Pós: Comunicação governamental - características gerais

Pindamonhangaba /SP

A comunicação governamental tem como principal objetivo fazer com que o poder se mantenha. Desde a eleição de um político ou a eleição de um outro do mesmo grupo partidário.

Sua liguagem pode ser apresentada de duas formas: a autoritária (como forma de penetração do poder) e domocrática (como forma de compartilhar as decisões do poder). As duas podem dar resultado, é preciso adaptar a linguagem escolhida pelo governo ao perfil do político eleito.

A comunicação governamental deve atuar na ação comunicativa, mas também na percepção da opinião pública. E importante estar de olho nos grupos de pressão, aqueles que exercem influência na opinião pública.

É importante avaliar a opinião pública a todo momento para se fazer os ajustes necessários na comunicação governamental.

Deve trabalhar com todos os elementos disponíveis:

  • Assessoria de Imprensa: atender a impresa com agilidade e adptar o material a especificidade de cada órgão de imprensa. 
  • Publicidade institucional e propaganda. Valorizar a marca de governo e vender os programas e serviços oferecidos pela Prefeitura, Estado ou União.
  • Marketing social: Todas as ações do governo devem estar ligadas às ações sociais.
De acordo com Torquato do Rêgo a comunicação governamental “Busca a homeostase dinâmica (termo da teoria dos sistemas que significa a capacidade de os sistemas manterem-se equilibrados)”. Ou seja, a comunicação governamental é responsável por manter o equilibrio entre as ações do governo. Este equilibrio pode não existir internamente, em razão de brigas políticas, mas deve existir externamente. É preciso estar preocupado com a saúde, educação, obras, etc. E não dar prioridade no noticiário para uma única área.

Objetivos gerais:
  • Criar bases e gerar as condições que permitam ao governo um sólido, profícuo e eficaz relacionamento com a sociedade.
  • Estabelecer climas e situações que permitam ao governo o desenvolvimento normal de suas ações e projetos.
  • Propiciar a criação de fluxos de comunicação, do governo para os segmentos sociais e desses para o governo, de forma a favorecer o sentido de participação da sociedade na obra governamental.
  • Dar unicidade aos programas, evitando parcializar e fragmentar a obra governamental.
Objetivos operacionais:
  • Criar sistemas ágeis, necessários e úteis para a transmissão rápida de mansagens de interesse social.
  • Criar estruturas enxutas, funcionais, que primem pelo escopo de alto profissionalismo e baixos custos operacionais.
  • Clarificar as metas e objetivos dos setores de comunicação social do governo, de modo a se evitar duplicidade de ações e projetos.
  • Otimizar os recursos à disposição da área de comunicação governamental, dando uma visão empresarial à gestão.
Estratégias:

  • Harmonizar a comunicação governamental (linguagem, identidade visual e o discurso dos agentes políticos)
  • Priorizar os fluxos de comunicação para os grandes centros urbanos.
  • Abrir os fluxos de comunicação para a sociedade (ouvir é fundamental, criar um call center é um bom exemplo).
  • Dar ênfase aos fatos e não às pessoas.
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Fabricio Oliveira
jornalista 
fabriciofbo5@gmail.com