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Uma imagem histórica
A foto abaixo é histórica. É a última aparição de Bento XVI como Papa. O momento foi registrado em Castelgandolfo, residência de verão do Vaticano. A última vez que um papa renunciou foi há 598 anos. Por este motivo, este registro torna-se importante e fundamental. Como jornalismo se faz registrando a história, aqui segue mais um capítulo desta era.
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Um 'novo papa' ou um 'papa novo' ?
O anúncio da renúncia do Papa Bento 16 durante o carnaval brasileiro chamou a atenção de todos nós. Ganhou até mais destaque no notíciário, do que o própiro evento que movimentava o país. Primeiro porque um Papa pedir para deixar o cargo é algo inimaginável na história recente da igreja. E segundo, porque os motivos, aparentemente, eram inconsistentes.
Alguns especialistas dizem que a personalidade de Bento 16 não o deixaria morrer na frente dos holofotes. Outros já acreditam que a decisão foi motivada por uma disputa de poder dentro do Vaticano. A decisão de Bento 16 talvez revele um mistério. De que na igreja, no Vaticano, não há apenas 'santos', ao contrário, há disputas pelo poder, pela defesa de dogmas.
Cabe aqui um paralelo, recenetemente o deputado Tiririca declarou que não se candidatará mais a nenhum cargo legislativo ou executivo, pois segundo ele, jamais conseguirá realizar algo que tenha prometido. "No Congresso existem grupos conservadores que não permitem o novo".
Confesso que nunca foi fácil engolir a figura de Bento 16, mas prefiro encarar a desistência como um ato de coragem. A grande dúvida a partir de agora é que se essa análise de disputa de poder for a mais real, que futuro a igreja terá?, quando por algumas gerações os católicos continuarão a ter como autoridade máxima, conservadores.
Teremos apenas um 'novo papa', que continuará a seguir com a atual política admisntrativa ou um 'papa novo' com ideias progressistas. Bento 16 deixa de ser papa dia 28 de fevereiro de 2013. A partir desta data arcebiscos de todo o mundo se reúnem para a escolha de um sucessor.
Incialmente durante 9 dias arcebiscos, inclusive aqueles com mais de 80 anos, que não participam do conclave, fazem uma avaliação da atual situação da Igreja. Depois disso o conclave tem início apenas com aqueles que podem disputar a vaga. Esperamos que esse momento de reflexão traga resultados positivos ao futuro da igreja. Que as disputadas de poder sejam minimizadas pelo bem da continuidade da igreja.
Conheço pouco da história da igreja e como todo o processo funciona. Mas uma certeza eu tenho. A igreja precisa mudar, precisa ver o mundo de uma outra forma. Caso contrário, continuará perdendo fiéis. Que venha um novo papa, mas que este seja, de fato, um papa novo.
Alguns especialistas dizem que a personalidade de Bento 16 não o deixaria morrer na frente dos holofotes. Outros já acreditam que a decisão foi motivada por uma disputa de poder dentro do Vaticano. A decisão de Bento 16 talvez revele um mistério. De que na igreja, no Vaticano, não há apenas 'santos', ao contrário, há disputas pelo poder, pela defesa de dogmas.
Cabe aqui um paralelo, recenetemente o deputado Tiririca declarou que não se candidatará mais a nenhum cargo legislativo ou executivo, pois segundo ele, jamais conseguirá realizar algo que tenha prometido. "No Congresso existem grupos conservadores que não permitem o novo".
Confesso que nunca foi fácil engolir a figura de Bento 16, mas prefiro encarar a desistência como um ato de coragem. A grande dúvida a partir de agora é que se essa análise de disputa de poder for a mais real, que futuro a igreja terá?, quando por algumas gerações os católicos continuarão a ter como autoridade máxima, conservadores.
Teremos apenas um 'novo papa', que continuará a seguir com a atual política admisntrativa ou um 'papa novo' com ideias progressistas. Bento 16 deixa de ser papa dia 28 de fevereiro de 2013. A partir desta data arcebiscos de todo o mundo se reúnem para a escolha de um sucessor.
Incialmente durante 9 dias arcebiscos, inclusive aqueles com mais de 80 anos, que não participam do conclave, fazem uma avaliação da atual situação da Igreja. Depois disso o conclave tem início apenas com aqueles que podem disputar a vaga. Esperamos que esse momento de reflexão traga resultados positivos ao futuro da igreja. Que as disputadas de poder sejam minimizadas pelo bem da continuidade da igreja.
Conheço pouco da história da igreja e como todo o processo funciona. Mas uma certeza eu tenho. A igreja precisa mudar, precisa ver o mundo de uma outra forma. Caso contrário, continuará perdendo fiéis. Que venha um novo papa, mas que este seja, de fato, um papa novo.
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Papa Bento 16 anuncia renúncia
O papa Bento 16 anunciou que vai renunciar do cargo no próximo dia 28 de fevereiro. Esta é a primeira vez em quase seis séculos que um papa renuncia ao cargo. O último a fazer isso foi Gregório 12, em 1415.
O papa disse em um comunicado que está "plenamente consciente da dimensão do seu gesto" e que renuncia do cargo por livre e espontânea vontade.
O porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, disse que o papa não havia renunciado por "dificuldades no papado" e que a decisão havia sido uma surpresa, indicando que mesmo os auxiliares mais próximos não sabiam que ele estava para deixar o cargo. O papa não teme uma cisão na igreja após sua renúncia, disse o porta-voz.
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Papa Bento 16 defende uso da camisinha em casos de prostituição
Pindamonhangaba /SP
Apesar de ser católico já fiz críticas severas a igreja. Penso que é preciso repensar os dógmas, em uma sociedade de constante mutação não cabe ufanismos ou preceitos tradicionais que não evoluam. Esta notícia sem dúvida nos traz esperanças, afinal o papa Bento 16 dá abertura ao diálogo deste tema histórico. Só espero que estas palavras não façam parte de uma estratégia que visa estancar a perda crescente de fiéis.
