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Copa do Mundo 2014 - Uma Copa por mês com a educação


Não tenho dúvidas de que a Copa do Mundo, que será realizada no Brasil, em junho de 2014, é algo extremamente desnecessário para o nosso país. É só sair de casa e dar alguns passos para perceber quantos problemas sociais nós enfrentamos, que poderiam ser amenizados com estes bilhões gastos pelo governo, principalmente para receber turistas estrangeiros.

Mas um dado curioso, divulgado esta semana pelo Jornal Folha de S. Paulo, leva-nos a uma outra constatação: a má gestão dos recursos públicos. Boa parte dos que são contrários à realização da Copa reclamam dos gastos, defendem que estes valores deveriam ser usados na educação, na saúde, etc.

Vamos ao texto da reportagem publicada no último dia 23/05/14: "Mesmo mais altos hoje do que o previsto inicialmente, os investimentos para a Copa representam parcela diminuta dos orçamentos públicos. Alvos frequentes das manifestações de rua, os gastos e os empréstimos do governo federal, dos Estados e das prefeituras com a Copa somam R$ 25,8 bilhões, segundo as previsões oficiais. O valor equivale a, por exemplo, 9% das despesas públicas anuais em educação, de R$ 280 bilhões. Em outras palavras, é o suficiente para custear aproximadamente um mês de gastos públicos com a área".

Ou seja, o que se vai gastar com a Copa do Mundo é o que o governo federal gasta em um mês com a educação. O texto dos jornalistas Gustavo Patu, Dimmi Amora e Felipe Coutinho, ainda destaca que parte destes R$25 bi - 'oficiais'- deverá voltar para os cofres públicos, já que foram emprestados a entidades privadas.

A reflexão surge não com o objetivo de defender a realização da Copa do Mundo, até porquê minha opinião contrária já está publicada, mas com a certeza de que, quem comanda a educação, administra as Secretarias, trabalha nas escolas, também é culpado pela atual realidade. Sabemos que há pessoas sérias, mas precisamos ser honestos com nós mesmos. Precisamos entender que sociedade e governo não são entidades distantes de nós. Ao contrário. O grande problema está na gestão da educação brasileira, está, em muitos casos, nos brasileiros. Pelo que se pode concluir é que gastamos uma Copa do Mundo por mês com a educação. Nem assim, somos capazes oferecer à sociedade uma educação digna e campeã.

Uma mesma opinião: dois pesos, duas medidas - o efeito chicote dos compartilhamentos.

A velocidade com que as informações se espalham tem causado uma série de situações que merecem a nossa reflexão. Acredito que o mais prudente seja aguardar os efeitos dos fatos, para que depois possamos analisar. Certamente, quando emitimos uma opinião, a cerca de um fato que provoca comoção nacional ou social,  ela carregará consigo um pouco de parcialidade, proporcionada pela emoção de momento.

Recentemente a hashtag #somostodosmacados inundou nossas redes sociais com demonstrações contrárias a atos de racismo. Assim que a campanha foi iniciada pelo jogador Neymar muitos foram na 'onda' e imediatamente reproduziram a hashtag. Mas momentos depois descobriu-se que a atitude do jogador Neymar era fruto de uma campanha publicitária. Ou seja, seus seguidores e todos os que imediatamente compartilharam aquela proposta, foram, de certa forma, 'usados'.

Mas a culpa é de quem entrou na campanha de forma imediatista ou do jogador que aproveitou a oportunidade para ficar um pouco mais rico? Talvez essa resposta esteja na necessidade que temos de aparecer, de fazer parte do grupo. Estamos vivendo um efeito chicote do compartilhamento desenfreado da informação. Antes de participar de uma campanha, defender um ideal, emitir uma opinião, é preciso analisar seus valores, suas idiossincrasias pessoais.

