Em casa, no trabalho, com os amigos e até mesmo entre os vizinhos. Pesquisas indicam que adultos agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que um déficit em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser fatores de risco em particular.
Estudos adicionais tem mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima.
É freqüentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância: "Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta”, explica o psicólogo Saulo Faustino.
O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal.
Escolas. Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola. Um exemplo famoso:
Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio".
O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino.
Vizinhança. Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados.
Política. O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio.
Existem quatro tipos de bullying:
Bullying físico: quando o indivíduo usa a força física para magoar a criança, batendo-lhe, empurrando-o, dando-lhe pontapés, etc. também inclui tirar ou partir pertences às crianças ou roubar/extorquir dinheiro de modo a magoar o outro.
Bullying verbal: quando o indivíduo usa palavras para magoar o outro, como por exemplo: insultar, intimidar, sarcasmo e gozar.
Bullying relacional: quando o indivíduo interrompe as outras pessoas ao levá-los a excluir certas pessoas do grupo.
Bullying sexual: comentários sexuais indesejados, usar nomes sexuais ofensivos, tocar em partes íntimas dos outros.
Atenção, caso você esteja sofrendo deste mal ou alguém da sua família tenha problemas parecidos com os aqui apresentados, procure imediatamente os responsáveis pela origem das situações constrangedoras.
Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com