É preciso entender que no mundo há problemas e que os mesmos devem ser vistos pela igreja. O uso da camisinha, na minha opinião, evita a transmissão de doenças, o aumento da taxa de natalidade, a gravidez na adolescência, etc. Fechar os olhos para esta realidade é o mesmo que não estender a mão a quem precisa.
Num livro de entrevistas que será lançado na terça-feira (23), o papa Bento 16 afirma que o uso de preservativos por prostitutas pode ser aceito para evitar a disseminação do vírus da Aids, marcando assim o primeiro sinal de abertura ao tema na história do Vaticano.
Na série de entrevistas que será publicada na Alemanha, país natal do pontífice de 83 anos, Bento 16 é questionado quando a Igreja Católica não é fundamentalmente contrária ao uso da camisinha.
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Texto especial: "A fé que transforma"
Estudo diz que religiosidade protege o coração; fiés se unem para homenagear Nossa Senhora Aparecida
Estima-se que 330 mil pessoas passaram pela cidade de Aparecida neste último feriado prolongado. Relatos mostram que para ver Nossa Senhora Aparecida foi preciso esperar cerca de 50 minutos. Empenho e dedicação que podem ser explicados com um única palvara, bem pequeninha mas de grande significado: fé.
A fé que transforma, que motiva, que faz o impossível se transformar em realidade. A fé que ajuda na hora de encontrar um emprego, a fé que orienta-nos nas decisões que nos atormentam. Você, amigo leitor, já imaginou sua vida sem fé?
Estima-se que 330 mil pessoas passaram pela cidade de Aparecida neste último feriado prolongado. Relatos mostram que para ver Nossa Senhora Aparecida foi preciso esperar cerca de 50 minutos. Empenho e dedicação que podem ser explicados com um única palvara, bem pequeninha mas de grande significado: fé.
A fé que transforma, que motiva, que faz o impossível se transformar em realidade. A fé que ajuda na hora de encontrar um emprego, a fé que orienta-nos nas decisões que nos atormentam. Você, amigo leitor, já imaginou sua vida sem fé?
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"Isso só me faz ter mais curiosidade"
Pindamonhangaba /SP
A Igreja, definitivamente, não aprende, ao pedir para que seus fiéis não assistam ao filme "Anjos e dêmonios" ela só estará instigando a curiosidade. Eu serei o primeiro a querer ver o longa para entender o quê tanto incomoda o Papa Bento XVI. Todos nós sabemos o quanto o proibido torna-se muito mais interessante quando é promovido ao pecado.
[leia mais]
Vaticano pede que fiéis não vejam "Anjos e Demônios"
Veja o trailer
---
Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
A Igreja, definitivamente, não aprende, ao pedir para que seus fiéis não assistam ao filme "Anjos e dêmonios" ela só estará instigando a curiosidade. Eu serei o primeiro a querer ver o longa para entender o quê tanto incomoda o Papa Bento XVI. Todos nós sabemos o quanto o proibido torna-se muito mais interessante quando é promovido ao pecado.
[leia mais]
Vaticano pede que fiéis não vejam "Anjos e Demônios"
Veja o trailer
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Fabricio Oliveira
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Respeitando opiniões!
Pindamonhangaba /SP
A matéria "Entre a cruz e os tempos" continua rendendo. Na última sexta-feira foi publicada pelo Jornal Notíci@S e um de nossos leitores nos enviou sua opinião a respeito do texto.
Acho extremamente importante a participação dos leitores. Acredito que meu objetivo foi alcançado: provocamos a discussão. É isso que nós jornalistas temos que fazer, levantar a poeira, movimentar os pensamentos.
Segue a opinião enviada pelo leitor Diogo:
Ao jornalista Fabrício Oliveira:
IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA FOI, É E SEMPRE SERÁ CONSERVADORA.
"O Papa fez e faz muito certo ao dizer NÃO ao sexo livre, NÃO a camisinha, NÃO ao aborto. Quem é católico entende muito bem que a Igreja não é contra o sexo , mas sim o mau uso, libertino e vulgar.
Essa é a posição da Igreja até o fim dos tempos como quer Jesus Cristo, e NÃO vai mudar como querem as opiniões mundanas. É lamentável os meios de comunicação jogar o povo contra a Igreja-Corpo de Cristo, fazer o mundo acostumar com o pecado, porque satisfazer as vontades de Deus é difícil, e satisfazer as vontades do pecado é fácil, é bom, é gostoso, é normal. Muita gente viu o nosso ridículo presidente da república falar: "As leis dos homens são superiores às leis de Deus".
Esse é o objetivo do demônio, quanto mais gente se entregando ao pecado, melhor. Pensam que o encardido está presente somente nos casos de violência? Quanta ingenuidade!
Quem não suportar a sã doutrina da salvação de mais de 2000 anos, se entreguem à essas seitas que permite de tudo. Por isso que desde 1517 é tão fácil inventar "religiões", são só 50.000.
A Igreja Católica está fazendo a parte dela e também deveríamos aderi-lo, é bem melhor do que só ficar reclamando e falando mau das ações de Deus sobre o Papa."
A matéria "Entre a cruz e os tempos" continua rendendo. Na última sexta-feira foi publicada pelo Jornal Notíci@S e um de nossos leitores nos enviou sua opinião a respeito do texto.
Acho extremamente importante a participação dos leitores. Acredito que meu objetivo foi alcançado: provocamos a discussão. É isso que nós jornalistas temos que fazer, levantar a poeira, movimentar os pensamentos.
Segue a opinião enviada pelo leitor Diogo:
Ao jornalista Fabrício Oliveira:
IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA FOI, É E SEMPRE SERÁ CONSERVADORA.
