Pindamonhangaba /SP
Por mais que tentassem nos dizer que esta não seria uma decisão eleitoral, sempre entenderiamos assim. E não poderia ser diferente. O veto tão aclamado pode ser visto como estratégia, afinal ministros diziam que uma decisão contrária seria para controlar a economia brasileira. No fim das contas corta-se gastos e dar-se aumento aos aposentandos e pensionistas. Como perder estes 6% dos eletores? No fim deste inforgráfico [para ampliar, clique na imagem] há opiniões dos presidenciáceis sobre o reajuste, entre eles José Serra. Curioso! Ele elogia Mantega e Lula, chamado-os de responsáveis. Lembro-me de críticas duras do tucano sobre como Lula comenada a política econômica do nosso país. Vai entender essa politicagem!O reajuste sancionado pelo presidente Lula favorecerá diretamente 8,4 milhões de aposentados e pensionistas. Isso representa 6% do eleitorado nacional, um contingente superior ao de todos os eleitores do Rio Grande do Sul. Lula concedeu o reajuste, mas vetou o fim do fator previdenciário. O aumento de 7,7% valerá para aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima de um salário mínimo.
Os interessados nas políticas previdenciárias formam um grupo ainda maior. Se somados aqueles que recebem benefícios vinculados ao salário mínimo, a clientela do Instituto Nacional do Seguro Social chega a 20% dos brasileiros aptos a votar nas eleições de outubro, número equivalente a quase todo o eleitorado paulista.
Essas quantidades pesam mais que os eventuais argumentos jurídicos, econômicos ou sociais destinados a justificar o ganho real de 4% proporcionado pela medida, aprovada com entusiasmo pelo mundo político e suavemente combatida pela área técnica do Executivo.
Fonte: Folha.com
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com
