Pindamonhangaba /SP
Depois de dias cheios de trabalho, consegui parar para escrever um pouco sobre dois assuntos que dominaram as manchetes esta semana: as polêmicas do Enem e o aporte de 2,5bi ao banco PanAmericano.
Antes da opinião acho importante reportarmos os fatos. O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi aplicado no último final de semana há mais de três milhões de estudantes em todo o Brasil. O mesmo é usado por aproximadamente 55 Universidades Federais como alternativa ao vestibular, boa parte dos alunos que prestam a prova também tentam no MEC uma bolsa em universidades particulares por meio do programa ProUni.
Um erro de impressão no caderno amarelo trouxe equívocos em aproximadamente 0,03% das provas. Os quase oito mil alunos sentiram-se prejudicados e o tema ganhou destaque nos noticiários.
O banco PanAmericano anunciou um aporte de 2,5bi. O dinheiro foi emprestado pelo Grupo Silvio Santos, do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), depois da holding ter constatado "inconsistências ficais" no balanço da instituição financeira. Para conseguir o empréstimo o empresário Silvio Santos deu como garantia as empresas das quais é dono, entre elas o SBT, o Baú e a Jequiti.
No entanto o pagamento será feito em dez anos com a primeira parcela para daqui a três anos. O problema surgiu depois do BC ter constatado fraudes no Pan. Com o aporte o balanço foi normalizado e investigações irão procurar os culpados.
Bem, estes são os fatos. A análise surge com o objetivo de avaliar de que forma a imprensa tratou os assuntos. Como engolir a eleição de Dilma Rousseff? Qualquer detalhe do Enem certamente seria motivo para alardes e escândalos. Afinal a imprensa tucana procurará de tudo para exaltar os 'erros' de dirigentes do governo Lula. A recomendação é certa: precisamos mostrar que o povo não fez a escolha certa. Queríamos Serra!
A prova com erros de imprenssão trouxe problemas para cerca de 8 mil estudantes em um universo de 3 milhões. Uma juíza e uma justiça sem expressão, como a do Ceará, achou a oportunidade certa para mostrar serviço e aparecer mais do que deveria. Não há erro do MEC e sim desta 'justiça". Uma verdadeira palhaçada com mais de 3 milhões de alunos. Por que não fazer uma nova prova a estes prejudicados e encerrar o assunto? Talvez porque precisamos massacrar o Enem e o MEC de gestão Lulista, ou ainda porque precisamos de novas manchetes para os jornais. Estudantes pouco confiantes torcem pela anulação, afinal terão uma nova oportunidade ou a desculpa pelo fracasso nas notas. E a 'justiça' cearense ainda aprova tal temeridade.
Ao que tudo indica o BC constatou erros nos balanços do PanAmericado. A diretoria e o acionista majoritário foram informados do problema. O mesmo se propôs em aportar o rombo bilionário. Como alternativa foi atrás de um Fundo do qual é segurado. Fez um empréstimo e começará a pagá-lo daqui a três anos. Provavelmente a fraude é resultado de equívocos da diretoria e dos executivos que lá estavam. Investigações devem ser feitas e os cultados punidos. Torcemos por isso!
O que é importante ratificar é que o empréstimo só começará a ser pago em 3 anos e que segundo o BC tudo foi formalizado dentro da lei. A Folha, por exemplo, colocou a venda todo o patrimônio de Silvio Santos. Como se ele precisasse liquidar a dívida nos próximos dias. Fez especulações, definitivamente, abusrdas. Dá pena de ver um jornal que tinha tanta credibilidade hoje se colocar na oposição.
Quando falávamos do Enem o questionamento era a contrariedade ao governo Lula. Contra Silvio Santos e as manchetes especulativas e sem fundamento recordo-me do ataque de bolinhas que Serra sofreu durante a campanha no RJ. O SBT mostrou em detalhes a bolinha de papel, a Folha fez de tudo para provar ao contrário e ajudar seu protegido no fato. Na verdade o jornal tentou bringar com as imagens que ilustravam a farsa do tucano. "A é! vocês prejudicaram nosso Serra, agora feremos de tudo para acabar com vocês!", tornou-se lema de imprensa brasileira.