Se conversamos com os mais experientes teremos sensação de que em meados do século 20 as perspectivas avanço eram quase nulas. Nos sonhos não se imaginavam as tecnologias da atualidade, ter contato tanta novidade é no mínimo um susto e um choque com esta realidade para quem tem mais de 60.
Diferente das crianças de hoje, prospectar idealismos em pensamentos recheados de utopia se faz necessário neste constate exercício de desenvolvimento. Alguns dizem que nossas vidas são feitas de ciclos, e talvez o lugar onde moramos possa dar início a uma nova perspectiva, que só os sobreviventes um dia poderão nos contar.
A implementação de três grandes projetos do governo federal, o TAV (Trem de Alta Velocidade), o programa FX-2 para renovação da frota de caças da Aeronáutica, e a exploração de petróleo e gás na camada do pré-sal, vão determinar um novo patamar de desenvolvimento à região a médio e longo prazos. Com uma diversificada cadeia produtiva e de institutos de pesquisas e tecnologia, municípios do Vale do Paraíba iniciaram estudos para identificar de que forma serão impactados pelos três projetos federais e que medidas e ações terão que implementar para usufruir benefícios que eles vão gerar. Mais uma prova de que o futuro a Deus pertence!
Terminou no último dia 15 de setembro a consulta pública realizada pelo Governo Federal sobre o TAV (Trem de Alta Velocidade). De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foram recebidas cerca de 400 contribuições. Ou seja, 400 brasileiros opinaram sobre a construção do Trem Bala. Não há dúvida
O edital deve estar concluído até o fim do setembro e a licitação está prevista para acontecer até o fim do ano. O início das obras, no entanto, depende de eventuais alterações feitas no projeto pelo vencedor da licitação.
O projeto prevê a construção de 90,9 km de túneis, 107,8 km de viadutos e 312,1 km de trilhos na superfície. Já ficou definido que o governo federal arcará com os custos de desapropriações nos municípios por onde o trem passará. “Nós já nos comprometemos a pagar a desapropriação, isso já está acertado com o secretário do Tesouro”, afirma o secretário de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato. A modelagem financeira do projeto, no entanto, ainda não está totalmente fechada.
O traçado referencial prevê estações consideradas fundamentais para o governo e sugere outras. Mas o consórcio que vencer a licitação poderá fazer mudanças no traçado. As estações previstas ficam em Campinas, Viracopos, São Paulo, Guarulhos, São José dos Campos, Volta Redonda/Barra Mansa, Rio de Janeiro e Galeão. As sugeridas estão em Jundiaí e Aparecida, em São Paulo, e Resende, no Rio.
O engenheiro Roberto Dias David, gerente de projeto do TAV Brasil da ANTT, diz que os estudos mostram a viabilidade do trem, apesar dos custos. “A gente pretende, com a implantação desse projeto, introduzir um novo meio de transporte de passageiros no país”, afirmou durante apresentação na 15ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, realizada na capital paulista. A expectativa é de que 50% dos cerca de 33 milhões de passageiros que viajam entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro todos os anos possam ser absorvidos pelo trem.
Os consórcios interessados em participar da licitação precisam ter experiência em construção e operação de trens de alta velocidade. De acordo com Marcelo Perrupato, há dois critérios importantes para vencer a concorrência: a proposta que exigir menos aporte de recursos públicos e aquela que oferecer a melhor oferta de transferência de tecnologia.
Apesar de o tempo de concessão ainda estar em estudo, existe a possibilidade de ela ser de 40 anos. “Estamos estudando porque o prazo não pode ser muito curto, porque o investimento é muito alto”, disse o secretário. Ele garante, também, que já há interessados em construir e operar o trem no Brasil. Segundo Perrupato, haverá um “bom financiamento” disponível para o projeto. “Nós não pretendemos que exista alguém com R$ 20 bilhões no bolso para colocar em um projeto desses e gastar em 4 anos de obra.”
Questionado se existe a possibilidade de o TAV não sair do papel, o secretário se mostrou confiante em relação ao projeto. “Eu não acredito nisso, eu nunca vi tanta integração. E isso não está só no governo federal. Isso está no estado do Rio, em São Paulo e nas cidades envolvidas. Todo mundo entendeu que esse projeto tem um grande impacto futuro.”
Para conhecer detalhes do TAV visite o site: www.tavbrasil.gov.br.
NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA FALAREMOS SOBRE A RENOVAÇÃO DA FROTA DE FX-2
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Fabricio Oliveira
jornalista
fabriciofbo5@gmail.com