Eu não sou macaco, porque acredito que evoluímos. Somos muito mais que macacos. O mais interessante é que nem mesmo o jogador Daniel Alves, alvo do ato de racismo concordou com a hashtag, publicando em seu perfil horas depois #somostodoshumanos. Aqui também é possível avaliar o poder de um líder de opinião, e o quanto podemos ser manipulados. Ou ainda, o quanto nos deixamos manipular. Mesmo acreditando que, com o acesso a informação, essa realidade seja diferente.

Mas vamos ao título deste post: este efeito chicote do compartilhamento desenfreado e esse poder dos líderes de opinião, quando juntos, podem provocar verdadeiras tempestades. Há quase dois meses a jornalista do SBT, Rachel Shererazade, emitiu uma opinião no mínimo polêmica. e foi alvo de inúmeras críticas. Alguns acreditam até que Rachel foi vítima de censura.

O fato: 'vingadores' do RJ amarraram um adolescente nu, que cometia assaltos na região central da capital fluminense, a um poste com uma coleira no pescoço. A jornalista, no telejornal SBT Brasil, disse que por causa da sensação de insegurança era possível entender a ação destes 'vingadores'. Vamos relembrar!



Não quero e nem é a minha proposta analisar se Rachel está certa ou errada. Até acredito que ela poderia ter dito tudo o que disse, mas de uma outra forma. Agora que ela foi alvo de críticas e situações um pouco exacerbadas, isso foi. Arrisco-me até a dizer que foi 'bode espiatório' de algo que um dia descobriremos. Mas aquele efeito do compartilhamento pode ser observado quando profissionais de imprensa compartilharam a opinião polêmica com textos, muitas vezes, anti-éticos. Se as palavras fossem ditas e os textos fossem escritos tempos depois, certamente, não seriam tão agressivos.

Para ler no site da Folha,
clique aqui: http://goo.gl/lJy9be
O curioso é que, recentemente, a jornalista do jornal Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, descreveu em sua coluna um fato semelhante, e disse: "E é assim, pelo cansaço, que as pessoas vão desistindo de fazer a coisa certa. E algumas passam a fazer a coisa totalmente errada. Daí surgem enlouquecidos que amarram um jovem ladrão num poste, espancam cruelmente outro e são capazes de cercar, jogar no chão, dar pauladas e passar com um bicicleta em cima da cabeça de uma moça indefesa, mãe de dois filhos".

Qual a diferença, na essência, entre o que Rachel disse e a Eliane escreveu? Guardadas as devidas proporções, respeitando todas as opiniões contrárias, mas vejo que uma mesma opinião tem dois pesos e duas medidas. Uma, provavelmente, foi alvo de um fenômeno que ainda merece ser desbravado pelos estudiosos. Outra, conseguiu passar ilesa às críticas mais pesadas. Mas se procurarmos, muitos jornalistas já disseram o que estas duas compartilharam. Não que concorde, mas é preciso ter cuidado para que chuvas não se transformem em tempestades com vítimas fatais.

POST 1000: Folha de S. Paulo 90 anos

Pindamonhangaba /SP
Antes de falarmos do assunto de hoje gostaria de fazer um registro. Este é o post de número 1000 deste blog. Em março próximo completaremos quatro anos de vida. De março de 2010 até hoje já foram quase 80 mil acessos. Em quatro anos a estimativa gira em torno de 200 mil visitas. Este blog nunca teve a pretenção de se tornar referência. Na verdade ele nasceu com o objetivo de ser o portifólio de trabalhos deste autor e também um espaço para que pudesse desabafar e falar sobre tudo aquilo que as vezes não é possível nas empresas que trabalhei e/ou trabalho. Mas aos poucos isso mudou, pois tenho comigo a responsabilidade de atualiza-lo já que as visitas neste espaço tornaram-se fiéis. Pelos comentários e pelos e-mails cheguei a um dos meus objetivos, hoje o JORNALISTA FBO é reconhecido, por isso é sucesso. Aos poucos iremos evoluindo, criando coisas novas e contribuido para o bom jornalismo. A todos o meu muito obrigado.
Agora vamos falar dos 90 anos do jornal Folha de S.Paulo. Em primeiro lugar como jornalista diplomado fico feliz ao ver um jornal conquistar esta marca, 90 anos. Em meio a tantos pessimistas que desejam o fim dos jornais impressos a Folha segue conquistando novos leitores e se modernizando. Apenas critico as atuais diretrizes do jornal, atualmente quando querem perseguem, são parciais. O que não faz bem ao bom fazer jornalístico. Seguem alguns vídeos produzidos pelo próprio jornal para comemorar a data.







