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Na minha e na nossa infância #RipChaves

Quem nasceu no fim da década de 1980 e viveu sua infância nos anos de 1990, certamente, terá a lembrança dos personagens da Vila do Chaves - todos criados por Roberto Gómez Bolaños. E é com muita tristeza que o mundo recebeu a notícia de sua morte, na noite da última sexta-feira, dia 28 de novembro de 2014.

Bolaños tinha 85 anos e morreu em sua casa em Cancún, no México, onde morava com a mulher, a também atriz Florinda Meza, que faz o papel da Dona Florinda no programa "Chaves".

Ator, escritor e produtor de televisão, ele sofria de problemas respiratórios havia anos por ter fumado durante muito tempo. Em março de 2012, foi internado em hospital na Cidade do México devido a uma insuficiência respiratória.

O personagem de menino simples, que se identifica com muitos pelo mundo, não só ganhou fãs, mas ajudou a criar seres humanos melhores. Não há dúvidas de que essa é uma grande perda da televisão no mundo. Nossas sinceras homenagens e lembranças.

Como esquecer?

"Foi sem querer, querendo"
"Tá bom, mas não se irrite"
"Ninguém tem paciência comigo"
"Isso, isso, isso" "Pipipipipipi"
"Já chegou o disco voador"
"Prefiro morrer do que perder a vida"
"Não contavam com minha astúcia!"
"Sigam-me os bons"
"Palma, palma, não priemos cânico"
"Se aproveitam de minha nobreza"
"Suspeitei desde o princípio"
"Todos os meus movimentos são friamente calculados"




Uma mesma opinião: dois pesos, duas medidas - o efeito chicote dos compartilhamentos.

A velocidade com que as informações se espalham tem causado uma série de situações que merecem a nossa reflexão. Acredito que o mais prudente seja aguardar os efeitos dos fatos, para que depois possamos analisar. Certamente, quando emitimos uma opinião, a cerca de um fato que provoca comoção nacional ou social,  ela carregará consigo um pouco de parcialidade, proporcionada pela emoção de momento.

Recentemente a hashtag #somostodosmacados inundou nossas redes sociais com demonstrações contrárias a atos de racismo. Assim que a campanha foi iniciada pelo jogador Neymar muitos foram na 'onda' e imediatamente reproduziram a hashtag. Mas momentos depois descobriu-se que a atitude do jogador Neymar era fruto de uma campanha publicitária. Ou seja, seus seguidores e todos os que imediatamente compartilharam aquela proposta, foram, de certa forma, 'usados'.

Mas a culpa é de quem entrou na campanha de forma imediatista ou do jogador que aproveitou a oportunidade para ficar um pouco mais rico? Talvez essa resposta esteja na necessidade que temos de aparecer, de fazer parte do grupo. Estamos vivendo um efeito chicote do compartilhamento desenfreado da informação. Antes de participar de uma campanha, defender um ideal, emitir uma opinião, é preciso analisar seus valores, suas idiossincrasias pessoais.

Eu não sou macaco, porque acredito que evoluímos. Somos muito mais que macacos. O mais interessante é que nem mesmo o jogador Daniel Alves, alvo do ato de racismo concordou com a hashtag, publicando em seu perfil horas depois #somostodoshumanos. Aqui também é possível avaliar o poder de um líder de opinião, e o quanto podemos ser manipulados. Ou ainda, o quanto nos deixamos manipular. Mesmo acreditando que, com o acesso a informação, essa realidade seja diferente.

Mas vamos ao título deste post: este efeito chicote do compartilhamento desenfreado e esse poder dos líderes de opinião, quando juntos, podem provocar verdadeiras tempestades. Há quase dois meses a jornalista do SBT, Rachel Shererazade, emitiu uma opinião no mínimo polêmica. e foi alvo de inúmeras críticas. Alguns acreditam até que Rachel foi vítima de censura.

O fato: 'vingadores' do RJ amarraram um adolescente nu, que cometia assaltos na região central da capital fluminense, a um poste com uma coleira no pescoço. A jornalista, no telejornal SBT Brasil, disse que por causa da sensação de insegurança era possível entender a ação destes 'vingadores'. Vamos relembrar!