"O Papa fez e faz muito certo ao dizer NÃO ao sexo livre, NÃO a camisinha, NÃO ao aborto. Quem é católico entende muito bem que a Igreja não é contra o sexo , mas sim o mau uso, libertino e vulgar.
Essa é a posição da Igreja até o fim dos tempos como quer Jesus Cristo, e NÃO vai mudar como querem as opiniões mundanas. É lamentável os meios de comunicação jogar o povo contra a Igreja-Corpo de Cristo, fazer o mundo acostumar com o pecado, porque satisfazer as vontades de Deus é difícil, e satisfazer as vontades do pecado é fácil, é bom, é gostoso, é normal. Muita gente viu o nosso ridículo presidente da república falar: "As leis dos homens são superiores às leis de Deus".
Esse é o objetivo do demônio, quanto mais gente se entregando ao pecado, melhor. Pensam que o encardido está presente somente nos casos de violência? Quanta ingenuidade!
Quem não suportar a sã doutrina da salvação de mais de 2000 anos, se entreguem à essas seitas que permite de tudo. Por isso que desde 1517 é tão fácil inventar "religiões", são só 50.000.
A Igreja Católica está fazendo a parte dela e também deveríamos aderi-lo, é bem melhor do que só ficar reclamando e falando mau das ações de Deus sobre o Papa."
Diogo
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
Fabricio Oliveira
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Artigos publicados pelo Observatório da Imprensa
Pindamonhangaba /SP
Caros leitores,
dois novos artigos, de minha autoria, foram publicados nesta terça-feira pelo site Obervatório da Imprensa. Para ler basta clicar nas imagens. O primeiro trata-se de uma discussão entre a mídia e a Igreja Católica (o texto publicado é diferente do já postado aqui no blog, apesar de ambos terem o mesmo nome 'Entre a cruz e os tempos". O segundo refere-se a reestréia do JN na última semana. A todos uma boa leitura.

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Fabricio Oliveira
jornalista
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Caros leitores,
dois novos artigos, de minha autoria, foram publicados nesta terça-feira pelo site Obervatório da Imprensa. Para ler basta clicar nas imagens. O primeiro trata-se de uma discussão entre a mídia e a Igreja Católica (o texto publicado é diferente do já postado aqui no blog, apesar de ambos terem o mesmo nome 'Entre a cruz e os tempos". O segundo refere-se a reestréia do JN na última semana. A todos uma boa leitura.

---Fabricio Oliveira
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Na semana santa o que faltam são santos
Pindamonhangaba /SP
Se procurarmos no dicionário um significado para a palavra santo vamos encontrar inúmeros verbetes. Boa parte deles referem-se às liturgias da Igreja, mas outros podem, certamente, ser aplicados ao nosso pouco religioso cotidiano.
De acordo com o Michaelis santos são os bem-aventurados, eleitos, que vivem conforme a lei de Deus; que inspiram benevolência e piedade; bondosos; que cumprem com todo o escrúpulo, com a maior exatidão, os seus deveres morais; virtuosos. Que são dignos de respeito; Que não fazem mal a ninguém; ingênuos, inocentes, simples. Santo é aquele que leva uma vida de abnegação e amor ao próximo; indivíduo de vida exemplar e de conduta irrepreensível. Indivíduo ingênuo, inocente, simples, que não faz mal a ninguém.
Se levarmos a risca todos estes significados ficaríamos decepcionados com nós mesmos. Afinal jamais seremos perfeitos, jamais seremos santos ao pé da letra. O que também não quer dizer que devemos deixar de lado tais significados. Praticar boas ações deve, sistematicamente, ser algo corrente em nossas vidas.
As coisas pelo mundo não estão fáceis. As irresponsabilidades tornaram-se regras e os ditos santos de barro cada vez mais se aproximam dos de pau-oco. Um exemplo claro surge lá na Itália, terra onde vive o tão "importante" Papa Bento XVI. O país em formato de "botinha" está entre as oito economias mais importantes do mundo, mas a pergunta que fica é: esta colocação foi conquistada com quais princípios?
Os terremotos que já mataram mais de 300 italianos abriram, literalmente, uma cratera de escândalos. Cerca de 18% dos imóveis afetados foram construídos sem autorização legal e são dotados de erros estruturais. De acordo com a rede CNN 60% do concreto usado na construção de edifícios era composto por areia de praia.
O mais importante deste post não é condenar aqueles que o leem. Ao contrário, é mostrar que os pequenos detalhes fazem uma grande diferença. Em momentos de renovação e reflexão fica aqui uma proposta: sejamos merecedores do título de santo, sejamos praticantes do bem e da responsabilidade.
---
Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
Se procurarmos no dicionário um significado para a palavra santo vamos encontrar inúmeros verbetes. Boa parte deles referem-se às liturgias da Igreja, mas outros podem, certamente, ser aplicados ao nosso pouco religioso cotidiano.
De acordo com o Michaelis santos são os bem-aventurados, eleitos, que vivem conforme a lei de Deus; que inspiram benevolência e piedade; bondosos; que cumprem com todo o escrúpulo, com a maior exatidão, os seus deveres morais; virtuosos. Que são dignos de respeito; Que não fazem mal a ninguém; ingênuos, inocentes, simples. Santo é aquele que leva uma vida de abnegação e amor ao próximo; indivíduo de vida exemplar e de conduta irrepreensível. Indivíduo ingênuo, inocente, simples, que não faz mal a ninguém.
Se levarmos a risca todos estes significados ficaríamos decepcionados com nós mesmos. Afinal jamais seremos perfeitos, jamais seremos santos ao pé da letra. O que também não quer dizer que devemos deixar de lado tais significados. Praticar boas ações deve, sistematicamente, ser algo corrente em nossas vidas.
