Pindamonhangaba /SP
Era uma vez uma moça que estava a espera de seu vôo na sala de embarque de um grande aeroporto. Como deveria aguardar algumas horas pelo embarque, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Comprou também um pacote de bolachas e sentou-se numa poltrona na sala vip do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz.
Ao seu lado sentou-se um homem. Quando ela pegou a primeira bolacha o homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ficou apenas pensando que se estivesse mais disposta lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse.
Cada bolacha que ela pegava o homem também pegava uma. Aquilo a dixava tão indgnada que nem conseguia reagir. Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou: "O que será que esse abusado fará agora?"
Então o homem dividiu a última bolacha ao meio deixando a outra metade para ela. Ah! Aquilo era demais! Ela estava explodindo de raiva!
Ela pegou o seu livro e suas coisas e se dirigiu ao local do embarque. Depois de ter se acomodado confortavelmente numa poltrona, já no interior do avião, ela abriu sua bolsa para pegar uma bala. Para sua surpresa o pacote de bolachas estava lá, ainda intacto, fechadinho.
Ela sentiu tanta vergonha! Só então percebeu que a errada era ela. Distraidamente havia guardado as suas bolachas dentro da bolsa e o homem havia dividido as bolahas dele sem sentir-se indignado, nervoso ou irritado. Infelizmente, já não havia mais tempo para se explicar e nem para pedir desculpas.
Quantas vezes, em nossas vidas, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros e não temos consciência disso. Antes de concluir observe melhor! Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa. Não pense o que não sabe sobre as pessoas.
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam: a pedra, depois de atirada; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida e o tempo, depois de passada.
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com