatoriedade do diploma, mas não podemos permitir que Prefeituras que nos usam para conseguir boa imagem diante da opinião pública nos coloquem como nada.
Sinceramente espero que a Prefeitura de Guaratinguetá tome providências e conserte a grande bobagem que fez.
A cidade Guaratinguetá deu uma demonstração de desrespeito aos jornalistas e aos profissionais de comunicação ao lançar seu concurso público no último dia 17 de março. De acordo com o edital disponível no site do 'InstitutoCidades' o cargo de jornalísta é oferecido com um salário de R$ 545,00.
O jornalista precisa ter ensino superior completo e respectivo registro, para receber um salário mínimo por mês será necessário trabalhar 44h semanais. É importante lembrar que segundo a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) o piso salarial para o cargo de jornalista em jornais ou revistas de SP gira em torno dos R$1.900,00. Tendo em vista que para o cargo de assessor o piso é maior, o valor pago pela Prefeitura de Guaratinguetá é no mínimo ridículo.
Um verdadeiro abusrdo. Onde estão os sindicatos e as associações para punirem este poder executivo infeliz? Jornalista pode não ser grande coisa, e isso o STF já nos disse com o fim da obrigatoriedade do diploma, mas não podemos permitir que Prefeituras que nos usam para conseguir boa imagem diante da opinião pública nos coloquem como nada.
Sinceramente espero que a Prefeitura de Guaratinguetá tome providências e conserte a grande bobagem que fez.
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Será o fim? Abril demite 32 jornalistas e extingue duas Redações
Pindamonhangaba /SP
A Editora Abril demitiu 32 jornalistas nesta terça-feira (1/3), extinguindo as Redações das revistas Aventuras na História e Vida Simples. A decisão foi comunicada oficialmente nesta quarta-feira (2/3), em reunião com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.
Há quem defenda o fim dos impressos e com ele o fim de toda publicação impressa. Talvez estes fiquem felizes com notícias como esta, mas ela precisa ser analisada de uma outra forma. Quando o jornalismo é executado com seriedade e tem por objetivo levar a sua audiência qualidade, ele nunca vai deixar de ter seu espaço. Sempre haverá leitores que sairãod e suas casas para ir às bancas ou ainda ligarão para fazer suas assinaturas.
Também é preciso levar em conta e aceitar que houve uma mudança, a partir do momento em que a informação tornou-se um objeto de faćil acesso e gratuito, cobrar por conteúdo pode ser arriscado. Ele precisa ser exclusivo e provocar a necessidade de uso por parte do usuário.
Mas o que acontece com a editora Abril na verdade é uma desculpa para pagar menores salários a outros jornalistas. Afinal, segundo informações boa parte dos 'demitidos' eram freelancers e a empresa anunciou que irá contratar outros 15 profisisonais nos próximos dias, talvez fazer remanejamento pudesse ser a melhor saida.
Por isso respondo a todos que sempre me perguntam sobre o fim dos jornais impressos, das revistas, etc. Não é o fim, o que há são empresários despreparados que não conseguem ver nos impressos uma oportunidade, que não usadam da criatividade como forma de reinventar seus produtos e assim conquistar este novo leitor, tão acostumado com o digital.
A Editora Abril demitiu 32 jornalistas nesta terça-feira (1/3), extinguindo as Redações das revistas Aventuras na História e Vida Simples. A decisão foi comunicada oficialmente nesta quarta-feira (2/3), em reunião com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.
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POST 1000: Folha de S. Paulo 90 anos
Pindamonhangaba /SP
Antes de falarmos do assunto de hoje gostaria de fazer um registro. Este é o post de número 1000 deste blog. Em março próximo completaremos quatro anos de vida. De março de 2010 até hoje já foram quase 80 mil acessos. Em quatro anos a estimativa gira em torno de 200 mil visitas. Este blog nunca teve a pretenção de se tornar referência. Na verdade ele nasceu com o objetivo de ser o portifólio de trabalhos deste autor e também um espaço para que pudesse desabafar e falar sobre tudo aquilo que as vezes não é possível nas empresas que trabalhei e/ou trabalho. Mas aos poucos isso mudou, pois tenho comigo a responsabilidade de atualiza-lo já que as visitas neste espaço tornaram-se fiéis. Pelos comentários e pelos e-mails cheguei a um dos meus objetivos, hoje o JORNALISTA FBO é reconhecido, por isso é sucesso. Aos poucos iremos evoluindo, criando coisas novas e contribuido para o bom jornalismo. A todos o meu muito obrigado.Agora vamos falar dos 90 anos do jornal Folha de S.Paulo. Em primeiro lugar como jornalista diplomado fico feliz ao ver um jornal conquistar esta marca, 90 anos. Em meio a tantos pessimistas que desejam o fim dos jornais impressos a Folha segue conquistando novos leitores e se modernizando. Apenas critico as atuais diretrizes do jornal, atualmente quando querem perseguem, são parciais. O que não faz bem ao bom fazer jornalístico. Seguem alguns vídeos produzidos pelo próprio jornal para comemorar a data.
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