Não quero e nem é a minha proposta analisar se Rachel está certa ou errada. Até acredito que ela poderia ter dito tudo o que disse, mas de uma outra forma. Agora que ela foi alvo de críticas e situações um pouco exacerbadas, isso foi. Arrisco-me até a dizer que foi 'bode espiatório' de algo que um dia descobriremos. Mas aquele efeito do compartilhamento pode ser observado quando profissionais de imprensa compartilharam a opinião polêmica com textos, muitas vezes, anti-éticos. Se as palavras fossem ditas e os textos fossem escritos tempos depois, certamente, não seriam tão agressivos.

Para ler no site da Folha,
clique aqui: http://goo.gl/lJy9be
O curioso é que, recentemente, a jornalista do jornal Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, descreveu em sua coluna um fato semelhante, e disse: "E é assim, pelo cansaço, que as pessoas vão desistindo de fazer a coisa certa. E algumas passam a fazer a coisa totalmente errada. Daí surgem enlouquecidos que amarram um jovem ladrão num poste, espancam cruelmente outro e são capazes de cercar, jogar no chão, dar pauladas e passar com um bicicleta em cima da cabeça de uma moça indefesa, mãe de dois filhos".

Qual a diferença, na essência, entre o que Rachel disse e a Eliane escreveu? Guardadas as devidas proporções, respeitando todas as opiniões contrárias, mas vejo que uma mesma opinião tem dois pesos e duas medidas. Uma, provavelmente, foi alvo de um fenômeno que ainda merece ser desbravado pelos estudiosos. Outra, conseguiu passar ilesa às críticas mais pesadas. Mas se procurarmos, muitos jornalistas já disseram o que estas duas compartilharam. Não que concorde, mas é preciso ter cuidado para que chuvas não se transformem em tempestades com vítimas fatais.

Cabrini estreia "Conexão Repórter" com reportagem sobre tráfico de crianças

Pindamonhangaba /SP

O jornalista Roberto Cabrini, contratado pelo SBT em 2009, estreia seu novo programa, o "Conexão Repórter", no dia 04/03. O tema da primeira reportagem será o tráfico de crianças no Brasil. Para elaborar a matéria, o jornalista viajou, ao lado de sua equipe, por quatro meses pelos lugares mais remotos do País.

Silvio Santos e Ronaldo juntos!!!

Pindamonhangaba /SP


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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Será que vai dar certo? Ronaldo vira garoto-propaganda do SBT

Pindamonhangaba /SP

O SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) anunciou oficialmente esta tarde que contratou o jogador Ronaldo Fenômeno para ser garoto propaganda da emissora. A idéia, segundo executivos, é ligar a volta por cima do atleta a retomada do segundo lugar de audiência. Ronaldo deverá participar de dois vídeos institucionais que serão exibidos em todo o território nacional durante 2009, além de propagandas em jornais e revistas. O contrato com o craque dura até dezembro, quando termina o Campeonato Brasileiro.

Vamos esperar para ver. É a primeira vez que vejo um atleta fazendo campanhas institucionais para uma emissora de televisão. É interessante lembrar que de acordo com dados do IBOPE a aparição de Ronaldo na TV Globo resultou em um aumento de 11% nos índices de audiência da emissora dos Marinhos. Será que a propaganda e os elogios ao atleta vão continuar na tela da Globo? Certamente o SBT fará de tudo para ligar sua imagem a Ronaldo, portanto quando aparecer na Globo veremos nas entre-linhas um convite à mudarmos de canal?

Que os pubicitários nos respondam...
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Virou "Dona Paula", definitivamente perdeu o Padrão!

Pindamonhangaba /SP

Alguns colegas jornalistas me diziam ainda quando estava na faculdade que o mundo cor de rosa da profissão só fica para os que não conseguem se desligar da academia. Viver e suportar o mercado não é uma tarefa fácil. Quanto mais dias se passam, mais me decepciono com profissionais que admirei a vida toda.

A minha mais recente decepção trata-se de Ana Paula Padrão. Excelente profissional, mas mentirosa! Ex-contrata do SBT disse que não gostaria mais de apresentar um telejornal diário e que por este motivo não renovaria seu contrato com a emissora de Silvio Santos. Dias depois anunciou que vai dividir a bancada com Celso Freitas no Jornal da Record.

O problema não está em ir para a Rede Record, cada um faz as burradas que quer. Ana Paula Padrão mentiu? Será salários polpudos fazem tanta diferença, fazem as pessoas mudarem de opinião com facilidade. Ou será que "não quero apresentar jornal" foi apenas uma desculpa.