As coisas pelo mundo não estão fáceis. As irresponsabilidades tornaram-se regras e os ditos santos de barro cada vez mais se aproximam dos de pau-oco. Um exemplo claro surge lá na Itália, terra onde vive o tão "importante" Papa Bento XVI. O país em formato de "botinha" está entre as oito economias mais importantes do mundo, mas a pergunta que fica é: esta colocação foi conquistada com quais princípios?
Os terremotos que já mataram mais de 300 italianos abriram, literalmente, uma cratera de escândalos. Cerca de 18% dos imóveis afetados foram construídos sem autorização legal e são dotados de erros estruturais. De acordo com a rede CNN 60% do concreto usado na construção de edifícios era composto por areia de praia.
O mais importante deste post não é condenar aqueles que o leem. Ao contrário, é mostrar que os pequenos detalhes fazem uma grande diferença. Em momentos de renovação e reflexão fica aqui uma proposta: sejamos merecedores do título de santo, sejamos praticantes do bem e da responsabilidade.
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Fabricio Oliveira
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"De tudo um pouco"
Pindamonhangaba /SP
Até parece mentira...

Esta semana flagrei uma situação no mínimo perigosa. Em razão da construção de uma rotatória fios de energia elétrica foram amontoados nos postes, o que pode ocasionar um grave acidente. A imagem foi registrada nesta terça-feira entre as avenidas Voluntário Vitoriano Borges e Francisco de Oliveira. De acordo com comerciantes e moradores da região os fios estão nessa situação há mais de 15 dias. Tentei entrar em contato com a Prefeitura Municipal, que realiza a obra no local, e com a Bandeirante Energia, mas nenhuma das instituições retornaram as ligações. O fato foi registrado, esperamos que o problema seja resolvido.
--
"Prometo calar a boca"
O tantã dos tambores não para. Depois de seu périplo africano e da polêmica sobre a Aids e os preservativos, afirmar que Joseph Ratzinger é um papa cada vez mais questionado é uma obviedade. Fora da Igreja não param as críticas e os ataques. Na França e na Alemanha as pesquisas entre católicos já registram a palavra "demissão" e governos, cidadãos e ONGs demonstram claramente seu descontentamento. Dentro do Vaticano as coisas estão iguais ou piores. O papa alemão foi eleito pelos cardeais por sua alta inteligência. Mas, como diz o veterano vaticanista e escritor Giancarlo Zizola, "estes primeiros quatro anos de papado sugerem que, por mais que sua inteligência seja finíssima, ela não basta para governar a Igreja".
"Ratzinger é um prisioneiro da cúria, vive em uma espécie de Avignon, distante dos episcopados nacionais, sem apoio além do de sua pequena camarilha", explica Zizola, autor do livro "Santità e potere. Dal Concilio a Benedetto XVI. El Vaticano visto dal interno" [Santidade e poder. Do concílio a Bento 16. O Vaticano visto por dentro]. O sacerdote e jornalista Filippo di Giacomo, durante 11 anos missionário no Congo, hoje juiz vicário em Roma, acredita que a crise que vive o Vaticano "reflete uma doença crônica de sete séculos: seu sistema de governo não funciona nem é colegiado". "A cúria moderna é uma máquina gigantesca, inoperante e inútil. Há 35 cardeais em Roma. Estão divididos em grupos, confrontados, e se dedicam a conspirar e cooptar afins pelos corredores", indica Di Giacomo.
Obs: estes são os dois primeiros parágrafos deste texto. Ele pode ser lido na íntegra clicando aqui.
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Pedofilia...
Tenho assistido muitos telejornais falando sobre esta onda de pedofilia. Quero escrever um texto sobre isso, mas antes me respondam: O que na opinião de vocês é pedofilia?
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
Até parece mentira...
Esta semana flagrei uma situação no mínimo perigosa. Em razão da construção de uma rotatória fios de energia elétrica foram amontoados nos postes, o que pode ocasionar um grave acidente. A imagem foi registrada nesta terça-feira entre as avenidas Voluntário Vitoriano Borges e Francisco de Oliveira. De acordo com comerciantes e moradores da região os fios estão nessa situação há mais de 15 dias. Tentei entrar em contato com a Prefeitura Municipal, que realiza a obra no local, e com a Bandeirante Energia, mas nenhuma das instituições retornaram as ligações. O fato foi registrado, esperamos que o problema seja resolvido.
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"Prometo calar a boca"
Decisões anacrônicas mostram incapacidade de Ratzinger em guiar o Vaticano
por Miguel Mora, em Roma (Itália)
O tantã dos tambores não para. Depois de seu périplo africano e da polêmica sobre a Aids e os preservativos, afirmar que Joseph Ratzinger é um papa cada vez mais questionado é uma obviedade. Fora da Igreja não param as críticas e os ataques. Na França e na Alemanha as pesquisas entre católicos já registram a palavra "demissão" e governos, cidadãos e ONGs demonstram claramente seu descontentamento. Dentro do Vaticano as coisas estão iguais ou piores. O papa alemão foi eleito pelos cardeais por sua alta inteligência. Mas, como diz o veterano vaticanista e escritor Giancarlo Zizola, "estes primeiros quatro anos de papado sugerem que, por mais que sua inteligência seja finíssima, ela não basta para governar a Igreja".
"Ratzinger é um prisioneiro da cúria, vive em uma espécie de Avignon, distante dos episcopados nacionais, sem apoio além do de sua pequena camarilha", explica Zizola, autor do livro "Santità e potere. Dal Concilio a Benedetto XVI. El Vaticano visto dal interno" [Santidade e poder. Do concílio a Bento 16. O Vaticano visto por dentro]. O sacerdote e jornalista Filippo di Giacomo, durante 11 anos missionário no Congo, hoje juiz vicário em Roma, acredita que a crise que vive o Vaticano "reflete uma doença crônica de sete séculos: seu sistema de governo não funciona nem é colegiado". "A cúria moderna é uma máquina gigantesca, inoperante e inútil. Há 35 cardeais em Roma. Estão divididos em grupos, confrontados, e se dedicam a conspirar e cooptar afins pelos corredores", indica Di Giacomo.