Folha e sua capa às avessas

Pindamonhangaba /SP 
A capa de hoje do jornal Folha de S. Paulo é no mínimo curiosa. Primeiro porque não faz ligação entre os resultados divulgados pela Polícia Federal, sobre a quebra de sigilo na Receita, e a pré-campanha de Dilma Rousseff. E segundo porque publica uma imagem de Serra de cabeça baixa, demonsntrando preocupação. Alguns dizem que o tucano simulou um 'ataque' de bolinhas para acusar os adversários de um atentado. A certeza é que depois dos resultados da pesquisa IBOPE de ontem que coloca a petista 11 pontos na frende de Serra, ele relamente tem motivos para uma dor de cabeça. A capa de hoje da Folha pode ser analisada às avessas pois é nítida a linha editorial que se vem usando nestas eleições à favor de José Serra no jornal da familia Frias.

Folha x Lula/Dilma 2 - A constatação!

Pindamonhangaba /SP

No último domingo publicamos o seguinte post neste blog: "Uma simples coincidência... Folha x Lula". A discussão surgiu da manchete parcial publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, na ocaisão ficou clara a intensão política de desmorailizar a candidata Dilma Rousseff, do PT. Mais tarde o fato ganhou destaque no twiiter e o jornal virou motivo de piada entre os internautas.

Saiu no Comunique-se: #DilmaFactsByFolha ocupa topo do Twitter e internautas questionam jornal

Nesta segunda-feira (6/9) a Folha de S. Paulo é um dos assuntos mais comentados no Twitter. A hashtag #DilmaFactsByFolha ocupou o terceiro lugar no Trending Topics mundial, e foi citado no ranking divulgado pelo jornal britânico The Independent. No final desta tarde, a tag ocupa o sexto lugar. Com a campanha, os internautas questionam a imparcialidade da Folha no tratamento dado à candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT).

Uma simples coincidência... Folha x Lula

Pindamonhangaba /SP

Admiro o jornal Folha de S. Paulo, gosto do conteúdo e da qualidade do impresso que hoje é considerado um dos mais importantes do Brasil. Mas este caso Folha x Lula é mais um exemplo de que, infelizmente, os jornais brasileiros são cercados de interesses. E o pior, donos usam o veículo como arma de vingança.

Todo nós sabemos que a campanha eleitoral segue 'quente'. O desespero do candidato da opisição frente aos resultados de pesquisas obtidos pela candidata do governo fizeram com que a campanha do pleito 2010 se transformasse em uma guera de palavras. São acusações e denúncias de todo lado. Em recente comício o presidente Lula criticou a imprensa, até ai tudo normal! Mas ele citou nomes e dirigiu-se ao jornal Folha de S. Paulo.

A vingança veio a cavalo, neste domingo (05/09) a manchete é categórica e se não for com fins eleitorais mudo meu nome. Diz a manchete da Folha "Consumidor de luz pagou R$1 bi por falha da Dilma". Não vejo problemas na parcialidade, desde que ela seja clara e transparente. Ficar escondido em princípios do jornalismo imparcial é uma prática amoral para um veículo tão 'respeitado'.

Entenda o caso a partir dos fatos publicados pela imprensa:

Internet é um desafio e não uma ameaça para os jornais, dizem especialistas

Pindamonhangaba /SP 

A internet tem que ser vista como um desafio e não como uma ameaça para os jornais em papel, que nem deixarão de existir, nem desperdiçarão as facilidades que a rede lhes oferece, segundo os especialistas que participaram no Rio de Janeiro do 8º Congresso Brasileiro de Jornais.

