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| Renúncia de Hosni Murabak é festajada no Egito como uma conquista de Copa do Mundo; País conquista a liberdade depois de 30 anos d euma dutadura. |
"Sempre lembraremos do povo egípcio, o que defenderam e como mudaram seu país e o mundo", disse Obama.Há aqueles que não conseguem viver sem. Há aqueles que se acostumaram com a falta dela. E ainda há aqueles que lutam constantemente por ela, inclusive com a perda da própria vida. Em acalorados discursos de profissionais da comunicação, ela é destaque como fórum fundamental para o exercício da atividade. Em campos governistas ditadores a colocam em segundo plano, oferecendo ao seu povo pão e circo.
Nos dicionários há diversas definições, entre elas: Estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou coação física ou moral. Condição de não ser sujeito, como indivíduo ou comunidade, a controle ou arbitrariedades políticas estrangeiras. Condição do ser que não vive em cativeiro. Condição de pessoa não sujeita a escravidão ou servidão.
E porquê não? Independência, autonomia, ousadia. Descrevemos aquilo que boa parte de nós, seres humanos, desejamos, a LIBERDADE!
Os protestos no Egito contra o governo e a ditadura de Hosni Mubarak, certamente, terão desdobramentos. Em tempos, o país não será o mesmo. Mudanças serão percebidas e talvez possamos, no futuro, apontar mortes e destruição como atos que contribuiram para o fim de uma era. E a história nos prova com fatos esta perspectiva.
As imagens são de uma guerra, prédios públicos destruídos. Tanques de guerra para conter uma população de maioria jovem. O pensamento dominante deu um basta em um governo e um governante que censura a opinião de um povo por 30 anos.
De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) milhões de homens e mulheres já perderam a vida na hisória pela LIBERDADE. No Brasil há exemplos, Zumbi e Tiradentes foram manifestos deste desejo. O primeiro queria a liberdade basicamente de seu povo e o segundo por ser um pouco mais esclarecido queria a liberdade de um todo, o Brasil como nação.
Em dias não tão tardios podemos citar as Diretas Já! que marcaram o fim do sombrio perírodo militar que acometou o Brasil na segunda metade do século XX. O movimento civil reivindicava eleições presidenciais diretas no país. Pedia o fim de uma ditadura, a LIBERDADE de um povo para escolher seu presidente. O que aconteceu em 1985 com a eleição de Tancredo Neves. No Vale do Anhangabaú mais de 1,5 milhão de pessoas se reuniram em apoio ao movimento. Nada diferente do que acontece há dias no Egito.
A importante Guerra de Secessão, ocorrida nos Estados Unidos da América entre 1861 e 1865, foi o conflito que causou mais mortes de norte-americanos, num total estimado em 970 mil pessoas - dos quais 618 mil eram soldados - cerca de 3% da população americana à época. Todos queriam o fim da escravidão, do controle autoritário vindo de Estados industralizados.
E ainda para fechar esta contextualização histórica podemos falar do muro de Berlim. Segundo um estudo recente feito pela Fundação Muro de Berlim e pelo Centro de Pesquisa de História Contemporânea de Potsdam, só na capital alemã morreram 136 pessoas entre 1961 e 1989, das quais mais da metade perderam a vida nos cinco primeiros anos de existência do muro.
No Egito se viu homens e mulheres morrendo pelo fim de uma ditadura, pelo futuro democrático de seus filhos. Mubarak afirmou que as demonstrações mostram que as pessoas querem "mais empregos, preços mais baixos, menos pobreza". "Sei que todas essas questões sao necessárias, e trabalho por elas todos os dias. Mas não posso permitir saques e incêndios em locais publicos", afirmou. Será que estes são verdadeiramente os desejos do povo do Egito? Talvez o que queiram seja a mais simples das coisas, LIBERDADE.
No protesto histórico da última semana, crianças subiram nos tanques do Exército. As mulheres revelaram seus traços exibindo-se para as lentes mundo. "Hoje o Cairo é todo o Egito. Quero que meu filho tenha uma vida melhor e não sofra como sofri. Quero poder escolher meu presidente", contou o manifestante Hamada Massoud, advogado de 32 anos. Ele disse ter viajado ao lado de outras 50 pessoas em carros e microônibus da província deBeni Sweif, ao sul do Cairo.
Por fim, Murabak deu adeus ao governo do Egito. É fim de copa do mundo, é carnaval fora de época. É o povo do Egito em festa pela conquista da LIBERDADE.
Que estas páginas da história do Egito possam marcar definitivamente o fim de uma era e a conquista de um do mais nobres requisitos do bem viver, a LIBERDADE.
Entenda o porquê da crise no Egito. Com uma área de cerca de 1 milhão de km², o Egito limita a oeste com a Líbia, ao sul com o Sudão e a leste com a Faixa de Gaza e Israel. O litoral norte é banhado pelo mar Mediterrâneo e o litoral oriental pelo mar Vermelho. A península do Sinai é banhada pelos golfos de Suez e de Acaba. A sua capital é a cidade do Cairo.
O Egito é um dos países mais populosos de África. A grande maioria da população, estimada em 80 milhões de habitantes (2007), vive nas margens do rio Nilo, praticamente a única área não desértica do país
O Egito é uma república desde 18 de Junho de 1953. Mohamed Hosni Mubarak assumiu a presidência do país em 14 de Outubro de 1981, após o assassinato de Anwar Sadat. Mubarak é o chefe do Partido Democrático Nacional, no poder.
Embora o país seja formalmente uma república semipresidencialista multipartidária, na qual o poder executivo é compartilhado entre o presidente e o primeiro-ministro, na prática o presidente controla o governo e tem sido eleito como candidato único há mais de cinquenta anos. A última eleição presidencial ocorreu em Setembro de 2005.
Em Fevereiro de 2005, Mubarak anunciou uma reforma na lei eleitoral, de modo a permitir uma eleição presidencial multipartidária. Entretanto, a nova lei instituiu restrições draconianas para as candidaturas a presidente, impedindo que políticos conhecidos se candidatassem e permitindo a reeleição de Mubarak em Setembro daquele ano.
Desde então a instabilidade política apresentou-se com mais força no país árabe. Atualmente o Egito tem uma população pobre com salários de aproximadamente 30 dólares por pessoa. As mudanças climáticas tem provocado um aumento nos produtos alimentícios e o desemprego tem um dos seus mais altos índices.