Obs: estes são os dois primeiros parágrafos deste texto. Ele pode ser lido na íntegra clicando aqui.
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Pedofilia...
Tenho assistido muitos telejornais falando sobre esta onda de pedofilia. Quero escrever um texto sobre isso, mas antes me respondam: O que na opinião de vocês é pedofilia?
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Fabricio Oliveira
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Matéria especial
Entre a cruz e os tempos
por Fabricio Oliveira
A Igreja Católica vem conquistando a manchete dos principais veículos de comunicação do país. Recentes e polêmicas declarações tem movimentado a opinião de católicos e não-católicos. Dogmas pré-estabelecidos ainda no Império Romano nos fazem refletir a respeito do papel desta importante instituição religiosa em nossos novos tempos.
As singulares discussões deram-se início com maior intensidade no início deste mês, quando o arcebispo da diocese de Olinda Recife, José Cardoso Sobrinho, excomungou todos os envolvidos em um aborto de uma menina de nove anos [o fato: a criança ficou grávida depois de ter sido estuprada pelo padrasto, segundo os médicos a menina não tinha condições físicas de dar continuidade a gestação].
Especialistas afirmaram na ocasião que a decisão de José Cardoso foi no mínimo precipitada, já que o religioso não teria levado em conta um dos principais valores da Igreja, a misericórdia. Imediatamente à decisão o Vaticano publicou uma resposta. O artigo é assinado pelo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, o arcebispo Salvatore Rino Fisichella. Ele diz, sobre a menina de nove anos: "Antes de pensar em excomunhão, era necessário e urgente salvaguardar sua vida inocente, devolvendo a ela um nível de humanidade, da qual nós, homens da Igreja, deveríamos ser os anunciadores e mestres". O monsenhor Fisichella afirma, ainda, que os médicos merecem respeito profissional e que eles atuaram em defesa da vida da menina.
Dias depois outra declaração polêmica foi propagada pelo menor país do mundo. Um longo artigo publicado pelo L'Osservatore Romano, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, disse que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho. O título era "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe". "O que no século XX fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns (dizem que) o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."
Já o Papa Bento XVI em recente visita à África afirmou que a Aids "é uma tragédia que não pode ser superada com o dinheiro e nem com a distribuição de preservativos, os quais podem aumentar os problemas". A pergunta que fica é: como proibir o uso da camisinha? Conforme relatório anual do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, existem no mundo aproximadamente 33 milhões de pessoas vivendo com HIV/Aids. A África Sub-ariana é a área mais afetada, com aproximadamente dois terços do total mundial (22,5 milhões de pessoas); desse número três quartos são do sexo feminino. A região também concentra 76% das mortes pela doença.
Até podemos concordar que a modernidade tem chegado a pontos extremos. Busca-se em muitos casos uma liberdade que vai de encontro aos princípios morais de uma sociedade civilizada. Mas isso não significa que nossas leis, divinas ou não, devam ser congeladas. É preciso buscar adaptações.
Católico, Carlos Alberto Faustino, se diz confuso com tantas polêmicas. “Penso que a Igreja deve buscar um equilíbrio, afinal o mundo mudou. Novas culturas surgiram e portanto novos hábitos foram incorporados ao nosso cotidiano. Agora entendo também que é difícil abrir mão da palavra. Como desdizer o que Deus nos pregou? Os homens religiosos não podem nos dizer que agora isso pode e isso não pode. É uma forma de questionar as leis divinas. A Igreja está em uma situação extremamente difícil”.
Medidas conservadoras talvez sejam o principal motivo para o avanço de outras religiões. Mesmo assim os cristãos ainda continuam supremos entre os mais diversos povos. Um total de 17,4% da população mundial é católica, contra 19,2% que é muçulmana, indicou monsenhor Vittorio Formenti, responsável do Anuário Pontifício do Vaticano. No entanto, quando se somam todos os cristãos (católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes) a porcentagem alcança 33% da população mundial. A população brasileira é majoritariamente cristã (89%), algo em torno de 155 milhões. O Protestantismo é o segundo maior segmento religioso do Brasil com, aproximadamente, 26,2 milhões de pessoas (15,4% da população), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
Com trabalhos dedicados ao catolicismo há mais de 30 anos, Maria Lúcia Salgado, falou a nossa reportagem sobre este momento da Igreja Católica. “Diariamente vou a missas, trabalho com entidades carentes e participo de grupos de oração na Comunidade Canção Nova, em Aparecida e aqui em Pindamonhangaba. Os padres, ou melhor a Igreja, não pode deixar de se atualizar. Mas isso não significa que os valores e as hierarquias criados por Deus sejam destruídos. Adaptar-se a estes novos tempos significa construir um diálogo entre a instituição e seus fiéis. É preciso divulgar notas esclarecedoras, promover conversas, como as que temos com nossos filhos. Se você precisa falar, alguém tem que estar disposto a te ouvir. Faz-se necessário renovar a catequese, ter um interesse maior pelo rebanho”.
---
Fabricio Oliveira
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E a discussão continua... "Nem a Igreja consegue falar uma mesma língua"
Pindamonhangaba /SP
Vaticano critica excomunhão de envolvidos em aborto de brasileira
Um artigo publicado na edição deste domingo do jornal L'Osservatore Romano mostra que não há consenso no Vaticano sobre a excomunhão das pessoas envolvidas no aborto legal de uma menina de nove anos, feito em Pernambuco. O artigo é assinado pelo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, o arcebispo Salvatore Rino Fisichella. Ele diz, sobre a menina: "Antes de pensar em excomunhão, era necessário e urgente salvaguardar sua vida inocente, devolvendo a ela um nível de humanidade, da qual nós, homens da Igreja, deveríamos ser os anunciadores e mestres". O monsenhor Fisichella afirma, ainda, que os médicos merecem respeito profissional e que eles atuaram em defesa da vida da menina.
Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
Vaticano critica excomunhão de envolvidos em aborto de brasileira
Um artigo publicado na edição deste domingo do jornal L'Osservatore Romano mostra que não há consenso no Vaticano sobre a excomunhão das pessoas envolvidas no aborto legal de uma menina de nove anos, feito em Pernambuco. O artigo é assinado pelo presidente da Pontifícia Academia para a Vida, o arcebispo Salvatore Rino Fisichella. Ele diz, sobre a menina: "Antes de pensar em excomunhão, era necessário e urgente salvaguardar sua vida inocente, devolvendo a ela um nível de humanidade, da qual nós, homens da Igreja, deveríamos ser os anunciadores e mestres". O monsenhor Fisichella afirma, ainda, que os médicos merecem respeito profissional e que eles atuaram em defesa da vida da menina.
O que vai nos dizer o arcebispo de Olinda Recife José Cardoso Sobrinho? Ainda bem que a Igreja se colocou a favor dos médicos e da família. Agora, o Papa deveria excomungar este José Cardos, que como disse perdeu uma ótima oportunidade de calar a boca.
---Fabricio Oliveira
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O que mais esperar da Igreja Católica? - Absurdo, Vaticano diz: "Máquina de lavar fez mais pela mulher do que pílula"
Pindamonhangaba /SP
Alguns podem até achar que estou perseguindo a Igreja Católica, mas ao contrário. Só não gostaria que estes absurdos propagados pelo Vaticano fossem verdade. Com que moral a Igreja vem a público e diz que a máquina de lavar trouxe mais liberdade a mulher do que a pílula? As declarações que emergem-se estes dias são simplesmente absurdas, falas e ditos que me fazem sentir vergonha de ser católico.
Ontem acompanhei pela 'Band News' uma entrevista do promotor de São Paulo Roberto Tardelli que me fez fazer a seguinte reflexão: a menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto corria sérios riscos de morte. Este foi, portanto, o principal motivo para que os médicos e a família decidissem pelo aborto.
O arcebisbo da diocese de Olinda/Recife, por sua vez, declarou que a morte daquela criança gerada pelo estupro, foi um crime gravíssimo, já que a prática interrompeu a continuidade da vida.
Pensemos, se a gravidez continuasse quem poderia morrer era a menina de 9 anos. Ao mesmo tempo em que a Igreja defende a vida daquela criança resultado de um estupro, em um útero ainda não formado, defende a morte. Já que a mãe poderia não resistir a gestação.
De acordo com o promotor podemos tirar as seguintes conclusões: 1º o arcebisbo perdeu uma ótima oportunidade de calar a boca, 2º jamais o estupro é um crime menos importante que o aborto, ao contrário, o estupro é muito mais grave que o aborto, 3º diz o promotor "se olharmos o código penal brasileiro, quem na verdade cometeu um crime foi o arcebisbo ao chamar de assassino o médico que defendeu a vida de uma menina de 9 ano. Ele expôs de forma negligêncial a vida e a família envolvida no caso".
Nesta mesma entrevista o jornalista apresentou uma reportagem sobre o caso que apresento a seguir. Para esta notícia me faltam palavras, leiam, caros leitores, e reflitam.
Máquina de lavar fez mais pela mulher do que pílula, diz Igreja

CIDADE DO VATICANO - Feministas do mundo todo, é melhor sentarem-se para ler isso: o jornal do Vaticano diz que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho.
A conclusão consta em um longo artigo publicado na edição do fim de semana do jornal semioficial do Vaticano, o L'Osservatore Romano (capa do jornal na ilustração), por ocasião do Dia Internacional da Mulher. O título era "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe".
"O que no século XX fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns (dizem que) o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."
O texto então conta a história da máquina de lavar, desde um modelo rudimentar de 1767 na Alemanha, até os modernos equipamentos com os quais a mulher pode tomar um capuccino com as amigas enquanto a roupa é batida.
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Mulheres me respondam: O mais importante para vocês foi a conquista de poder colocar sabão em pó na máquina de lavar e depois relaxar?
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
Alguns podem até achar que estou perseguindo a Igreja Católica, mas ao contrário. Só não gostaria que estes absurdos propagados pelo Vaticano fossem verdade. Com que moral a Igreja vem a público e diz que a máquina de lavar trouxe mais liberdade a mulher do que a pílula? As declarações que emergem-se estes dias são simplesmente absurdas, falas e ditos que me fazem sentir vergonha de ser católico.
Ontem acompanhei pela 'Band News' uma entrevista do promotor de São Paulo Roberto Tardelli que me fez fazer a seguinte reflexão: a menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto corria sérios riscos de morte. Este foi, portanto, o principal motivo para que os médicos e a família decidissem pelo aborto.
O arcebisbo da diocese de Olinda/Recife, por sua vez, declarou que a morte daquela criança gerada pelo estupro, foi um crime gravíssimo, já que a prática interrompeu a continuidade da vida.
Pensemos, se a gravidez continuasse quem poderia morrer era a menina de 9 anos. Ao mesmo tempo em que a Igreja defende a vida daquela criança resultado de um estupro, em um útero ainda não formado, defende a morte. Já que a mãe poderia não resistir a gestação.
De acordo com o promotor podemos tirar as seguintes conclusões: 1º o arcebisbo perdeu uma ótima oportunidade de calar a boca, 2º jamais o estupro é um crime menos importante que o aborto, ao contrário, o estupro é muito mais grave que o aborto, 3º diz o promotor "se olharmos o código penal brasileiro, quem na verdade cometeu um crime foi o arcebisbo ao chamar de assassino o médico que defendeu a vida de uma menina de 9 ano. Ele expôs de forma negligêncial a vida e a família envolvida no caso".