"Os novos meios de comunicação nunca vão substituir os meios de imprensa tradicionais. Eles não constituem uma ameaça, mas um desafio saudável que obriga os meios de comunicação tradicionais a gerar novas ideias", afirmou o diretor do Nieman Journalism Lab da Universidade de Harvard (EUA), Joshua Benton.

Documentário revela os bastidores das mudanças da Folha

Pindamonhangaba /SP
Uma só redação, agora as redações do Jornal Folha de S. Paulo e o do site Folha.com formam uma só plataforma. Ao invés de pensarmos o futuro dos jornais, as mudanças da Folha são apresentadas como 'Um jornal de futuro'. Acredito que a integração faz parte de um processo evolutivo natural das mídias,. As reformas da Folha sempre deram certo e sofrem poucas críticas. Inovar é o mesmo que jogar com a sorte, por mais que pesquisas sejam feitas, é complicado avaliar a opinião do leitores. Mas vou torcer pelo sucesso, afinal a Folha é uma grande empresa e merece nosso respeito.



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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Jornalismo brasileiro perde o poeta dos desenhos, Glauco

Pindamonhangaba /SP

A melhor forma de homenagear pessoas de talento é eternizar seu trabalho. O cartunista (Glauco Vilas Boas, 53) que desenhou por mais de 30 anos no Jornal Folha de S. Paulo se foi mas suas obras ficarão registradas na história do jornalismo brasileiro.
Charge de 23 de fevereiro de 2010, após a oficialização da pré-candidatura de Dilma Rousseff à sucessão presidencial
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Folha de S.Paulo anuncia novo projeto visual

Pindamonhangaba /SP

A Folha de S.Paulo deverá circular com um novo projeto gráfico a partir de maio. De acordo com a direção do jornal, a ideia é tornar a Folha mais legível e útil, diante da concorrência do mercado de informação. A reforma abrangerá todos os cadernos, da primeira página aos suplementos semanais.

Igreja Universal perde ação contra Folha de S.Paulo

Pindamonhangaba /SP

A Justiça deu vitória à Folha de S.Paulo na ação em que a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) move contra o jornal e a jornalista Elvira Lobato, autora da reportagem "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", publicada no dia 15 de dezembro de 2007, sobre o conglomerado de empresas ligado à Universal.

Folha anuncia Susana Singer como nova ombudsman do jornal

Pindamonhangaba /SP

A direção da Folha de S.Paulo anunciou nesta quarta-feira (17/02), por um comunicado interno, que a jornalista Susana Singer, ex-secretária de redação do jornal, ocupará o cargo de ombusdman da publicação a partir do dia 24/04. Susana substituirá o jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, que atua no cargo desde 2008.

Folha de S. Paulo anuncia mudanças no comando editorial

Pindamonhangaba /SP
Para alguns estas informações podem parecer de pouco interesse, mas um jornal caminha de acordo com a opinião de seus comandantes. Saber quem são é de extrema importânica, afinal estamos falando de Folha da S. Paulo.
Em comunicado interno distribuído nesta quarta-feira (27/01), a Folha de S. Paulo informou seus funcionários sobre mudanças no comando editorial. O correspondente internacional em Washington, Sérgio Dávila, volta para assumir o cargo de editor-executivo, no lugar de Eleonora de Lucena. A mudança será no dia 15/03.

Folha lança versão online do jornal impresso

Pindamonhangaba /SP

[para ler a versão digital da Folha, clique na imagem]

fonte: Folha Online

A Folha lançou hoje sua edição digital, a versão online do jornal impresso. Com ela, os assinantes poderão acessar todas as páginas do jornal exatamente como foram publicadas.

A versão digital terá o mesmo conteúdo da edição SP, que, por ser concluída mais tarde, traz noticiário mais atualizado.

Desse modo, o leitor poderá ver não só o texto integral, mas o desenho da página, com imagens e quadros explicativos.