Eu sinto pena de pessoas que escolhem trabalhar em lugares cujo os salários são pagos a partir do que arrecadam de pessoas pobres. É triste ver que colegas de profissão se prestam a isso.

Muito feio Dona Ana, faltou e muito Padrão!
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Uma TV popular ou popularesca

Pindamonhangaba /SP

As grandes emissoras do nosso país preparam para maio uma nova grade de programação. Novos projetos que prometem reconquistar telespectadores que migraram para outras alternativas de entretenimento. Pelo que se fala grandes mudanças serão percebidas no período da tarde, quando uma nova linguagem será apresentada ao público. Linguagem que na verdade nada tem de contemporânea, o que se pretende é resgatar programas populares, talvez popularescos.

Nos anos 2000

No início dos anos 2000 programas policiais e sensacionalistas tornaram-se fenômenos. Como esquecer dos discursos nervosos de Ratinho, das pegadinhas e dos testes de fidelidade de João Kleber, das narrações de perseguições da PM de São Paulo por Datena ou Marcelo Rezende.

No começo os altos índices de audiência puderam ser traduzidos em uma só palavra: sucesso. Mas com o tempo os exageros começaram a ganhar forma e os anunciantes decidiram investir em programas com melhor “qualidade”. Para combater os abusos a Câmara dos Deputados mobilizou, na época, a 'Comissão de Direitos Humanos e Minorias' e criou a campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania (no rankig de 2008 que lista os piores da TV, a partir das denúncias feitas por telespectadores, o Terceiro Tempo, da Band, foi o programa que recebeu o maior número de denúncias, 1.200, seguido do Pânico, da RedeTV!, com 137).

As 'novidades' para 2009

Apresentadores e diretores declaram em entrevistas que a nova programação tem por objetivo criar intimidade com quem a assistirá. No SBT, por exemplo, Ratinho estará de volta muito mais 'venenoso, feroz' [adjetivos usados pela emissora nas chamadas do novo programa].

No entanto, o novo projeto de Carlos Massa é resultado de uma pesquisa que o SBT encomendou a dois importantes institutos de pesquisa: uma ao Ibope, a outra, à Retrato. Ambas apontaram que o público quer “Ratinho como advogado do povo”. Especula-se que o programa terá 80% de jornalismo, com noticiário, helicóptero, unidades móveis, material de agência etc. Segundo fontes, será “popular, porém decente”.

Outra novidade da emissora de Silvio Santos será Cristina Rocha, que promete surpreender o telespectador. O jeito educado de Regina Volpato no camando do Casos de Família dará espaço a discussões acaloradas, a bate bocas recheados de insultos.

A Rede TV! já segue uma linha 'popular' com o programa da jornalista Sônia Abrão, mas promete intensificar a linguagem nas pautas. A Rede Bandeirantes vai dar um novo cenário a Márcia, que também continuará a dar espaço aos problemas familiares.

Já a Rede Record pretende dar um novo programa a Geraldo Luís (apresentador do jornalístico Balanço Geral de SP). Colunistas de TV afirmam que Geraldo ocupará toda a tarde da emissora com reportagens policiais e inusitadas, quadros de humor e participação efetiva do telespectador.

Popular vs popularesco

Esta nova grade de programação que teremos a oportunidade de acompanhar a partir da próxima semana não conseguirá trazer em sua essência o espírito popular que deu início a este processo nos anos 2000. Não teremos de volta “o povo na TV”, veremos uma busca alucinada por índices de audiência, a qualquer preço. Se for preciso dar close em caixão, darão. Se for preciso quebrar mesas, quebrarão. Se for preciso fazer da TV um ringue, farão.

Acredito que o dicionário é o mais sábio dos livros. Já dizia Cecília Meireles que “o dicionário responde a todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras longas, acomodadas na sua semelhança, e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegante decentes, mas obedecendo à lei das letras, cabalística como a dos números... O Dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações. E as suas surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido!”. Por este motivo resolvi recorrer a ele, de acordo com Houaiss popular é o mesmo que aquilo que pertence ao povo, a gente comum, feito pelas pessoas simples (as festas folclóricas por exemplo). Já popularesco é aquele que tenta ter caráter popular, que tenta imitar o que é popular (será que nosso povo realmente gosta de brigas, discussões, sensacionalismo?).
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com