Desespero e sofrimento na maior tragédia já vista no Brasil

Pindamonhangaba /SP
Jadson Marques - 14.jan.2010 / AP / Agência O Globo
A imagem acima é uma das mais fortes que encontrei para ilustrar este momento que vive o nosso pais, em especial a região serrana do Estado do Rio de Janeiro. Talvez seja a personificação dos números, corpos que não param de ser encontrados sob os escombros. Famílias inteiras que vão entrar para a história como estatísticas da pior tragédia ambiental que o Brasil já viu.

Assitindo aos telejornais, acompanhando os canais de notícias, lendo e vendo os sites tenho a sensação de que apesar de ficarmos assustados a realidade destas cinco cidades ainda não é visível aos nossos olhos. Não conseguimos imaginar de que forma realmente estas cidades ficaram, da dimensão exata desta tragédia.

A imprensa vem fazendo um trabalho fantástico, mas as proporções deste fato fogem tanto do controle, que mediar a transmissão destes acontecimentos tem sido uma tarefa nada fácil para todos nós profisisonais da comunicação.

Estamos certos que que agora não é a hora de chorar o leite derramada. Precisamos socorrer os sobreviventes e ajudá-los a retomar suas vidas. Faremos nossa parte, ajudaremos doando alimentos, água, móveis. Mas isso tudo será durante os próximos meses. Como ficarão estas familias pelo próximo ano, pelos próximos meses?

Chegou a hora de dar um basta, de colocar nossas autoridades na parede. Para que, definitivamente, os problemas no Brasil sejam resolvidos. É um abusrdo gastar bilhões com eventos esportivos, construindo vilas olímpicas, apartamentos de luxo. Quando no quintal destas obras pessoas sofrem todos os anos com as enchentes e perdem literalmente tudo. Faremos Copa etc para mostrar ao mundo algo que não somos. Que Deus não nos permite dar uma passo maior que a perna, como já diria o famoso dito popular.

Alguns podem entender esta cobrança por soluções como demagogia. E talvez seja mesmo, pois só cobramos, perguntamos ou reclamamos quando fatos como estes acontecem.

Ao mesmo tempo, temos convicção de que a tragédia na região serrana do Rio foi uma exceção. Não haveria como controlar o volume de água que caiu sobre uma topografia propícia a acidentes. Em Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, não haviam casas ou bairros em áreas de risco. Haviam cidades inteiras em áreas de risco. O homem desrespetando a natureza em busca de lucro e prazer.

O espírito solidário do brasileiro também merece nossa homenagem. Todos por lá se ajudam, unem-se em busca de um final um pouco menos desolador. Resta-nos pedir a Deus conforto a estas famílias para que consigam superar este momento tão difícil. Em nossas orações devemos pedir por essa gente, paz e menos sofrimento.