Nesta mesma entrevista o jornalista apresentou uma reportagem sobre o caso que apresento a seguir. Para esta notícia me faltam palavras, leiam, caros leitores, e reflitam.
Máquina de lavar fez mais pela mulher do que pílula, diz Igreja
Fonte: Reuters

Posição do Vaticano está no artigo 'A Máquina de lavar e a liberação das mulheres: ponha detergente e relaxe'
CIDADE DO VATICANO - Feministas do mundo todo, é melhor sentarem-se para ler isso: o jornal do Vaticano diz que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho.
A conclusão consta em um longo artigo publicado na edição do fim de semana do jornal semioficial do Vaticano, o L'Osservatore Romano (capa do jornal na ilustração), por ocasião do Dia Internacional da Mulher. O título era "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe".
"O que no século XX fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns (dizem que) o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."
O texto então conta a história da máquina de lavar, desde um modelo rudimentar de 1767 na Alemanha, até os modernos equipamentos com os quais a mulher pode tomar um capuccino com as amigas enquanto a roupa é batida.
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Mulheres me respondam: O mais importante para vocês foi a conquista de poder colocar sabão em pó na máquina de lavar e depois relaxar?
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
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Os dogmas e verdades alheias
Pindamonhangaba /SP
Em razão do grande número de visitas e comentários sobre o post, que discute a posição da Igreja Católica frente ao caso da menina de 9 anos, resolvi continuar com o assunto. Desta vez você tem a opotunidade de ler um texto da jornalista Emanuelle Najjar.
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Os dogmas e verdades alheias
Depois da repercussão do caso da menina de nove anos grávida de gêmeos em Pernambuco, e principalmente da reação da Igreja Católica, uma discussão se torna bastante válida: a interferência da religião na vida em sociedade.
Religião, a exemplo do que disse meu amigo e colega de profissão Fabricio Oliveira, é uma coisa muito pessoal.
Pessoal, significa que ela faz parte da educação que se recebe em família, daquilo que se recebe em casa e que se reflete em posturas e atitudes pessoais. Algo particular, que varia de acordo com costumes e geografia e que não deve ser imposto.
Sim, a cada momento, há uma tentativa de impor o ponto de vista religioso na vida das pessoas, especialmente na política. O que podemos dizer da proibição em certos municípios na distribuição de pílulas do dia seguinte, ou de preservativos em escolas? Ou de movimentos para impedir pesquisas com células-tronco, alegando direito a vida?
Estranho. Sempre disseram que o Estado era laico. Dogmas religiosos não deveriam ser empurrados para uma população que não a segue. Não deveriamos admitir que eles nos fossem impostos sob formas de decretos e projetos de leis, disfarçando a verdadeira justificativa sobre serem “coisas de Deus”.
Mas simplesmente esquecemos. Preferimos deixar que “verdades” alheias nos afetem – leia-se dogmas alheios, afinal nem todos no mundo são católicos e evangélicos – e sermos comodistas. Afinal, quem se dispõe a arriscar perder uma vaga no reino dos céus?
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
Em razão do grande número de visitas e comentários sobre o post, que discute a posição da Igreja Católica frente ao caso da menina de 9 anos, resolvi continuar com o assunto. Desta vez você tem a opotunidade de ler um texto da jornalista Emanuelle Najjar.
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Os dogmas e verdades alheias
por Emanuelle Najjar
Depois da repercussão do caso da menina de nove anos grávida de gêmeos em Pernambuco, e principalmente da reação da Igreja Católica, uma discussão se torna bastante válida: a interferência da religião na vida em sociedade.
Religião, a exemplo do que disse meu amigo e colega de profissão Fabricio Oliveira, é uma coisa muito pessoal.
Pessoal, significa que ela faz parte da educação que se recebe em família, daquilo que se recebe em casa e que se reflete em posturas e atitudes pessoais. Algo particular, que varia de acordo com costumes e geografia e que não deve ser imposto.
Sim, a cada momento, há uma tentativa de impor o ponto de vista religioso na vida das pessoas, especialmente na política. O que podemos dizer da proibição em certos municípios na distribuição de pílulas do dia seguinte, ou de preservativos em escolas? Ou de movimentos para impedir pesquisas com células-tronco, alegando direito a vida?
Estranho. Sempre disseram que o Estado era laico. Dogmas religiosos não deveriam ser empurrados para uma população que não a segue. Não deveriamos admitir que eles nos fossem impostos sob formas de decretos e projetos de leis, disfarçando a verdadeira justificativa sobre serem “coisas de Deus”.
Mas simplesmente esquecemos. Preferimos deixar que “verdades” alheias nos afetem – leia-se dogmas alheios, afinal nem todos no mundo são católicos e evangélicos – e sermos comodistas. Afinal, quem se dispõe a arriscar perder uma vaga no reino dos céus?
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
Marcadores:
Igreja Católica
O dizer da Igreja Católica?
Pindamonhangaba /SP
Acredito que existem algumas opiniões na vida que devem ser reservadas ao nosso íntimo. Uma delas é o aborto. Afinal, religião é algo muito particular! Mas esta semana a notícia de uma criança de 9 anos que foi massacarada pela igreja me incomodou profundamente.
Sou católico, acredito em Deus e tenho fé por Nossa Senhora. Agora, não posso admitir que uma instituição atrasada queira dizer o que é certo ou errado em nossas vidas. Neste caso não há uma briga entre a razão e o coração, ao contrário, há uma luta pela dignidade de uma vida.
Que destino teria o filho, resultado do estupro do padrasto, de uma menina de 9 anos?
Tenho posições politicas contrárias à Gilberto Dimenstein, mas sua coluna do último dia 06 ratifica o que penso.