"Com este novo produto procuramos atender um público que busca aliar as vantagens do jornal impresso --como hierarquização de notícias, diagramação, infográficos e fotografias-- com a velocidade, praticidade e interatividade que a internet e os meios eletrônicos permitem", afirma Murilo Bussab, 40, diretor de Circulação da Folha.

Com a edição digital, o jornal também poderá levar a todos os leitores suplementos como Revista da Folha, Guia da Folha, revista Serafina e o Guia de Livros, Discos e Filmes.

Para ler, basta entrar no site www.folha.com.br/digital. O sistema de navegação, desenvolvido pela Digital Pages, é fácil e rápido.

Inicialmente, todos os internautas poderão consultar a edição digital da Folha por um período de 30 dias. Depois desse prazo, o internauta terá de fazer um cadastro para continuar lendo o jornal por mais 30 dias.

Após esse período de teste, a edição digital só estará disponível para assinantes.

"Embora a Folha tenha a maior rede de distribuição dos jornais brasileiros, chegando a centenas de cidades em todos os Estados do país, ainda assim não conseguimos abranger plenamente o território nacional", explica Bussab: "Considerando também os brasileiros que moram fora do país e que gostariam de ter um contato mais próximo com o jornal, temos um contingente de pessoas que não estavam sendo atendidas pelo nosso produto. A versão digital passa então a ser uma excelente maneira de ampliar o público leitor da Folha".

A edição digital tem um bom mecanismo de busca e várias ferramentas para facilitar a vida do leitor, que poderá folhear as edições anteriores, acessar rapidamente os colunistas, enviar notícias para os amigos, fazer anotações ou marcar itens que deseja ler mais tarde. "O design da nossa edição é bastante amigável e passará por constante aprimoramento", diz Bussab: "Na próxima semana, os leitores já verão matérias da Revista da Folha com um vídeo acrescentado".

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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com

Palmas para a Folha de S. Paulo

Pindamonhangaba /SP

Para bom entendedor meia palavra basta. Nota publicada pela Folha repercute reportagens exibidas pela Record. O texto é simples, claro e objetivo.

Que esta nota sirva para todos que usam o dinheiro de fiéis para manter veículos de comunicação ou viajar para Las Vegas. Graças à Deus meu salário não é oriundo de falaciosas promessas!!!

Diz a nota:

A REDE RECORD , que explora uma concessão pública de TV e pertence ao mesmo proprietário da Igreja Universal do Reino de Deus, vem desfechando ataques contra esta Folha em seus noticiários. Pretende mover algo como uma campanha, pois a mesma mixórdia de reportagem canhestra e investida comercial tem sido repetida à exaustão. O motivo de tanta ira, agora, é o desagrado diante da independência jornalística da coluna de TV publicada pelo jornal. Assinada pelo repórter Daniel Castro, a coluna pode cometer eventuais falhas, que são retificadas do modo transparente com que este jornal costuma fazê-lo. Mas tem procurado agir com máxima isenção, sobretudo em face do duelo feroz entre a Record e a emissora líder no país, a Rede Globo. Entre ambas, a Folha toma o partido de seu leitor, que deseja ser informado. O que é prática de jornalismo verdadeiro se torna -na percepção tosca dos atuais dirigentes da Record, acostumados a reduzir qualquer questão a seu aspecto comercial - uma suposta campanha contra a emissora. A mesma percepção levou a Igreja Universal a orquestrar litigância de má-fé na Justiça contra este jornal e a repórter Elvira Lobato, por conta de reportagens sobre subterrâneos financeiros daquele empreendimento religioso. Negócios e religião não deveriam caminhar juntos. A atividade religiosa é isenta de impostos. Até por esse motivo a sociedade tem todo o direito de conhecer os vasos comunicantes que ligam a Igreja Universal aos tentáculos de seus vários ramos de negócio. A reação destemperada da Record é um mero incentivo para que a Folha insista em esclarecer o que parece tão imprescindível manter oculto.
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com