Terremoto no Haiti: tragédia natural mata 100 mil

Pindamonhangaba /SP

Ontem enquanto preparava matérias para a edição da próxima sexta do Jornal Notíci@S comecei a ver na televisão as primeiras imagens do Haiti. Confesso que em um primeiro momento não dei tanta importância ao assunto, mas a manchete na Globo News "Terremoto 'catastrófico' atinge o Haiti" começou a me despertar ansia por novas informações. Não há dúvida que foi uma grande tragédia, especialistas acreditam que 1% da população do país mais pobre das Américas foi disimada. Ou seja, enquanto estávamos em nossas casas tranquilos, há 100 mil km, morriam 100 mil seres humanos.

Tragédia previsível? Talvez, já que durante um congresso internacional no país visinho, República Dominicana, um especialista teria apontado a possibilidade de um abalo sismico de grande intensidade na região. Mas sempre o que deve ficar é a reflexão. De 01 de janeiro até hoje vimos, no Brasil, a cidade de São Luiz do Paraitinga praticamente desaparecer do mapa. Encostas do litoral do sudeste vieram a baixo, deixando transparecer a mais primitiva formação deste planeta: a rocha. E a culpa, de quem é?

Da chuva, do tempo, do calor, do frio: da natureza, Como se fosse a menina má, o diabinho que nos perturba. A palavra de ordem a ser levada em conta é: desequilibrio. Hoje viver neste mundo significa alterar ambientes construídos com o objetivo de nos proporcionar a eternidade. Como querer que a natureza nos respeite se continuamos a jogar lixo pela janela do carro, se nossas indústrias continuam despejando ares contaminados, se invadimos um espaço sem pedir licença. O fim do mundo realmente está próximo, mas não porque as cartas do meu baralho dizem, mas sim porque nossas atitudes constroem tal perspectiva.

* Quero registrar com a publicação desta nota, distribuida pela prefeitura de Lorena (13/01), meus sentimentos às famílias dos militares do Vale do Paraíba que estavam em missão de paz no Haiti.

Militares do 5º BIL estão entre as vítimas fatais do terremoto que atingiu o Haiti

O Exército Brasileiro confirmou que quatro vítimas fatais do terremoto no Haiti pertenciam ao 5º Batalhão de Infantaria Leve (5º BIL), localizado em Lorena. Segundo informações oficiais divulgadas pelos militares, os soldados Antônio José Anacleto e Tiago Anaya Detimermani, eram da cidade de Cachoeira Paulista. As outras duas vitimas são o 1º tenente Bruno Ribeiro Mário, e o 2º sargento Davi Ramos de Lima. Os militares integravam a missão de paz da ONU - Organização das Nações Unidas.
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com