O estupro e a excomunhão
Não sou religioso e, ainda por cima, sou judeu. Talvez não seja o indivíduo mais recomendado para comentar a decisão da Igreja Católica de excomungar a mãe da menina de nove anos em Pernambuco e os médicos que fizeram o aborto, a menina, de 9 anos, estava grávida do padrasto. A excomunhão me parece um segundo estupro.
Apesar de discordar, posso entender que a Igreja condene o aborto. Até, fazendo força, entendo que condenem um padre, parlamentar do PT, que defendeu o uso da camisinha. São posições arcaicas e, na minha visão, prejudiciais à saúde pública, mas se inserem em princípios.
O que não consigo entender é por que estão humilhando e fazendo sofrer ainda mais a mãe da menina grávida, já condenada a um drama familiar --um sofrimento que se estende para a garota, que fica como filha de uma excomungada. Quem conhece a religiosidade do interior do Nordeste sabe o peso disso. Faltou aí não só bom senso, mas humanidade. Duvido que essa seja a opinião da maioria dos católicos.
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E gostaria de ir mais longe, logo abaixo da coluna de Dimenstein há um comentário de Luiz Dias. Infelizmente não consegui o contato deste leitor, mas gostaria de parabenizá-lo. Aqui peço licença para reportá-lo.
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
Acredito que existem algumas opiniões na vida que devem ser reservadas ao nosso íntimo. Uma delas é o aborto. Afinal, religião é algo muito particular! Mas esta semana a notícia de uma criança de 9 anos que foi massacarada pela igreja me incomodou profundamente.
Sou católico, acredito em Deus e tenho fé por Nossa Senhora. Agora, não posso admitir que uma instituição atrasada queira dizer o que é certo ou errado em nossas vidas. Neste caso não há uma briga entre a razão e o coração, ao contrário, há uma luta pela dignidade de uma vida.
Que destino teria o filho, resultado do estupro do padrasto, de uma menina de 9 anos?
Tenho posições politicas contrárias à Gilberto Dimenstein, mas sua coluna do último dia 06 ratifica o que penso.
O estupro e a excomunhão
Gilberto Dimenstein - 06/03/09
O texto original está disponível aqui.
Não sou religioso e, ainda por cima, sou judeu. Talvez não seja o indivíduo mais recomendado para comentar a decisão da Igreja Católica de excomungar a mãe da menina de nove anos em Pernambuco e os médicos que fizeram o aborto, a menina, de 9 anos, estava grávida do padrasto. A excomunhão me parece um segundo estupro.
Apesar de discordar, posso entender que a Igreja condene o aborto. Até, fazendo força, entendo que condenem um padre, parlamentar do PT, que defendeu o uso da camisinha. São posições arcaicas e, na minha visão, prejudiciais à saúde pública, mas se inserem em princípios.
O que não consigo entender é por que estão humilhando e fazendo sofrer ainda mais a mãe da menina grávida, já condenada a um drama familiar --um sofrimento que se estende para a garota, que fica como filha de uma excomungada. Quem conhece a religiosidade do interior do Nordeste sabe o peso disso. Faltou aí não só bom senso, mas humanidade. Duvido que essa seja a opinião da maioria dos católicos.
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E gostaria de ir mais longe, logo abaixo da coluna de Dimenstein há um comentário de Luiz Dias. Infelizmente não consegui o contato deste leitor, mas gostaria de parabenizá-lo. Aqui peço licença para reportá-lo.
"A IGREJA CATÓLICA PARADA NO TEMPO, FEITO A ESTAÇÃO ESPACIAL AMERICANA NO ESPAÇO.NÃO HÁ NADA DE MAIS ATRASADO, ARCAICO, FRUTO DO INVENCIONISMO E PAIXÕES DESTANURADAS QUE A FILOSOFIA QUE A IGREJA CATÓLICA VEM PREGANDO NOS ÚLTIMOS TEMPOS OU DESDE O INÍCIO DA SUA FUNDAÇÃO, AOS 500 E POUCOS ANOS DEPOIS DE CRISTO. ARMAZENAM MUNDO AFORA, CADA VEZ MAIS, COISAS NEGATIVAS. FILOSOFIA QUE ACREDITA EM INFERNO, PURGATÓRIO, MILAGRE, PECADO, MAS, QUE VEZ OUTRA, NÃO RARO, SEUS MEMBROS SE METEM EM PEDOFILIA.IGREJA QUE INVESTE PESADO CONTRA O USO DE PRESERVATIVO-CAMISINHA. QUE NÃO INTERESSA A CAUSA, MESMO QUE A MÃE MORRA, SÃO CONTRA O ABORTO ATÉ POR ESTUPRO OU PARA SALVAR A VIDA DA MÃE. IGREJA QUE ESCOMUNGA UM MÉDICO E A SUA EQUIPE QUE PRATICOU NÃO UM ABORTO, MAS, UMA CIRURGIA DE LIMPEZA DO ÚTERO DE UMA CRIANÇA PARA SALVAR A SUA VIDA.MAS, POR OUTRO LADO, IGREJA QUE PUBLICAMENTE, ABENÇOA E PERDOA O PAI/PADRASTO ESTUPRADOR.SÃO FILOSOFIAS INACEITÁVEIS DO PONTO DE VISTA HUMANO, HIGIÊNICO, MÉDICO, DE SAÚDE PÚBLICA, DE CRENÇA EM QUALQUER QUE SEJA O DEUS DE CADA UM. É POR ISSO QUE A UNIVERSAL AVANÇA NO MUNDO, NO BRASIL, NO RÁDIO, TELEVISÃO E AÍ SOBRA ESPAÇO ATÉ PARA OS BISPOS CRIMINOSOS DA RENASCER, E, A RELIGIÃO PASSA A SER UM VERDADEIRO MERCADO PERSA". (SIC)
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Fabricio Oliveira
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