Líbia: um povo dividido em meio a uma guerra confusa

Pindamonhangaba /SP
Povo líbio se divide, defensores de Kadhafi apontam armas para rebeldes.
O Mediterrâneo queima no terceiro dia de guerra, e a coalizão se divide. O presidente francês Nicolas Sarkozy quer que as ações militares sejam controladas pela França e pela Inglaterra. A Itália e outros países preferem no comando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança ocidental atlântica.

Trata-se de um impasse que pode mudar a disposição dos aliados. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, ameaçou retirar as bases aéreas italianas da coalizão se a Otan não entrar no comando dos ataques à Líbia. A Noruega suspendeu sua participação nas operações até que seja esclarecido o controle.

Do Chile, o presidente Barack Obama informou que o comando da operação, atualmente com os Estados Unidos, será transferido em alguns dias aos aliados depois que as defesas antiaéreas da Líbia forem anuladas. O presidente norte-americano afirmou que a Otan terá um papel na segunda fase das ações militares.

Países que se abstiveram na decisão de atacar a Líbia agora criticam duramente a ação militar, como a China e a Índia. A Liga Árabe, que apoiou a resolução da ONU, afirma que a coalizão está exagerando nos ataques. O secretário-geral, Amir Mussa, lembrou que os civis devem ser protegidos.

Mussa se encontrou com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que foi até agredido no Cairo por simpatizantes de Kadhafi. O guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou os países ocidentais de querer se apoderar do petróleo.

Quem se arrisca mais são os italianos, pela proximidade geográfica com a Líbia. O serviço secreto da Itália afirma que Kadhafi não possui mísseis capazes de chegar até o território italiano, mas que o ditador pode planejar atentados terroristas.

E quem perde é o povo líbio, ficou dividido. Chegou ao seu pior estágio, quando homens de um mesmo país se dão as costas e se apontam armas como inimigos mortais.
Fonte: informações de matéria veiculada pelo
jornal Bom dia Brasil da TV GLOBO